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A mostrar mensagens de dezembro, 2007

Os rostos de Lisboa em livro, pela face medieval

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As pessoas que circulavam na Lisboa medieval e a quem o cronista Fernão Lopes designava de 'arraia-miúda' e 'ventres ao Sol' são o centro do livro Lisboa medieval - Os rostos da cidade. «Procurámos dar a conhecer as pessoas que circulavam na cidade, caracterizar o pulsar de Lisboa e não tanto as famílias ricas ou ligadas ao governo da cidade», explicou João Luís Fontes, um dos coordenadores da obra editada pelos Livros Horizonte. Lisboa medieval reúne as comunicações apresentadas no II Colóquio 'A nova Lisboa medieval', realizado há três anos, «que propôs uma nova perspectiva sobre a história da cidade, já não tanto a monumentalidade e a arqueologia, mas sim procurar dar a conhecer quem circulava nas ruas de Lisboa», sublinhou João Luís Fontes que coordenou este volume com Luís Filipe Oliveira e Luís Krus, falecido a 5 de Junho de 2005. «Este colóquio seguiu o projecto de Luís Krus de propor um novo olhar científico sobre o passado da cidade, mais do ponto de vi...

Governo cria Centro Hospitalar Lisboa Norte

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Passa a existir um único conselho de administraçãoO Governo aprovou, em Conselho de Ministros, a criação do Centro Hospitalar Lisboa Norte, entidade pública empresarial (E.P.E.), e aprovou ainda os respectivos estatutos. «Este Decreto-Lei visa uma maior eficiência da prestação de cuidados de saúde à população», explica o Executivo no comunicado emitido após a reunião dos ministros. O novo Centro Hospitalar Lisboa Norte resulta da fusão dos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, que passam a ter um único conselho de administração. «Esta alteração enquadra-se no processo, em curso, de transformação progressiva dos estabelecimentos de saúde em entidades públicas empresariais, visando a articulação entre as diversas unidades de saúde e considerando as complementaridades existentes», refere o Governo. Nesta situação concreta, pretende-se, mediante a articulação entre estas unidades hospitalares, optimizar os recursos e a consequente melhoria da prestação dos diferentes tipos de cuidados...

Passagem do ano no Terreiro do Paço

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Pedro Abrunhosa e os Bandemónio e Tito Paris são os cabeças-de-cartaz da festa da passagem do ano no Terreiro do Paço promovida pela autarquia lisboeta, foi hoje anunciado. «Lisboa, a Festa é Nossa», assim se designa a iniciativa que começa às 21:00 de segunda-feira, conta ainda com a actuação do DJ Gimba, dos Ena Pá 2000, e com o tradicional fogo-de-artifício ao bater das 00:00. O espectáculo pirotécnico, a cargo da mesma empresa que realizou o fogo-de-artifício para a inauguração da Ponte Vasco da Gama, a abertura e encerramento do Euro 2004 e a apresentação do Rock in Rio Lisboa 2008, será acompanhado por 12 andamentos musicais que assinalam os 12 meses do novo ano, revela a autarquia lisboeta em comunicado.

Genealogia: «vícios» do passado

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O tempo que uma pesquisa genealógica exige não a torna acessível a todos mas quem começa a «puxar o fio à meada» garante que a procura rapidamente passa de uma mera «ocupação das horas vagas» a um «vício», escreve a Lusa. António Alves Borges, um reformado de 70 anos, começou a pesquisar há quatro décadas e é agora um utente assíduo do Centro da História da Família/Biblioteca Genealógica de Lisboa, onde passa «três horas por dia, quatro dias por semana». «Comecei a ter curiosidade pela genealogia aos 12 anos e, através de um avô e de uma tia-avó com excelente memória, consegui chegar aos trisavós», contou António Borges à agência Lusa, acrescentando que, «além das certidões das conservatórias ou das igrejas, a ajudar familiar é preciosa». Mas se por intermédio da família conseguiu recuar «até metade do século XIX», foi no Centro da Avenida Almirante Gago Coutinho que a busca se intensificou, permitindo-lhe «chegar ao século XVI, no caso de alguns parentes». «No caso de famílias humilde...

Postais...

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2004
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Uma presidência da UE que "ficará na história

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Vinte e um portugueses receberam ontem, em Lisboa, as medalhas de mérito Liberdade e Segurança na União Europeia pelo contributo decisivo que permitiu alargar o chamado espaço Schengen a mais nove Estados membros da UE. A cerimónia realizou-se no Terreiro do Paço, em Lisboa, tendo as medalhas - a funcionários do Estado e aos criadores da solução informática que foi utilizada na queda de novas fronteiras dentro da Europa - sido entregues pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, pelo secretário de Estado José Magalhães e pelo vice-presidente do município, Marcos Perestrello. Na breve alocução dirigida às poucas centenas de pessoas presentes, Rui Pereira realçou a crença do antecessor, António Costa, e de José Magalhães, em que este alargamento do espaço Schengen (onde não há fronteiras entre os países integrantes) seria possível até ao fim de 2007. Apesar dos atrasos na implementação do novo sistema de troca de informações (SISII) entre os países signatários de Schengen que o...

