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O Beato ontem...

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Paço Real de Enxobregas

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O Paço Real de Enxobregas, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, esteve instalado nos terrenos onde actualmente se encontra o Asilo D. Maria Pia, o Mosteiro da Madre de Deus e o Palácio dos Marqueses de Niza. O edifício, de uma só correnteza, começava na Rua da Madre de Deus (porta principal da Casa Pia) e estendia-se até ao largo Marquês de Niza. Vale a pena falar um pouco da personalidade da rainha D. Leonor, viúva do Rei D. João II, que fundou também as Misericórdias e outras obras de caridade. A Rainha era uma mulher infeliz. O irmão, o duque de Viseu, fora morto à punhalada pelo seu marido, El-Rei de Portugal, que mandara também matar, em Évora, o seu cunhado, o duque de Bragança. Seu filho e herdeiro do trono, o príncipe D. Afonso, morreu em Santarém, vítima de um acidente de cavalo. A rainha suportou ainda as infidelidades do marido mas, depois de ter ficado viúva, aos 37 anos, pensou em encerrar-se numa clausura onde pudesse terminar os seus dias, longe da Corte. Depois da mor...

Convento de Sta. Maria de Jesus ou Paço Real de Afonso III

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No Paço Real de Xabregas, que foi também Palácio e Mosteiro, segundo afirma o historiador Norberto de Araújo nas sua “Peregrinações em Lisboa”, teriam habitado, temporariamente, todos os reis de Portugal até D. João IV, à excepção dos que integraram a dinastia dos Filipes. Onde agora está instalado o Teatro Ibérico, ergueu-se outrora, o Convento de Santa Maria de Jesus, mas, anteriormente, no século XIII, ali ficava o Paço Real de Enxobregas. Este Paço, datado quase desde o início da nossa nacionalidade, foi fundado por D. Afonso III “o Bolonhês”, que se celebrizou por ter tornado Lisboa a capital do Reino. A tese, contudo, não encontra unanimidade entre os historiadores. No livro “Portugal Pittoresco e Illustrado”, de Alberto Pimentel, este historiador opina que “antes de D. Leonor, já tinha havido em Xabregas, um Paço Real que estava em ruínas no tempo de D. Afonso V. Sabe-se que tinha uma torre e um laranjal contínuo”. Na crónica de Fernão Lopes, o Paço Real de Santos, o de Enxobreg...

Convento do Grilo

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Na actual Rua do Grilo existiram, em tempos, dois conventos. Um para freiras e outro para frades, designados por “Grillos”, por pertencerem à congregação dos Agostinhos Descalços e terem vestes negras com capuz. Os dois edifícios ficavam virados para a antiga Rua Direita, mas o edifício das freiras prolongava-se em direcção ao Cais do Duque, no Beato. Falemos primeiro do convento das Carmelitas, mais conhecido pelo convento das freiras “Grillas”. Freiras "Grillas" O convento, erigido nos terrenos da antiga Quinta de Gonçalo Vasques da Cunha, ficava no local onde está instalado o edifício principal da Manutenção Militar. Foi fundado em 1660, pela Rainha D. Luísa de Gusmão, esposa do rei D. João IV, que nele se recolheu em Junho de 1662, ali permanecendo até à sua morte, ocorrida, em 27 de Fevereiro de 1666. Segundo cronistas da época, a Rainha D. Luísa de Gusmão ter-se-ia recolhido no convento das freiras “Grillas” por estar desgostosa com o rumo político do país. Os conselhei...

