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A mostrar mensagens de janeiro, 2006

Em 1782 vendia-se neve em Lisboa...

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Hoje, em vez da salgadeira, há o congelador... E as bilhas de barro ou são simples elemento decorativo do artesanato tradicional ou cederam o seu papel de outrora aos prestimosos e já indispensáveis frigoríficos de agora. Mas a verdade é que, na História dos inventos, o frigorífico só apareceu em 1905 e este ainda levou algumas décadas para se afirmar na sua produção em termos industriais. É, pois, uma aquisição relativamente recente do nosso conforto quotidiano. Hoje, retiramos rotineiramente do frigorífico as pedras de gelo que quisermos... E se nos apetecer um sorvete ou um doce gelado, nós não teremos, de igual modo, quaisquer problemas. Na verdade, também se tornou lugar-comum o consumo de bebidas frescas e o dos doces gelados. E, como é bem sabido, o gelo tem ainda aplicações, em tratamentos de Medicina Curativa. Mas muito antes da invenção do frigorífico, já se consumiam, em Portugal, as bebidas e os doces gelados e que, do mesmo modo, já eram tratados os doentes com aplicações ...

Bill Gates em Lisboa

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Nasceu há 50 anos e nunca mais o mundo foi o mesmo...Hoje e amanhã Bill Gates, o homem mais rico do mundo está em Lisboa. Será a terceira vez que Bill Gates visita Portugal e desta vez fá-lo para apresentar o contributo da Microsoft ao plano tecnológico, uma das apostas fortes do Governo. Gates vem, também, participar no Government Leaders Forum, dar uma ‘aula’ a ministros e autarcas e dirigentes da Administração Pública sobre novas tecnologias e modernização administrativa e receber uma condecoração das mãos do Presidente Jorge Sampaio. O Government Leaders Forum, ou Fórum de Líderes de Governo, reúne dirigentes políticos e altos representantes das empresas do sector das tecnologias. Esta é apenas a terceira vez que o fórum se realiza na Europa – depois de Roma e Praga – e Lisboa disputava com Viena a sua realização. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, conseguiu que a Microsoft optasse pela capital portuguesa depois de garantir a participação, como orador co...

Lençol em Lisboa

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Não foi um nevão nem sequer um manto. Foi um ‘lençolzinho’ fininho, mas que nevou em Lisboa isso nevou. Desde 1954 que a capital não assistia a um espectáculo assim, da Av. da Liberdade ao aeroporto. No distrito de Lisboa, Azambuja, Cadaval e Torres Vedras também se sentiu a neve. Se o dia 2 de Fevereiro de 1954 ficou assinalado pela neve na capital, 29 de Janeiro de 2006 ficará também registado na memória de muitos lisboetas e em muitas fotos e filmagens. Todavia, os leves flocos, que caíram por breves períodos, não chegaram todavia para cobrir de branco grandes áreas da cidade como aconteceu em 1954. Face ao frio, a câmara de Lisboa accionou um plano de contingência para os sem-abrigo, disponibilizando o centro de Regueirão dos Anjos e abrindo as estações de metro de Socorro, Sete Rios e Baixa/Chiado. Às 15:00 estavam 0,5 graus em Lisboa, abaixo dos 4 graus que o Instituto de Meteorologia previa como temperatura mínima. Faz frio em Lisboa e a neve foi pouca mas que foi bonito, ah is...

Em 1954 foi assim...

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Há 52 anos atrás nevou em Lisboa. Estas são imagens da altura na Alameda Afonso Henriques.

Lisboetas...

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Levar os putos para jogar à bola...

Postais...

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Lisboa Que Amanhece

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Cansados vão os corpos para casa dos ritmos imitados de outra dança a noite finge ser ainda uma criançade olhos na lua com a sua cegueira da razão e do desejo A noite é cega e as sombras de Lisboa são da cidade branca a escura face Lisboa é mãe solteira amou como se fosse a mais indefesa princesa que as trevas algum dia coroaram Não sei se dura sempre esse teu beijo ou apenas o que resta desta noite o vento enfim parou já mal o vejo por sobre o Tejo e já tudo pode ser tudo aquilo que parece na Lisboa que amanhece O Tejo que reflecte o dia à solta à noite é prisioneiro dos olhares ao cais dos miradouros vão chegando dos bares os navegantes amantes das teias que o amor e o fumo tecem E o Necas que julgou que era cantora que as dádivas da noite são eternas mal chega a madrugada tem que rapar as pernas para que o dia não traia Dietrichs que não foram nem Marlenes Não sei se dura sempre esse teu beijo ou apenas o que resta desta noite o vento enfim parou já mal o vejo por sobre o Tejo e já ...

