Santiago - freguesia
Freguesia de criação medieval, alcantilada na escarpa do vetusto Castelo de S. Jorge, Santiago nasceu a partir de um pequeno bairro da cidade erguido junto das velhas muralhas muçulmanas. Santiago não será uma das freguesias mais antigas da urbe, isto como autarquia, mas o bairro é, seguramente, coevo da conquista cristã. Não há certeza quanto à data de criação da freguesia, mas sabe-se que em 1337 já existia como tal. A Igreja de Santiago, no entanto, já é mencionada desde muito antes, apesar de não ser ainda paroquial. O mais antigo
documento que se lhe refere – “Ecllesia Sanctus Jacobus” – data de 1209 ou 1229.
documento que se lhe refere – “Ecllesia Sanctus Jacobus” – data de 1209 ou 1229. Na rampa de acesso ao castelo, levanta-se a Igreja do Menino Deus, cuja visita se não deve perder. Mandada edificar em acção de graças por D. João V, pelo nascimento de um herdeiro, não sofreu grandes danos com o terramoto. Tendo sido iniciada em 1711, as obras prolongaram-se até 1737, data em que a igreja foi sagrada, embora nunca tenha chegado a ficar totalmente concluída. Faltam-lhe ainda as torres e as imagens sacras que dariam ao exterior sóbrio um aspecto inegavelmente mais religioso. É, de qualquer forma, um templo grandioso, um dos mais belos da capital, formando os seus elementos um conjunto de grande harmonia e equilíbrio.
De estilo italianizante, tem sido atribuída a João Antunes, o arquitecto do Panteão de Santa Engrácia, devido à pureza maneirista que se manifesta no interior, amplo e proporcionado, de planta centrada, rico de elegância e mármores policromos e embrechados, a par de pinturas assinadas pelos melhores mestres da época: Vieira Lusitano, Oliveira Bernardes, André
Gonçalves, Jerónimo da Silva e o espanhol André Rubiere. No interior, assinalam-se ainda um retábulo com colunas da ordem coríntia, obra arquitectónica de qualidade, e um gracioso claustro. A fachada, incompleta, é constituída por três corpos, separados por colunas da ordem dórica, abrindo--se no corpo central a porta, ladeada por colunas da ordem coríntia. Sobre a verga rasga-se uma janela de grades coroada por um óculo, igualmente gradeado. Na parte superior, sobre o entablamento, figuram três nichos.
Gonçalves, Jerónimo da Silva e o espanhol André Rubiere. No interior, assinalam-se ainda um retábulo com colunas da ordem coríntia, obra arquitectónica de qualidade, e um gracioso claustro. A fachada, incompleta, é constituída por três corpos, separados por colunas da ordem dórica, abrindo--se no corpo central a porta, ladeada por colunas da ordem coríntia. Sobre a verga rasga-se uma janela de grades coroada por um óculo, igualmente gradeado. Na parte superior, sobre o entablamento, figuram três nichos. Descendo as Escadinhas de S. Crispim até à Rua de S. Mamede, alcança-se a Ermida de S. Crispim e S. Crispiniano, primeiros padroeiros da cidade. Na Rua da Saudade encontram-se as escavações do Teatro Romano, que
ocasionalmente podem ser visitadas. Nas imediações, o pequeno Teatro Taborda. No Largo das Portas do Sol levanta-se o Palácio Azurara, onde está instalado o Museu de Artes Decorativas Portuguesas, património da Fundação Ricardo Espírito Santo.
ocasionalmente podem ser visitadas. Nas imediações, o pequeno Teatro Taborda. No Largo das Portas do Sol levanta-se o Palácio Azurara, onde está instalado o Museu de Artes Decorativas Portuguesas, património da Fundação Ricardo Espírito Santo. O Palácio Azurara é uma importante casa solarenga seiscentista, enquadrada entre duas torres da Cerca Moura. Foi residência, no século XVIII, de João Salter de Mendonça, visconde de Azurara, que procedeu a grandes obras de restauro. São dessa época os silhares de azulejos que decoram o interior. O portal nobre, com moldura de tipo clássico seiscentista, enquadrado por pilastras, tem sobre a verga uma original composição centrada por um florão. Adquirido pelo banqueiro Ricardo Espírito Santo Silva, em 1947, foi reintegrado e restaurado pelo arquitecto Raul Lino, para nele ser instalado o museu.
O museu contém uma extraordinária colecção de objectos de arte portugueses, reunida e seleccionada pelo seu instituidor.
Relativamente ao sector do ensino, Santiago conta com a Escola de Artes A. R. C. O.
Santiago festeja os santos populares mas o seu orago é S. Tiago. Possui a colectividade de Futebol Clube Lisboa.
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