Lisboa: o metro dez anos depois

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Dez anos depois do início das obras, a linha azul do metro de Lisboa chegou a Santa Apolónia. Superadas polémicas, atrasos, interrupções e derrapes financeiros, o primeiro-ministro, José Sócrates, saudou a conclusão dos 2158 metros de túnel, dizendo que esta era uma «prioridade» do seu Governo, e garantiu que esta é uma obra segura. «Os lisboetas já estavam a perder a paciência», disse o primeiro-ministro na cerimónia que se seguiu ao percurso inaugural do troço, entre a estação de Santa Apolónia e a do Terreiro do Paço. «Isto é uma obra importantíssima para a cidade de Lisboa, liga o transporte ferroviário e o metro, mas também o fluvial, mas o mais importante nesta obra era acabá-la», acrescentou o governante. No primeiro dia de vida do novo troço, a rede abriu as portas automáticas aos passageiros de forma gratuita. Mas esta não foi uma obra barata. Ao todo, os custos ascenderam a 299 milhões de euros, substancialmente mais do que os 165 milhões para que apontavam as previsões em 19...

Janelas...

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Janela na Graça

Portugal cumpriu e novo Tratado atira Lisboa para a História

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A adopção em Lisboa do novo e decisivo Tratado europeu atirou a terceira presidência portuguesa da União Europeia para a história da integração europeia e promete uma projecção internacional sem precedentes da capital de Portugal. Os dois principais momentos do semestre da presidência portuguesa aconteceram na Cimeira de Lisboa, em Outubro, com o acordo político dos líderes dos 27 sobre o novo Tratado e, depois, com a assinatura formal, na última quinta-feira, do documento que substitui a fracassada Constituição Europeia, cuja rejeição em França e na Holanda lançou a UE numa grave crise político-institucionais. A aprovação e assinatura do novo Tratado no semestre da actual presidência portuguesa da UE, que termina no fim do mês, era o principal desafio do Governo de Lisboa e, se o documento for ratificado/confirmado por todos os Estados-membros, passará a ser a "Lei Fundamental" do bloco europeu durante longos anos. Ouvir-se-á assim falar durante muito tempo do Tratado de Lis...

UE/África: Imprensa moçambicano destaca «era histórica»

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A «era histórica» em perspectiva para as relações entre a União Europeia e África, em resultado da cimeira deste fim-de-semana, em Lisboa, faz hoje a manchete do Jornal Notícias, o único jornal diário impresso em Moçambique. Com uma foto ao centro do Presidente moçambicano, Armando Guebuza, o jornal titula: «Líderes continentais prometem era histórica». «A II Cimeira África-Europa, que ontem [domingo] terminou em Lisboa, aprovou uma estratégia conjunta que deverá permitir a 53 nações africanas e 27 países europeus uma era sem precedentes nas suas relações políticas, económicas e comerciais», pode ler-se no jornal. Em destaque no Notícias estão os princípios constantes na Declaração de Lisboa e as declarações do Chefe de Estado Moçambicano no final do encontro, que Armando Guebuza considerou «bastante positivo». «Armando Guebuza disse que [o encontro] foi bastante positivo porque tanto os estadistas africanos como os europeus debateram de forma franca e aberta todas as questões que aind...

Região de Lisboa terá centro de resgate e acolhimento para animais selvagens e exóticos abandonados

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Chinchilas, póneis e aves são alguns dos animais abandonados que em breve poderão ser acolhidos num centro de resgate e recuperação num terreno na grande Lisboa, que tentará recriar o habitat natural das espécies. Preocupada com a falta de espaços de acolhimento de espécies selvagens, domésticas e exóticas, a associação Animal decidiu seguir o exemplo do que se faz noutros países e lançar um projecto de construção de um "santuário". Ao contrário dos albergues nacionais, o "santuário" vai tentar recriar o habitat natural dos animais, que passam a viver em semi-liberdade, sem jaulas nem vedações, longe da agitação das cidades, explicou o presidente da associação, Miguel Moutinho. Segundo aquele responsável, "já existe um terreno de quatro hectares na área metropolitana de Lisboa que deverá ser utilizado para esse fim, faltando apenas apoios financeiros que poder avançar". Miguel Moutinho diz tratar-se de um projecto "muito dispendioso" já que, além...