Santa Maria de Belém

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Santa Maria de Belém é uma das freguesias lisboetas com maior número de edifícios classificados como monumentos nacionais, imóveis de interesse público e valores concelhios. Trata-se de uma área de Lisboa profundamente ligada aos Descobrimentos. Nos nomes das ruas e nos monumentos que encantam o olhar dos visitantes estão sempre presentes a navegação e a marinharia. A praia de Belém, hoje desaparecida, foi ponto de aprtida e de chegada de algumas das viagens mais importantes dos navegadores portugueses. Aqui ancorou a armada dos mercadores do Porto que em 1415 conquistaram Ceuta, aqui mandou Vasco da Gama rezar a missa antes de partir para a Índia e daqui largou Pedro Álvares Cabral para aquela que veio a ser a viagem do achamento do Brasil. Hoje, Belém contém vários espaços verdejantes com museus, parques e jardins, possuindo um atraente ambiente ribeirinho com cafés e um passeio público. Entre as muitas colectividades existentes podemos referir o Clube de Futebol “Os Belenenses”, S...

O Museu da Electricidade

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Instalação de valor ímpar na nossa arquitectura industrial, a Central Tejo, construída a partir de 1914, representa um marco histórico no percurso percorrido no nosso país daquela que é uma das mais belas descobertas do Homem- a electricidade. Diferente do serviço que prestou durante largos anos a Lisboa enquanto fornecedora de electricidade, mas não menos importante, é o papel que agora desempenha enquanto Museu da Electricidade, oferecendo-nos a sua história viva através dos testemunhos de equipamentos recuperados. A arquitectura dos seus edifícios é característica do estilo europeu do princípio do século, com grandes fachadas de paramentos revestidos a tijolo vermelho, encimadas por belos frontões e aligeiradas por enormes janelões de vidro transparente, com incorporações de elementos decorativos diversos: pilastras, faixas, cornijas, arcos de volta redonda. A história da Central Tejo remota à pequena Central da Junqueira, construída no mesmo local em 1908, a qual forneceu electrici...

Jardim-Museu Agrícola Tropical

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Há mais de 100 anos que o Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), em Lisboa, aposta na cooperação com os países das regiões tropicais. Uma tarefa que se tem traduzido na concretização de projectos de investigação em áreas que abrangem as ciência sociais e humanas. O Jardim-Museu Agrícola e a «Xiloteca» são duas unidades do IICT que, ao longo dos últimos anos, têm garantido a preservação da biodiversidade em alguns países com quem Portugal tem fortes laços históricos. A história do Jardim-Museu Agrícola Tropical conta-se em mais de 500 espécies de plantas que há quase um século crescem praticamente no meio da cidade de Lisboa. Maria Cândida Liberato percorre este Jardim há já 35 anos, classificando e catalogando as diversas colecções vegetais. A investigadora revela que todos os pormenores são importantes: “temos de estudar as flores, os frutos e, além disso, acrescentamos sempre outras notas dignas de registo. Veja-se, por exemplo, o caso da «Gincobiloba», cuja espécie r...

O Museu Nacional dos Coches

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Criado por iniciativa da Rainha D. Amélia de Orleãns e Bragança, mulher do rei D. Carlos I, o Museu dos Coches Reaes como então se chamava, foi inaugurado no dia 23 de Maio de 1905.D. Amélia, senhora de grande cultura, toma consciência do valor patrimonial das viaturas de gala da Casa Real e com o apoio de Monsenhor Joaquim Boto, Cónego da Patriarcal de Lisboa e do Conselho do Rei e do seu Estribeiro-Mor, Tenente Coronel de Cavalaria Alfredo Albuquerque, propõe-se reuni-lo, salvaguardá-lo e apresentá-lo ao público à semelhança do que acontecera, pela primeira vez em Paris em 1900, na Exposição Universal. O local escolhido para a sua instalação foi o Picadeiro Real de Belém que deixara de ser utilizado e onde, há época, já se encontravam armazenadas algumas das principais viaturas da corte e para onde a rainha fez convergir os antigos carros nobres da Casa Real Portuguesa e respectivos acessórios, património que se encontrava disperso pelos vários depósitos e cocheiras dos palácios rea...

O Palácio de Belém

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O Palácio, hoje sede da Presidência da República Portuguesa, tem, atrás de si, uma longa história. Trata-se de um conjunto arquitectónico e paisagístico onde avulta um edifício central de cinco corpos com frente para o rio Tejo. A um primeiro palacete, para nascente do Pátio das Damas - o Anexo - segue-se, na viragem para a Calçada da Ajuda, outra construção - o Picadeiro Real, hoje Museu dos Coches. Para poente desenvolvem-se os conjuntos do Pátio dos Bichos, do pavilhão da Arrábida e do Jardim da Cascata. Na direcção do sul estende-se o Jardim Grande que termina num mirante cujo gradeamento prolongado para nascente e poente encontra dois pequenos pavilhões outrora designados "casas de recreação". Localizado em Belém de Lisboa, palácio de reis e presidentes da República, chamado "das leoneiras" no século XVIII, parece ter como emblema o leão - símbolo solar que alia a Sabedoria ao Poder - representado além das jaulas, diante do sul, no Pátio dos Bichos, em, pelo m...