Igreja Paroquial de S. Bartolomeu do Beato

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A igreja paroquial de S. Bartolomeu do Beato está integrada no conjunto de edifícios de que fazia parte também o convento dos “frades Grillos”. Norberto de Araújo definiu o prédio como sendo de “uma só nave e ostenta no corpo seis capelas, três por cada lado, e duas colaterais no transepto. Pela esquerda temos a capela de S. Sebastião, onde esteve também uma tradicional imagem de N.ª S.ª das Barraquinhas (deliciosa invocação da qual não se sabe a origem, e representada numa pintura a óleo), ou de N.ª S.ª do Bom Despacho, imagem principal da capela; a seguir está a capela do Santíssimo, na qual se vê uma imagem da N.ª S.ª da Soledade. Pelo lado direito, há a capela do Senhor dos Passos, a de N.ª S.ª do Carmo e, finalmente, a capela de N.º Sr. da Cana Verde, outra pituresca invocação. As capelas do transepto são: a do Sagrado Coração de Jesus, antiga de N.ª S.ª da Graça, e a N.ª S.ª das Dores, antiga da Soledade. A capela-mor ostenta alguns materiais nobres, sendo o altar-mor ornado de c...

Palácio dos Marqueses de Olhão

O Palácio dos Melos, também designado por Palácio dos Marqueses de Olhão, Condes de Castro Marim, em Xabregas, terá sido um dos locais onde se reuniram alguns dos heróis da Revolução de 1640 – que restaurou a Independência nacional e quebrou o domínio castelhano. Jorge de Melo foi o primeiro habitante desta extensa propriedade, que, lhe fora concedida pelo rei D. João III, em 22 de Maio de 1524. No entanto, o palácio só seria construído no primeiro quartel do século XVIII, sobre o núcleo principal da casa quinhentista. A enorme casa, erguida ao centro da propriedade sofreu grandes danos, com o terramoto de 1755, tendo o seu proprietário de então, D. Pedro de Melo da Cunha de Mendonça e Menezes, procedido a algumas obras de restauro, que obedeceram a um novo traçado. As primeiras conspirações dos conjurados de 1640 foram feitas neste palácio que, na altura, pertencia a D. Vasco de Menezes, um dos 40 fidalgos partidários da causa de D. João, duque de Bragança, mais tarde Rei de Portugal....

Palácio dos Duques de Lafões

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Na calçada com o mesmo nome está situado o Palácio dos Duques de Lafões, com fundação datada de finais do século XVIII (1777). D. João Carlos de Bragança de Sousa Ligne Tavares de Mascarenhas da Silva, segundo duque de Lafões, começou a edificar o Palácio, que possuía, em 1760, uma bela quinta anexa. As obras ficaram concluídas apenas em 1777, sendo notórias, na traça arquitectónica, as influências da arte setecentista, posterior ao terramoto. O nobre, segundo filho do infante D. Miguel, recebeu em 1779, o título de II Duque de Lafões e a ele se deve a criação da Academia das Ciências. D. João Mascarenhas foi estadista e homem público, conhecedor de todas as cortes da Europa. Aos 82 anos, ainda era general-marechal do Exército Português. Em 1801, o nobre recolheu-se ao seu Palácio, afastando-se da vida pública. A propriedade, que foi passando, hierarquicamente, de pais para filhos, pertencia, em 1878, ao V Duque de Lafões, D. Caetano Sigismundo de Bragança. O nobre herdou os títulos e ...

Convento de S. Bento de Xabregas ou Convento do Beato

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O antigo Convento de S. Bento de Xabregas, que foi reconstruído recentemente pela fábrica “A Nacional”, ao abrigo das vantagens da lei Mecenato Cultural, está instalado numa das artérias que conduzem à Alameda do Beato. Aqui viveu o padroeiro da freguesia – frei António da Conceição que nasceu em Pombal em 1522, e morreu em 11 de Maio de 1602, tendo sido beatificado pela Santa Sé, posteriormente à sua morte. A população de Lisboa, conhecedora dos feitos milagreiros do padre, há muito que o tratava por Beato António. O seu nome ultrapassou as paredes do Convento e estendeu-se à zona ribeirinha, onde hoje se compreendem os limites desta freguesia oriental. No século XV, naquele local, erguera-se uma pequena ermida de invocação a S. Bento. Esta ermida, cuja origem se desconhece, fora propriedade da rainha D. Isabel, que a recebera de oferta do D. Estêvão de Aguiar, Abade de Alcobaça, após o seu casamento com o rei Afonso V. A rainha, segundo protocolo estabelecido para a oferta, deveria m...

