Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2006

Freguesia de Alto do Pina

Imagem
“Com o passar do tempo, as antigas quintas do senhor Pina transformaram-se. Agora, restam as lembranças das hortas e dos espaços abertos de outrora, ficou a Alameda D. Afonso Henriques da Fonte Luminosa”. Alto do Pina era formado por um conjunto de quintas, outrora os grandes jardins da Capital. Verdadeiros exemplares da harmonia entre o Homem e a Natureza, propriedades das famílias abastadas de Lisboa, era nestes espaços privilegiados que trabalhava grande parte da população que residia na encosta que desce até Santa Apolónia. A maioria ganhava o seu sustento nas terras altas, as quais eram atravessadas por grandes artérias que ligavam a cidade ao interior. Eram propriedades do senhor Pina, um familiar de Pina Manique, Intendente da polícia nos tempos de Marquês de Pombal e da rainha D. Maria l. Assim, o nome deste bairro deve-se, essencialmente, à população que baptizou as terras altas por Alto do Pina. Esta era a zona escolhida para o lazer dos habitantes, nos dias de festas, domin...

O brasão do Alto do Pina

Imagem

A monumental Fonte luminosa...

Imagem
A Fonte Monumental, impropriamente chamada Luminosa (esta é a de Belém) foi totalmente remodelada, com pormenores lindíssimos depois de ter sido desactivada desde a construção do prolongamento da Linha Vermelha do Metro, que liga a Alameda à gare do Oriente. A Fonte devolve à Alameda muita da sua alma. Todo o mecanismo de "relojoaria" que regula a Fonte foi arranjado, e pretende-se abrir, no local, alguns espaços comerciais, que ficarão dentro da construção (atrás da queda de água). A ideia é também transformar a Alameda em "sala de espectáculos" e de exposições, especialmente no Verão, bem como aproveitar os jardins por cima da Fonte e os espaços limítrofes. A existência de esplanadas e cafés não está posta de parte. As fotos por si só falam desta fonte lindíssima. A construção da fonte tem implantação em U e desenvolvimento da fonte na vertical, efectuando-se a cobertura em terraço, delimitado por balaustrada ritmada por plintos. O alçado principal, a O., inte...

Lisboetas...

Imagem
As notícias no bairro...

Animais na cidade

Imagem
Pombos, andorinhas, pardais-dos-telhados ou melros, são os que mais fazem sentir a sua presença na cidade de Lisboa. Os pombos são aves mansas, que se encontram em grande número nos centros urbanos, onde se adaptaram muito bem, devido a vários factores, dentre eles a facilidade de encontrar alimento e abrigo. Têm preferência por grãos e sementes; entretanto, como não são exigentes, comem também restos de refeição, pão e até lixo. A andorinha é uma ave que relacionamos à Primavera, pois é nesta estação que as vemos em maior abundância. Em Portugal existem cinco espécies de andorinhas, sendo a mais conhecida pela generalidade das pessoas a Andorinha-dos-beirais (Delichon urbica), que tem como habitat preferencial os beirais das casas, utilizados como suportes para os seus ninhos. Esta ave possui uma grande capacidade de controlo de voo, que é bastante agitado e rápido, o que lhe permite fazer voos rasantes, tornando-a numa excelente predadora de insectos voadores. A andorinha procura ni...

Postais...

Imagem
Padrão dos Descobrimentos

Lisboa de Al Berto

Imagem
por tràs dos muros da cidade no seu coração profundo de alicerces de argilas e de sísmicos arroios - cresce uma voz que sobe e fende a brandura das casas da escrita dos enumeráveis povos quase nada resta - deitas-te exausto na lâmina da lua sem saberes que o tejo te corrói e te suprime de todas as idades da europa mais além - para os lados do corpo - permanece a tosse dos cacilheiros os olhos revirados dos mendigos - o tecto onde um navio nos separa de um vácuo alimentado a soro plátanos brancos recortam-se luminescentes no olhar de quem nos olha contra um céu desesperado - jardim de iris açucenas palmeiras cobertas de rocio e a ponte que nos leva aos campos do sul - lisboa lugar derradeiro do riso que já não te pode salvar do cemitério dos prazeres e morres carregado de tristezas e de mistérios - morres algures sentado numa praceta de bairro - o olhar fixo no inferno marítimo das aves (Al Berto)

Freguesia do Lumiar

Imagem
A criação da freguesia de S. João Baptista do Lumiar remonta a 1276. Pertencia ao termo de Lisboa e passou para o de Olivais em 11 de Setembro de 1852, sendo novamente incluída, em 1885, no concelho e cidade de Lisboa. A Estrada do Paço do Lumiar foi, no século passado, a zona preferida por velhos e novos-ricos. Prova disso são os palacetes oitocentistas que rodeiam o Largo do Paço do Lumiar. Palácio também muito importante foi o do Monteiro-Mor, hoje Museu Nacional do Traje. Inaugurado em 1977, conserva cerca de 30 mil peças. No século XVIII, palacete e quinta foram adquiridos pelo marquês de Noronha, que mandou plantar árvores exóticas. Uma delas era a célebre araucaria excelça, a primeira do tipo que veio para Portugal. Do património do Lumiar fazem parte a Igreja matriz, museus do Traje e do Teatro inseridos no Parque Monteiro-Mor, Museu do Azulejo, Parque Monteiro-Mor, Colégio Manuel Bernardes, Quinta de N. Sra. da Paz, Quinta das Conchas e dos Lilases, chafariz, Convento de Santa...

