Palácio Ceia
O edifício sede da Universidade Aberta é de estilo pombalino, classificado Imóvel de Interesse Público.
Situado na confluência da Rua da Escola Politécnica com a Rua do Arco a S. Mamede, foi um dos primeiros palácios a ser construído após o terramoto de 1755, devendo a sua construção ter-se iniciado ainda antes de 1760.
Localizado no eixo do grande desenvolvimento urbano de Lisboa nos finais do século XVIII, que liga a zona do Tejo (Cais de Sodré) a um dos extremos da cidade setecentista (Largo do Rato), integra-se na reconstrução da cidade que obedeceu a padrões nacionais e funcionais, a que estavam subjacentes imperativos de ordem económica e utilitária.Foi mandado construir por António Rebelo de Andrade, um burguês, no, então, denominado "Sítio da Cotovia", zona onde se criou um foco de desenvolvimento posterior ao terramoto.
Foi aqui, na proximidade da Fábrica das Sedas, e da Real Fábrica do Rato, zonas ligadas a toda uma área de oficinas industriais que se estendia até às Amoreiras onde foram construídas as primeiras habitações operárias e perto do Noviciado da Cotovia, posteriormente Colégio dos Nobres, que António Rebelo de Andrade mandou edificar o seu palácio, num terreno da Quinta dos Soares, aforado a D. Rodrigo de Noronha.
O edifício representa um excelente exemplo de arquitectura civil lisboeta da segunda metade de Setecentos. A sua fachada é pontuada por onze janelas de sacada, com guardas em ferro forjado, e encimadas por um frontão triangular sobre o lintel, apresentando-se fortemente marcada por assinaláveis trabalhos de cantaria, ao contrário da fachada tardoz, que dá acesso ao jardim-pátio, revestida por painéis de azulejos.
No seu interior de construção robusta, ressaltam, ainda hoje, o excelente trabalho de cantaria e as várias composições temáticas dos azulejos de tom azul do período rococó, de entre as quais se destacam a caça, uma
cena galante, a sessão de música e canto, a dança, a "chinoiserie" e o nascimento de Jesus.
Segundo Gustavo Matos Sequeira, o imóvel era já habitado em 1762, tendo-se mantido a propriedade na posse da família Rebelo de Andrade até 1805, data em que foi vendido, desconhecendo-se quem o adquiriu.
m 1833, pertencia a um negociante, Manuel de Miranda Correia, sogro do Conde de Seia, o qual herdou o palácio após a morte daquele.
Mais tarde, foi adquirido por José Avelino da Costa Amaral, que o venderia ao Visconde de São Tiago de Caiola.
Em 1904, o palácio foi integrado nos bens dotais da futura esposa de D. Vasco de Sequeira Bramão, só ficando na posse total deste em 1910. A esta família se ficou a dever a alteração da traça inicial, com a construção de mais um piso, assim como das varandas de cantaria e da escadaria de ferro na fachada traseira do edifício.
Em 1977, passou a pertencer à Imprensa Nacional Casa da Moeda. m 1983, o Instituto Português de Ensino a Distância adquiria um imóvel arruinado, para nele instalar a futura sede da Universidade Aberta. Ao seu Presidente, Professor Doutor Rocha Trindade, se ficou a dever todo o laborioso trabalho de restauro do interior do edifício.
O edifício representa um excelente exemplo de arquitectura civil lisboeta da segunda metade de Setecentos. A sua fachada é pontuada por onze janelas de sacada, com guardas em ferro forjado, e encimadas por um frontão triangular sobre o lintel, apresentando-se fortemente marcada por assinaláveis trabalhos de cantaria, ao contrário da fachada tardoz, que dá acesso ao jardim-pátio, revestida por painéis de azulejos.
No seu interior de construção robusta, ressaltam, ainda hoje, o excelente trabalho de cantaria e as várias composições temáticas dos azulejos de tom azul do período rococó, de entre as quais se destacam a caça, uma
cena galante, a sessão de música e canto, a dança, a "chinoiserie" e o nascimento de Jesus.Segundo Gustavo Matos Sequeira, o imóvel era já habitado em 1762, tendo-se mantido a propriedade na posse da família Rebelo de Andrade até 1805, data em que foi vendido, desconhecendo-se quem o adquiriu.
m 1833, pertencia a um negociante, Manuel de Miranda Correia, sogro do Conde de Seia, o qual herdou o palácio após a morte daquele.
Mais tarde, foi adquirido por José Avelino da Costa Amaral, que o venderia ao Visconde de São Tiago de Caiola.
Em 1904, o palácio foi integrado nos bens dotais da futura esposa de D. Vasco de Sequeira Bramão, só ficando na posse total deste em 1910. A esta família se ficou a dever a alteração da traça inicial, com a construção de mais um piso, assim como das varandas de cantaria e da escadaria de ferro na fachada traseira do edifício.
Em 1977, passou a pertencer à Imprensa Nacional Casa da Moeda. m 1983, o Instituto Português de Ensino a Distância adquiria um imóvel arruinado, para nele instalar a futura sede da Universidade Aberta. Ao seu Presidente, Professor Doutor Rocha Trindade, se ficou a dever todo o laborioso trabalho de restauro do interior do edifício.
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