Praça Afonso de Albuquerque

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Militar e político português, Afonso de Albuquerque, é, sem dúvida, a figura mais emblemática da expansão portuguesa no Oriente. Oriundo de uma família nobre, é criado na corte de D. Afonso V, serve em praças-fortes portuguesas de Marrocos e integra a guarda pessoal de D. João II. Entre 1503 e 1505 D. Manuel confia-lhe a sua primeira missão na Índia. Funda a fortaleza de Cochim e trava combate com os Turcos e com tropas muçulmanas do reino de Calecut. Em 1506 volta à Índia, portador de uma carta secreta do rei na qual o nomeia governador, em substituição de D. Francisco de Almeida quando este, em 1508, conclui os três anos do seu mandato. Ainda antes de iniciar as suas funções, assalta e toma os portos de Omã e de Ormuz; acaba repelido desta última praça. O seu plano estratégico é o de instalar uma linha de fortalezas que pode controlar a navegação no mar Vermelho, o domínio de uma vasta área territorial e a expulsão das forças do Império Otomano. Nesse sentido, submete Goa em 1510, co...

O Padrão dos Távoras

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Só de pensar no que se passou neste local há cerca de 250 anos, fica-se arrepiado. Que horrível dia aquele para os Marqueses de Távora e para os Duques de Aveiro. Aqui foram torturados, supliciados e finalmente condenados à morte, em 1759, sobre um patíbulo propositadamente construído na actual Praça Afonso de Albuquerque, depois de terem sido acusados de atentar contra a vida do Rei D. José I. Não satisfeito com tal castigo, o Marquês de Pombal mandou arrasar o Palácio que pertencia aos Duques de Aveiro e também salgar o chão para que jamais aí florescesse fosse o que fosse. Outras épocas, outras mentalidades, outras maneiras de assumir o poder e a justiça. O tempo, porém, tudo dilui e apaga. A rainha D. Maria I, filha de D. José foi, pouco a pouco, concedendo licenças de construção e assim se desvaneceu o aspecto desolador deste sítio. Apenas o padrão do Largo do Chão salgado, mandado construir no século XVIII pela Junta de Inconfidência para marcar o local exacto onde se erguia o Pa...

Os Pastéis de Belém

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Pois é...comer toda a gente gosta e sabe...mas será que conhecem a história dos deliciosos Pastéis? No inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado.Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém". Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro. Em 1837, inicia-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda d...

Belém em 1962

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O Mosteiro dos Jerónimos

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Data de 1496 o pedido feito pelo rei D. Manuel I à Santa Sé, no sentido de lhe ser concedida autorização para se erigir um grande mosteiro à entrada de Lisboa, perto das margens do Tejo. Em 1501 começaram os trabalhos e aproximadamente um século depois, as obras estavam concluídas. As razões da construção do Mosteiro dos Jerónimos prendem-se, por certo, com a vontade do monarca reunir em panteão o ramo dinástico por ele iniciado (Avis-Beja). D. Manuel I e os seus descendentes foram sepultados em túmulos de mármore colocados na capela-mor da Igreja e capelas laterais do transepto. A dedicação do Mosteiro à Virgem de Belém foi outro factor que pesou na decisão régia. O Mosteiro dos Jerónimos, como é vulgarmente conhecido, veio substituir a igreja outrora existente no mesmo local, cuja invocação era Santa Maria de Belém e onde os monges da Ordem de Cristo prestavam assistência aos mareantes em trânsito. O edifício exibe uma extensa fachada de mais de trezentos metros, obedecendo a um pri...

O Museu da Marinha

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Foi o Rei D. Luís, o único monarca português que comandou navios, quem começou por escrever a história do Museu de Marinha. A 22 de Julho de 1863, decreta a constituição de uma colecção de testemunhos relacionados com a actividade marítima portuguesa. Este museu nasce da vontade manifestada por este monarca, de enorme sensibilidade artística e cultural, em conservar um passado histórico, tão presente, ainda, na memória colectiva nacional. Mas o Museu também reflecte o louvável esforço de preservação, que se observou durante os séculos XVI e XVII. Foi o caso da Rainha D. Maria II, que em muito contribuiu para a constituição do núcleo de peças inicial deste museu, ao oferecer à Real Academia dos Guardas-Marinha - predecessora da Escola Naval – os modelos de navios existentes no Palácio da Ajuda A Escola Naval, então situada nas instalações do Antigo Arsenal da Marinha, surge como o local possível para albergar este tesouro histórico que, entretanto, começou a ser alvo de um interessante...

