A origem de "alfacinha"
A alface (Lactuca sativa L.) é uma planta herbácea, originária da Ásia, de caule carnoso e esverdeado: folhas simples; flores amareladas, em capítulo. As folhas são usadas em saladas e são levemente laxantes, diuréticas, anti-ácidas e contra reumatismos. O suco cru e o chá das folhas, talos e raízes, em D.N. são soníferos, calmantes do estômago, do sistema nervoso, béquicos e para icterícia. Possui como valor alimentício: vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro.
O termo "alfacinha" provém de alface. Mas será mesmo assim? Curiosamente há uma planta que se chama "alfacinha" (Lactuca watsoniana Trelease) de aspecto diferente da alface e com características muito especiais, sendo uma planta endémica dos Açores. Será que no Terreiro do Paço do tempo de Garrett (1846), existiria esta planta na Praça?
A informação dada pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses foi de um registo único que têm para a origem da alcunha alfacinha: «Alfacinhas – A origem da designação perde-se: há quem explique que nas colinas de Lisboa primitiva verdejavam já as "plantas hortenses utilizadas na culinária, na perfumaria e na medicina" que dão pelo nome de alfaces. ‘Alface’ vem do árabe, o que poderá indicar que o cultivo da planta começou aquando da ocupação da Península pelos fiéis de Alá.
Há também quem sustente que, num dos cercos de que a cidade foi alvo, os habitantes da capital portuguesa tinham como alimento quase exclusivo as alfaces das suas hortas. O certo é que a palavra ficou consagrada e, de Almeida Garrett a Aquilino Ribeiro, de Alberto Pimentel a Miguel Torga, os grandes da literatura portuguesa habituaram-se a tomar ‘alfacinha’ por lisboeta.»

Comentários