Convento de S. Félix, em Chelas

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Numa extremidade do vale de Chelas está edificado o Convento de Freiras Agostinhas ou Cónegas Regrantes, da invocação de S. Félix e Santos Adrião. A data da fundação do Mosteiro, de características românticas, perdeu-se na origem dos tempos, o que para alguns historiadores atesta que foi edificado antes da nacionalidade portuguesa. Outros cronistas afirmam que a fundação do convento de Chelas terá sido anterior ao nascimento de Cristo e, defendem, que foi o primeiro templo pagão a ser convertido ao cristianismo. Aqueles que defendem a origem mais antiga afirmar que o Convento de S. Félix foi construído no século VII antes de Cristo e que é a clausura mais antiga de Lisboa e seus arredores, tendo sido objecto de diversas remodelações. Conta a tradição, descrita por Vilhena Barbosa, que no ano de 666 apareceram nos terrenos fronteiriços ao largo de Chelas os dois grandes caixões em mármore contendo as relíquias de S. Félix e dos seus doze companheiros, martirizados na Catalunha, no ano d...

As colectividades do Beato

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Esta é uma relação das várias colectividades instituídas na Freguesia do Beato e seus respectivos telefones: Vitória Clube de Lisboa - 218 484 801 Sociedade Musical União do Beato - 218 683 849 Marítimo Atlético de Lisboa - 218 683 639 Império Clube de Portugal - 218 490 955 Grupo Recreativo e Cultural Onze Unidos - 218 680 489 Grupo Recreativo Amigos do Bem - 218 684 012 Grupo Desportivo dos Profissionais de Farmácia Exército de Salvação - 218 409 108 Corpo Nacional de Escuteiros - Agrupamento 760 - Beato Convívio dos Reformados e 3ª Idade da Freguesia do Beato - 938 071 557 Columbófila Oriental de Lisboa - 218 683 225 Clube de Pesca Desportiva de Xabregas - 218 683 225 Centro de Acolhimento aos Sem Abrigo - 218 680 908 218 680 913 Associação Sócio Cultural e Recreativa Melhoramentos de Faifa - 218 686 924 Ateneu da Madre de Deus - 218 681 693 Associação para o Desenvolvimento e Solidariedade Vitae - 218 127 881 Associação dos Moradores do Alto dos Toucinheiros - 218 686 845 218 686 ...

Limites da Freguesia do Beato

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Neste Mapa toponímico podemos ver os limites desta freguesia.

Três noites de festa em São Bento

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A rua de São Bento celebra esta semana Lisboa e o Tejo com três noites de festa, música, pintura, dança, luz e com as portas dos antiquários abertas até à meia-noite, iniciativa que se realiza desde 2001. Um espectáculo de luz em movimento, "com a simulação de uma onda nas frontarias dos prédios", é uma dos aspectos que o presidente da Associação dos Comerciantes da Rua de São Bento, Pedro Magalhães, destaca da programação deste ano. O espectáculo está marcado para as 20:30 de quinta-feira, sexta e sábado. Mas há mais, nos três dias a partir das 19h30 o som da água e dos instrumentos de corda vai percorrer a rua, acompanhado por bailarinos que dançarão "histórias de hoje e de outros tempos". A festa prolonga-se até à meia-noite, com actuações ao vivo do Coro Paradoxal (quinta-feira) e dos cantores Lúcia Lemos e Vasco Araújo (sexta e sábado), marcadas para as 21:00. "Paralelamente decorre a galeria ao ar livre, com artistas urbanos a intervirem em vários espaços...

Lisboa é das capitais com mais poluição

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Termina hoje a Semana da Mobilidade, com a realização, pelo sétimo ano consecutivo, desta iniciativa que pretende afastar os carros das cidades. Na capital, a poluição causada pelo tráfego é "preocupante". Qualidade do ar foi tema da Semana da Mobilidade Em 2005, Lisboa teve mais de 180 dias, ou seja, metade do ano, em que os níveis de poluição atmosférica, nomeadamente das partículas inaláveis, ultrapassaram largamente o que é permitido por lei. O limite imposto pela legislação é de 35 dias. O alerta é dado por Francisco Ferreira, coordenador do estudo "Riskair Lisboa". O professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa diz ainda que, nesse ano, Lisboa esteve "entre as piores capitais europeias" no que toca à qualidade do ar. Um "problema grave" que é indissociável do tráfego automóvel, garante. O que só torna mais pertinente o tema da sétima edição da Semana Europeia da Mobilidade - "Ar puro para todos!"....