Quinta das Conchas e Quinta dos Lilases

Imagem
A Quinta das Conchas e a Quinta dos Lilases têm aproximadamente 26 hectares, penso que a seguir a Monsanto deve ser o maior parque/zona verde de Lisboa. A Quinta das Conchas é uma quinta agrícola concebida e desenvolvida por Afonso de Torres. Remonta ao século XVI e, ao longo dos tempos, foi dotada de estruturas que lhe permitiram funcionar como espaço de produção agrícola e de lazer, como ainda hoje atestam alguns edifícios agrícolas, casas senhoriais, um lago e vários canais, poços e tanques. Duas grandes zonas distintas compõem a quinta: uma, na nave central, onde viceja um extenso prado; outra, numa colina a Oeste, coberta por uma mata de grande riqueza de espécies e diversidade biológica. No entanto, o crescimento urbanístico e a incúria a que foi votado transformaram este agradável espaço num parque decadente e abandonado. Foi esta situação que obrigou à intervenção da Câmara Municipal. Para por cobro à sua degradação, o executivo camarário recuperou e revitalizou todo o espaço. ...

Convento de Nossa Senhora das Portas do Céu

Imagem
Este convento de religiosos Franciscanos foi fundado em 1633 por D. João de Cândia, príncipe asiático também denominado por “Príncipe Negro”. D. João de Cândia, destronado por um familiar dos seus domínios, pediu protecção ao rei de Portugal Filipe I, que o acolheu em Lisboa, dando-lhe uma espécie de dote, com o qual construiu o convento e a igreja anexa. O convento destinava-se a receber religiosos idosos para aí descansarem ou passarem os últimos dias, a fim de serem acolhidos por Nossa Senhora da Porta do Céu. Decorrido mais de um século sobre a morte do fundador, o edifício ruiu com o terramoto de 1755. Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, reconstruiu o templo, de acordo com a traça própria da sua época. Com as lutas liberais, Saldanha expulsa os frades em 1833, aí instala tropas, que delapidaram os bens do convento. Nessa mesma data é extinto, ficando o pároco do Lumiar obrigado a garantir a Missa dominical na Igreja para a população local. Em 1910, a igrej...

Quinta dos Azulejos

Imagem
A Quinta dos Azulejos é, no seu género, uma das mais notáveis de Lisboa. Nesta quinta, viveu, durante algum tempo, a rainha D. Maria I. O nome da quinta deriva dos preciosos azulejos que cobrem as galerias do jardim. A singeleza da sua arquitectura, nomeadamente da sua fachada principal, não deixa antever a riqueza do seu acervo em azulejaria da primeira metade do século XVIII, da Fábrica do Rato, com cenas de caçadas, de festas, de motivos religiosos e cenas de interior e de galanteio, apontamentos que podemos observar nas galerias e espaldares dos bancos (com os centros figurativos pintados a manganês e inspirados em obras de Watteau), nos alegretes, molduras, colunas, medalhões capiteis, pérgula - apresentando composições ornamentais e medalhões com busto -, existentes no jardim desta antiga quinta de recreio, que encerra um importante repositório de azulejaria. Os grandiosos azulejos, peças relevadas, de aplicação e soltas, tiveram em anos mais recentes a distinção de Património N...

Colégio Manuel Bernardes

Imagem
Situado no Paço do Lumiar, assim chamado dum paço que aqui teve o infante D. Afonso Sanches, filho de D. Dinis, o Colégio Manuel Bernardes, instalado na Quinta dos Azulejos, orgulha-se de ser uma das instituições de ensino mais bem sucedidas, ao longo dos seus mais de sessenta e cinco anos de existência. A História do Colégio Manuel Bernardes propriamente dita, começa a 6 de Novembro de 1935, quando foi concedido a esta instituição o seu alvará. O seu fundador, proprietário e director, foi o Padre Augusto Gomes Pinheiro, ilustre personalidade da altura e que tem, hoje, um busto de bronze nos jardins do Colégio. No início, o C.M.B. era um colégio interno só para rapazes, mas, desde há alguns anos, passou a ter um regime de externato para rapazes e raparigas. Como instituição particular portadora de uma tradição histórica, o Colégio instituiu um dia que para os alunos é considerado feriado. No dia 19 de Fevereiro, o Dia do Colégio, os antigos alunos visitam a sua antiga escola reencontra...

