Convento de Nossa Senhora das Portas do Céu

Este convento de religiosos Franciscanos foi fundado em 1633 por D. João de Cândia, príncipe asiático também denominado por “Príncipe Negro”. D. João de Cândia, destronado por um familiar dos seus domínios, pediu protecção ao rei de Portugal Filipe I, que o acolheu em Lisboa, dando-lhe uma espécie de dote, com o qual construiu o convento e a igreja anexa.
O convento destinava-se a receber religiosos idosos para aí descansarem ou passarem os últimos dias, a fim de serem acolhidos por Nossa Senhora da Porta do Céu.
Decorrido mais de um século sobre a morte do fundador, o edifício ruiu com o terramoto de 1755. Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, reconstruiu o templo, de acordo com a traça própria da sua época.
Com as lutas liberais, Saldanha expulsa os frades em 1833, aí instala tropas, que delapidaram os bens do convento. Nessa mesma data é extinto, ficando o pároco do Lumiar obrigado a garantir a Missa dominical na Igreja para a população local.
Em 1910, a igreja é encerrada e transformada em oficina de serralharia.
A sua restituição ao culto surge várias décadas mais tarde, que fica a cargo, primeiro, dos Franciscanos da Luz, depois de um padre jesuíta e, por fim, até à criação da paróquia, pelos padres marianos.

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