Protótipo de automóvel a hidrogénio em Lisboa

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O protótipo de um automóvel movido a hidrogénio, que emite vapor de água pelo escape, chegou esta segunda-feira a Lisboa para dar a conhecer a nova geração de veículos amigos do ambiente, depois dos híbridos e dos eléctricos, escreve a Lusa. O primeiro protótipo de carro a hidrogénio foi desenvolvido pela Nissan, embora outras marcas de automóveis estejam a dar também os primeiros passos nesta área, mas só deverá começar a ser comercializado dentro de uma década. «O protótipo custa cerca de um milhão de euros, um preço de custo que é incomportável para venda. Estamos agora a desenvolver as tecnologias necessárias para conseguir um preço concorrencial no mercado», afirmou à Lusa o director de comunicações da Nissan, António Pereira. Governo apoia projectos de redução de emissões Primeira estação de serviço de hidrogénio O automóvel é, até agora, o mais amigo do ambiente, uma vez que regista zero emissões de dióxido de carbono, mas o mesmo já não se pode dizer da produção de hidrogénio,...

Mobilidade: Câmara de Lisboa investe cinco milhões de euros para pôr munícipes a pedalar

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A Câmara de Lisboa vai investir, nos próximos anos, cinco milhões de euros para criar 40 quilómetros de novas vias cicláveis e recuperar outras já existentes, anunciou hoje o presidente da autarquia. O projecto, apresentado na data em que se celebra o Dia Europeu Sem Carros, compreende um conjunto de iniciativas entre as quais um protocolo hoje assinado com a Administração do Porto de Lisboa (APL) para desenvolver uma pista ciclável com sete quilómetros, entre Belém e o Cais do Sodré, a inaugurar no próximo dia 05 de Junho de 2009. O presidente da câmara, António Costa, salientou que parte da verba necessária (1,7 milhões de euros) deverá ser obtida através de fundos comunitários, no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A pista ciclável na frente ribeirinha vai ser feita em parceria com a APL e deve mobilizar igualmente patrocínios privados, acrescentou o autarca. "O porto é essencial à economia da cidade de Lisboa. Lisboa nasceu e existe porque tem este por...

Lisboa já tem as primeiras tomadas para veículos eléctricos

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No âmbito da «Semana da Mobilidade», a Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a EDP e a Lisboa E-Nova - Agência Municipal de Energia e Ambiente, iniciaram a instalação dos primeiros pontos de carregamento para veículos eléctricos. Segundo o vereador da Mobilidade da CML, Marcos Perestrello, esta parceria marca o início de um processo que, num futuro próximo, "dois a três anos", pode provocar uma grande mudança na circulação da cidade. "O que estamos hoje a fazer é criar condições para que estes veículos, com tecnologias mais limpas, substituam os actuais combustíveis fósseis, muito mais poluentes", explicou o vereador que disse acreditar que este "é o caminho do futuro e, em breve, teremos soluções de carros eléctricos com performances idênticas aos actuais". Os pontos de carregamento de veículos eléctricos localizam-se no Marquês de Pombal, na Baixa (Rua dos Sapateiros), na Praça de Londres, no Chiado (Rua António Maria Cardoso) e na Estrela (Rua Dom...

