Artes/Lisboa: Artistas do Chapitô e bandas filarmónicas transformam Terreiro do Paço em salão de baile, domingo
Artistas do Chapitô vão transformar o Terreiro do Paço, no dia 20 de Julho, num grande salão de baile interpretando personagens como o burguês e a meretriz, evento integrado no Com´Paço - Festival de Bandas de Lisboa.A animação de rua tinha sido anunciada anteriormente para sábado, dia 19 de Julho, no mesmo local, mas "por razões de reorganização dos eventos de animação, alheias ao Chapitô, passou de sábado para domingo", explicou à Agência Lusa uma fonte da colectividade cultural sediada em Lisboa.
O evento de animação, inserido nas Festas de Lisboa, decorrerá no domingo, a partir das 16:00, no Terreiro do Paço, com o acompanhamento musical da Banda de Carcavelos.
Inspirado no filme "O Baile" (1983) de Ettore Scola, a animação do Chapitô vai levar àquele espaço junto ao Tejo um grupo de figuras estereotipadas como "a orgulhosa aristocrata que despreza toda a gente", "a bonita jovem míope que tudo faz para disfarçar a falta de visão", "a meretriz de bom coração", "a beata ingénua filha de uma família conservadora" e "a cabeleireira pirosa".
Quanto aos representantes masculinos, estará presente no baile "o estudante tímido", "o gigolô sedutor, sempre com a frase perfeita para cada mulher", "o operário humilde e bonzinho", "o fascista machista e retrógrado" e "o romântico que leva flores e presentes às mulheres com quem dança".
Burgueses, trabalhadores, damas, cavalheiros e proletários vão reunir-se no Terreiro do Paço transformando-o num imenso salão de baile, onde ocorrerão, segundo o Chapitô, "belas e bizarras coreografias".
Criado há 25 anos, em Lisboa, pela artista Teresa Ricou - mais conhecida como a mulher-palhaço Tété -, o Chapitô é uma colectividade sem fins lucrativos que possui uma escola de artes do espectáculo e desenvolve projectos sociais com crianças e jovens desfavorecidos.
O I Festival de Bandas de Lisboa foi inserido nas Festas de Lisboa com o objectivo de promover a música das bandas amadoras e dinamizar o património histórico da capital.
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