O Museu da Electricidade
Instalação de valor ímpar na nossa arquitectura industrial, a Central Tejo, construída a partir de 1914, representa um marco histórico no percurso percorrido no nosso país daquela que é uma das mais belas descobertas do Homem- a electricidade.Diferente do serviço que prestou durante largos anos a Lisboa enquanto fornecedora de electricidade, mas não menos importante, é o papel que agora desempenha enquanto Museu da Electricidade, oferecendo-nos a sua história viva através dos testemunhos de equipamentos recuperados.

A arquitectura dos seus edifícios é característica do estilo europeu do princípio do século, com grandes fachadas de paramentos revestidos a tijolo vermelho, encimadas por belos frontões e aligeiradas por enormes janelões de vidro transparente, com incorporações de elementos decorativos diversos: pilastras, faixas, cornijas, arcos de volta redonda.
A história da Central Tejo remota à pequena Central da Junqueira, construída no mesmo local em 1908, a qual forneceu electricidade a Lisboa durante dez anos. A partir de 1919 é a vez da grande central entrar em funcionamento, sofrendo sucessivas ampliações no decurso do seu período activo.
Grande protagonista no funcionamento da Central era o carvão, o qual chegava nas fragatas, sendo transportado da ponte-cais até às noras elevatórias. Era enorme a azáfama das descargas de carvão, em cestos à cabeça de dezenas de homens e mulheres. Eram os "alcochetanos" só muito mais tarde substituídos por "dumpers" nesse vaivém das descargas.
Os quatros corpos de edifícios onde se instalaram onze caldeiras de baixa pressão- de que ainda se guarda memória nos silos de carvão suspensos ao nível mais alto da estrutura metálica- foram construídos no período 1914-1925.
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