O Padrão dos Távoras
Só de pensar no que se passou neste local há cerca de 250 anos, fica-se arrepiado. Que horrível dia aquele para os Marqueses de Távora e para os Duques de Aveiro. Aqui foram torturados, supliciados e finalmente condenados à morte, em 1759, sobre um patíbulo propositadamente construído na actual Praça Afonso de Albuquerque, depois de terem sido acusados de atentar contra a vida do Rei D. José I.Não satisfeito com tal castigo, o Marquês de Pombal mandou arrasar o Palácio que pertencia aos Duques de Aveiro e também salgar o chão para que jamais aí florescesse fosse o que fosse.
Outras épocas, outras mentalidades, outras maneiras de assumir o poder e a justiça.
O tempo, porém, tudo dilui e apaga. A rainha D. Maria I, filha de D. José foi, pouco a pouco, concedendo licenças de construção e assim se desvaneceu o aspecto desolador deste sítio. Apenas o padrão do Largo do Chão salgado, mandado construir no século XVIII pela Junta de Inconfidência para marcar o local exacto onde se erguia o Palácio dos Duques de Aveiro (Távoras) evoca agora tal tragédia.
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