Lisboa não passa sem ela
Quando Francisco Espinheira abriu a sua casa em 1840, nunca lhe terá passado pela cabeça que a Ginjinha do Rossio seria um dos estabelecimentos mais populares de Lisboa, um século depois. Tão popular, que após um encerramento forçado de dois meses, voltou a ser ponto de paragem obrigatória de clientes habituais e de outros que nunca provaram o licor do copinho de vidro. Com ou sem elas, as ginjinhas saem a grande velocidade, tal é o ritmo da procura. Em meia hora de conversa, e com a contabilidade feita por alto, foram vendidas mais de 20 ginjinhas. O balcão de mármore nunca está às moscas. "Às vezes até se forma fila", conta Rocha, 40 anos, mais de 20 como cliente da Ginjinha Espinheira, produzida nas terras da Arruda dos Vinhos. "Há mais casas a vender ginjinha, mas eu só gosto desta. É mais suave", diz. Depois de almoço, a clientela aumenta exponencialmente. "Sabe bem beber uma ginjinha a seguir à refeição. É um bom digestivo." Democrática , interclassi...