Lisboa com 4700 estacionamentos para residentes

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A cidade de Lisboa vai dispor de 13 novas bolsas de estacionamento para residentes, com o objectivo de limitar o trânsito nessas áreas. No final de 2009, a EMEL prevê que sejam, ao todo, 4479 os lugares deste tipo, que irão ser distribuídos por 18 freguesias. Este é um projecto com um investimento de 2,5 milhões de euros. Está ainda em estudo a criação das chamadas «Zonas 30», que serão implementadas em quatro bairros (Alvito, Madre Deus, Boavista e São Miguel), e onde a velocidade automóvel será limitada, como o nome indica, a 30 quilómetros por hora. A EMEL prevê ainda alterações aos actuais parquímetros e esta a avaliar a aquisição de uma centena de nova geração. O anúncio das bolsas de estacionamento para residentes foi feito esta tarde na Câmara Municipal de Lisboa pelo seu vereador da mobilidade vice-presidente, Marcos Perestrello, que salientou que «o estacionamento é praticamente o único instrumento que a autarquia tem para regular a mobilidade na cidade». «O que pretendemos é ...

Lisboa: quatro bairros com velocidade abaixo dos 30 km/h em 2009

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Quatro bairros da Lisboa vão ter em 2009 velocidade de circulação limitada a 30 quilómetros por hora. O estudo que a autarquia está a preparar quer aumentar a segurança rodoviária nas zonas residenciais que se vão chamar “zonas 30”. De acordo com o vereador responsável pela mobilidade, Marcos Perestrello, os bairros que vão funcionar como "experiência-piloto" são o Alvito, Madredeus, Boavista e S. Miguel, este último em colaboração com a EMEL, uma vez que também envolve a área do estacionamento. "São zonas onde há crianças a brincar e população envelhecida e é preciso reduzir a velocidade de circulação para aumentar a segurança rodoviária", explicou. "Vamos perceber primeiro quais os pontos nestes bairros onde estas medidas são necessárias e o que se deve fazer", acrescentou o autarca, sublinhando que o processo envolve a colocação de sinalização vertical, o estreitamento de vias, a arborização de passeios, a colocação de pilares e passadeiras sobrelevadas...

Madonna em Lisboa: um concerto de binóculos

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A rainha da pop faz a sua entrada em palco sentada num trono e ao som de «Candy Shop», tema que dá nome ao seu mais recente álbum, editado em Abril deste ano. Os bailarinos acompanham-na na coreografia, que tem como adereço nada menos que um Rolls Royce descapotável e muito lustrado. O luxo, o beat e a dança apresentam-nos uma Madonna vestida de negro e transparências, e com os biceps esculpidos. O alinhamento desta digressão Stick & Sweet, começava assim a ser cumprido a régua e esquadro. Seguiu-se «Beat Goes On», featuring o rapper Pharrel, que a acompanhou em vídeo gravado através das imagens que passavam nos ecrãs gigantes montados no palco, estilo videoclip. Vê aqui as fotos de Madonna em Lisboa Em algumas dessas imagens, quando interpretava «Human Nature», pudemos ver Britney Spears numa sala fechada, como se fosse uma cela, a agonizar, imagens essas que coincidem com o final da música e com uma lapidar frase final de Madonna: «Im not your bitch!». Fica o recado dado. «Vogue...

José Saramago abre com texto sobre Lisboa colaboração no blog da sua Fundação

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O escritor José Saramago iniciou hoje no blog da Fundação com o seu nome uma secção pessoal em que se propõe "comentar acontecimentos, expressar opiniões, reflectir em voz alta". A partir de agora, o Nobel da Literatura português vai "comportar-se como mais um dos blogueiros que povoam o ciberespaço", informa uma nota da Fundação. "Na sua primeira participação - lê-se ainda -, Saramago faz uma dupla: explica o porquê desta aventura, voltando aos 'Cadernos de Lanzarote', antecedente de estes outros cadernos, e recupera um texto sobre Lisboa, uma carta de amor à sua cidade, porque nenhuma outra fórmula seria melhor para iniciar um novo caminho". Em preâmbulo ao texto - um artigo sobre Lisboa "escrito há uns quantos anos" - Saramago confessa ter-se emocionado quando o reencontrou, ao mexer "nuns quantos papéis que já perderam a frescura da novidade". "Talvez - explicou - porque não se trate realmente de um artigo, mas de uma c...