Feiras do Livro
As 77ª Feiras do Livro em Lisboa e no Porto têm abertura marcada para hoje, com algumas novidades. O maior certame do género no país inaugura no mesmo dia em que a Marktest divulga uma sondagem que revela que dois em cada três portugueses lêem menos de um livro por mês. As Feiras, organizadas pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) com a colaboração, desde 2003, da União de Editores Portugueses (UEP), contarão este ano com com menos vinte stands cada um. Assim, o Pavilhão Rosa Mota, no Porto, acolhe 68 expositores e o Parque Eduardo VII conta com 189 stands. António Baptista Lopes, presidente da APEL justifica esta diminuição com a «situação do mercado e os custos de participação», uma vez que «os editores e livreiros têm menos expectativas de negócio, e, por outro lado, os stands implicam custos significativos de manutenção.»
Apesar disto e do aumento de feiras do livro em Lisboa, António Baptista Lopes afirma que estas duas mostras continuam a ser as maiores feiras do livro do país e que «são lugares nos quais o público já espera encontrar um grande número e diversidade de livros, além de ser um espaço de encontro entre leitores e autores como nenhum outro a nível nacional.»
Em Lisboa, o primeiro dia da Feira do Livro vai ficar marcado por uma homenagem ao editor António Manso Pinheiro, que morreu em Março. Na Feira do Livro do Porto, que desde 2003 homenageia um escritor em especial, coube ao escritor Vasco Graça Moura ser o autor em destaque, depois de Agustina Bessa-Luís, Eugénio de Andrade, Óscar Lopes e Mário Cláudio.
Uma das novidades da Feira de Lisboa é um um espaço criado a pensar nos mais novos, onde estarão a maior parte das editoras que se dedicam à literatura infanto-juvenil e um espaço de lazer para os mais pequenos, com a ajuda de animadores, desenvolverem uma série de actividades. A outra novidade prende-se com uma alteração do do regulamento da Feira, que permite a venda de livros em língua estrangeira.
Apesar disto e do aumento de feiras do livro em Lisboa, António Baptista Lopes afirma que estas duas mostras continuam a ser as maiores feiras do livro do país e que «são lugares nos quais o público já espera encontrar um grande número e diversidade de livros, além de ser um espaço de encontro entre leitores e autores como nenhum outro a nível nacional.»
Em Lisboa, o primeiro dia da Feira do Livro vai ficar marcado por uma homenagem ao editor António Manso Pinheiro, que morreu em Março. Na Feira do Livro do Porto, que desde 2003 homenageia um escritor em especial, coube ao escritor Vasco Graça Moura ser o autor em destaque, depois de Agustina Bessa-Luís, Eugénio de Andrade, Óscar Lopes e Mário Cláudio.
Uma das novidades da Feira de Lisboa é um um espaço criado a pensar nos mais novos, onde estarão a maior parte das editoras que se dedicam à literatura infanto-juvenil e um espaço de lazer para os mais pequenos, com a ajuda de animadores, desenvolverem uma série de actividades. A outra novidade prende-se com uma alteração do do regulamento da Feira, que permite a venda de livros em língua estrangeira.
O presidente da APEL recorda que houve uma diminuição das vendas nos últimos anos, porque «Portugal continua a ter um crónico défice de leitura.» Isto é confirmado pelos dados do dados do Barómetro da Marktest, segundo os quais 76,6 por cento dos portugueses lê menos de um livro por mês e 17,9 por cento lê em média dois volumes por ano. Dos 60 por cento de inquiridos que responderam ter o hábito de leitura, apenas 23,4 por cento ultrapassa a quota dos 10 livros por ano. Quanto aos hábitos na hora de comprar, apenas cerca de 30 por cento dos leitores inquiridos recorre às feiras do livro, optando antes pelas livrarias (47,3 por cento) e hipermercados (19,9 por cento). Mais de um terço dos inquiridos revelou ainda não comprar livros.
O Barómetro revela também uma tendência de diminuição dos hábitos de leitura com a idade, sendo que é entre os mais idosos que se encontra a maior percentagem de pessoas que não compra livros (50,3 por cento).
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