Centro Cultural de Belém

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A construção do Centro Cultural de Belém foi decidida no início de 1988. A ideia era levantar de raiz uma estrutura que pudessse acolher, em 1992, a presidência portuguesa da União Europeia, permanecendo como um forte pólo dinamizador de actividades culturais e de lazer. A localização deste notável edifício em Belém, parecia óbvia: foi este o ponto de partida dos descobrimentos marítimos, como atenta magnificamente a Torre de Belém e o Padrão dos Descobrimentos. A importância simbólica desta zona foi mais tarde confirmada com a sua escolha para acolher a realização da Exposição do Mundo Português. O CCB veio, de resto, ocupar o espaço que, na década de 40 serviu para instalar o Pavilhão "Portugueses no Mundo" e as "Aldeias Portuguesas". Lançado o concurso internacional, recolheram-se 57 projectos, tendo sido seleccionada a proposta do consórcio do arquitecto italiano Vittorio Gregotti e do arquitecto português Manuel Salgado que previa a construção de cinco módulos...

Fábrica Nacional de Cordoaria

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Edifício da Fábrica Nacional de Cordoaria, também denominado "Cordoaria Nacional", "Real Fábrica da Cordoaria da Junqueira" ou "Real Cordoaria da Junqueira" foi, entre finais dos séculos XVIII e XIX, a mais importante unidade de fabrico de cabos, velas e bandeiras. A Cordoaria é uma unidade manufactureira de grandes dimensões. A sua planta racional distribuia os diversos espaços funcionais de forma modelar, destacando-se o corpo mais importante, paralelo ao rio, onde se instalava a oficina de cordame. A cordoaria tinha também as secções de tinturaria, de engomagem, de urdidura arranjada, de velame, de alfaiataria e bandeiras, de materiais de limpeza, de tecelagem, para além dos espaços de apoio, como a carpintaria, a serralharia e os serviços administrativos. Algumas destas secções instalaram-se durante o séc. XIX. O seu declínio surgiu com o advento do motor a vapor. Contudo, hoje é um dos mais importantes centros de exposições da capital.

Associação Naval de Lisboa

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O Clube foi formalmente constituído com o nome de Real Associação Naval, em 30 de Abril de 1856 ao serem publicados os seus Estatutos, no Diário do Governo, assinados por S.M. o Rei D. Pedro V. O seu objecto era então, o de «animar a construção e navegação de iates ou barcos de recreio, e promover o divertimento das regatas em Portugal». A designação inicial foi alterada para Associação Naval de Lisboa, em 1911, em Assembleia Geral celebrada para o efeito. É o clube náutico mais antigo de Portugal e da Península Ibérica, situando-se entre os trinta clubes náuticos mais antigos da Europa. A tradição do Clube foi sempre de promover o desporto amador, de apoiar a construção de embarcações, de participar na elaboração da legislação desportiva e na organização de provas náuticas. Desde a sua fundação concentrou as suas actividades na promoção do desporto da vela, mas como o seu objectivo era de promover os desportos náuticos em geral, criou em 1893 a Secção de Remo e mais tarde ampliou esta...

O Padrão dos Descobrimentos

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O Padrão dos Descobrimentos foi inaugurado em 1960, aquando das celebrações dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique (Henrique O Navegador). Evoca claramente a expansão marítima e foi desenhado na forma de uma caravela, liderada pelo Infante D. Henrique - que segura numa mão uma pequena caravela -, seguido de muitos outros heróis da história portuguesa (Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral - que descobriu o Brasil - Fernão Magalhães - que atravessou o Pacífico em 1520 -, o escritor Camões e muitos outros).Visto da gigantesca Rosa-dos-Ventos, este monumento fascina pela sua majestosidade e pelos seus 50 metros de altura, sendo visitado por milhares de pessoas todos os anos. Minuciosamente esculpida em pedra, a Rosa-dos-Ventos (veja o painel no topo da página) foi um presente da República da África do Sul e percepciona-se melhor do cimo do Padrão dos Descobrimentos, cujo acesso é feito pelo elevador situado dentro do edifício. O mapa central, com figuras de galeões e sereias desenhada...

A Rosa dos Ventos

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Caminhando da Torre de Belém para nascente irá encontrar uma rosa dos ventos, contemporânea do Padrão dos Descobrimentos que lhe poderá dar as coordenadas.

Belém e a sua Torre em 1863

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