Igreja matriz

Imagem
A Igreja Matriz do Lumiar, votada a S. João Baptista, tem uma capela dedicada a Stª Brizida, com uma relíquia trazida da Irlanda por 3 cavaleiros de D. Dinis. Protectora dos animais e dos campos, nesta zona outrora agricolamente rica, fazia-se até meados do sec.º XX uma feira de gado em Agosto e uma festa no dia da santa, 1 de Fevereiro Também foi descrito a origem do Bairro Jardim, urbanismo de qualidade dos anos 20 e 30 do século passado. E o antigo e populoso núcleo do Lumiar, dividido ao meio pela Av. Pde. Cruz nos anos 60.

Lenda do Lumiar

Imagem
Conta-se que El-Rei D. Dinis se escapava sorrateiramente do Paço Real de Lisboa para, pela calada da noite, a coberto da escuridão, ir até Odivelas, onde viveriam damas nobres gentis e amorosas. A Santa Rainha, sempre atenta, embora silenciosa, pensou na melhor forma de mostrar a seu Real Esposo que dava conta das suas ausências e sabia perfeitamente a razão das suas aventuras nocturnas. Decidiu pedir o auxílio de algumas damas da Corte para a acompanharem até ao Lumiar, na altura ainda deserto. Preparam alguns archotes e vieram colocar-se no ponto onde o rei tinha forçosamente de passar, pois o seu destino era Odivelas. No momento em que passou junto da Rainha, ela dirigiu-se-lhe nestes termos: "- Ide vê-las. Nós alumiamos o vosso caminho." Diz o povo que por isso é que o Lumiar tem esse nome, e que de ide vê-las se formou o nome de Odivelas.

Sporting Clube de Portugal

Imagem
Durante um século de existência, as equipas e os atletas do Sporting conquistaram 50 medalhas de ouro olímpicas, mundiais ou continentais, além de numerosas distinções de prata e bronze no mesmo âmbito e dezenas de milhar de títulos nacionais e distritais. "Queremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da Europa». O voto foi formulado em 8 de Maio de 1906 por José Alvalade. Ao voto, juntou a cor verde da esperança. A história tem vindo a dar-lhe razão e, quase cem anos depois, o Sporting, consolidado por um passado ímpar, lança-se em novos e grandes desafios.A 26 de Agosto de 1902, o Sport Club de Belas disputou o seu primeiro e único desafio de futebol, contra um grupo de Sintra, e venceu por 3-0. O desafio realizou-se em Seteais, onde «tinham sido instalados palanques e tribunas», conta Júlio de Araújo, depois presidente da Direcção. O Rei e a família assistiram ao que foi um acontecimento promovido por jovens aristocratas atraídos pelas emoções de um ...

Banco de Tempo de Telheiras

Imagem
“O Banco de Tempo é uma rede de infra-estruturas de apoio social a nível local que promove o encontro entre procura e oferta de tempo para realizar tarefas concretas, com base em afinidades de vizinhança e de interesses complementares, assente na gestão e organização do tempo, sob a forma de reciprocidade indirecta. Funciona como um banco, mas com tempo e não com dinheiro: deposita-se (ou dá-se) tempo ou disponibilidade para prestar um conjunto de serviços, medidos em termos de unidades de tempo (horas, minutos), que é levantado (recebido), sob diferentes formas, quando necessário. Com uma estrutura simples, constituída por Banco Central e Agências, o Banco de Tempo é uma solução inovadora no domínio da comunidade que procura revitalizar e reorganizar em novos moldes a tradição de solidariedade social.” São objectivos do Banco de Tempo: — Promover o apoio à família e a conciliação entre vida profissional e familiar para homens e mulheres através da oferta de soluções para necessidades ...

Museu Traje e do Teatro / Parque Monteiro-mor

Imagem
O nome de Monteiro-Mor, consagrado da toponímia local desde meados do século XVIII, foi atribuído a este Parque, por confinar com o pequeno Palácio onde habitaram dois Monteiros-Mores na segunda metade deste século; referimo-nos a D. Henrique de Noronha (M.M. 1717, filho de D. António de Noronha, 2o marquês de Angeja), que pelo seu casamento com D. Maria Josefa de Melo (filha do Monteiro-Mor Francisco de Melo) herdou este cargo, e D. Fernão Teles da Silva (M.M. 1728) segundo marido de D. Josefa (terceiro filho do conde de Tarouca e Monteiro-Mor do Reino), que adquiriu o Palácio a D. António de Beja Noronha e Almeida, fidalgo da Casa de Sua Majestade, que o adaptou. Confinante com a casa do Nobre, constituiu-se por compras sucessivas a vários proprietários, uma grande quinta, de que viria a ser herdeiro e senhor, D. Pedro José de Noronha de Albuquerque Moniz e Sousa (1716-1788), 3o marquês de Angeja, 4o conde de Vila Verde, gentil homem da Câmara de D. Maria I, e Primeiro Ministro, que...

Janelas...

Imagem
Alcântara

Postais...

Imagem
Marquês de Pombal