Expoente do movimento modernista português, monumento nacional desde 2006, o Jardim Gulbenkian, em Lisboa, é agora alvo de um programa especial. Gonçalo Ribeiro Telles, o arquitecto paisagista que, com António Viana Barreto, o criou em 1961-69, e que tem vindo a recuperá-lo desde 2002, vai guiar hoje uma visita ao seu "bosque encantado e misterioso". A lotação já está esgotada (30 pessoas), mas o mais consagrado dos ambientalistas portugueses conduziu o DN pela sua obra, feita de clareiras e recantos arborizados, árvores, ervas aromáticas e flores, pássaros, patos e insectos, caminhos amplos e veredas estreitas, lajes de betão, granito, xisto e cascalho. Um espaço desenhado com luz e sombra, vivido por gente de todas as idades, concebido como projecto de arquitectura total. Eis algumas histórias e segredos, em discurso directo. Trabalho de equipa "Foi com o projecto do Estádio Nacional, de Francisco Caldeira Cabral, que começou a aparecer em Portugal a relação vegetação/...