As Marchas Populares 2009
O desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade na véspera de Santo António, são o ponto alto das Festas da Cidade de Lisboa.Milhares de pessoas acorrem áquela artéria de Lisboa para verem e aplaudir a sua marcha, a marcha do seu bairro, ou simplesmente para partilharem um espectáculo pleno de beleza, cor, ritmo e animação.
De acordo com a opinião do juri a qualidade das representações tem vindo a melhorar do que resulta a atribuição de tantos prémios exaequo que se registou nesta edição das marchas.
Tendo Carlos César, presidente do Governo regional dos Açores, como convidado de honra, o desfile iniciou com a Marcha Oficial das Sanjoaninas 2009, uma criação simples, despretensiosa, que trouxe um agradavel colorido
laranja a este início de espectáculo.
Tendo Carlos César, presidente do Governo regional dos Açores, como convidado de honra, o desfile iniciou com a Marcha Oficial das Sanjoaninas 2009, uma criação simples, despretensiosa, que trouxe um agradavel colorido
laranja a este início de espectáculo.Seguiram-se os meninos da Marcha Infantil da Voz do Operário, graciosos na sua actuação mas muito irrequietos e insubordinados diga-se de passagem.
A Marcha dos Mercados marcou mais uma vez a sua presença relembrando Amália pela voz bem forte ainda de Anita Guerreiro. Um momento de saudade passou na Avenida.
Duas marchas novas se apresentaram a concurso, a curiosa Marcha da Baixa e a Marcha de Belém, uma substituta da Marcha da Ajuda.
Sem dúvida que a criatividade de cada colectividade concorrente teve grande subida o que deve ter causado forte dor de cabeça a quem teve de escolher e decidir. De salientar a exuberância dos arcos, lindos e coloridos e dos fatos reveladores de uma imaginação bem concretizada.
Os marchantes por seu lado, desfilaram com alegria e garra , uma prova evidente do empenho que colocaram na marcha do seu bairro.
Uma festa que se vem repetindo e que aguardamos com ansiedade a sua realização para 2010, com supresas previstas.

Uma festa que se vem repetindo e que aguardamos com ansiedade a sua realização para 2010, com supresas previstas.
Alfama e Castelo dividiram o primeiro lugar no concurso das marchas populares de Lisboa, que desde 2004 não juntavam tamanha multidão nas ruas. Madragoa e Marvila ficaram ambas na segunda posição.
Uma série de empates, uma Avenida da Liberdade a rebentar pelas costuras e bairros a transbordar de gente marcam a edição deste ano das marchas populares. Fonte da EGEAC, empresa municipal responsável pela animação da cidade, estima que a noite de sexta-feira juntou mais de 200 mil pessoas na Avenida da Liberdade. "Desde 2004, ano do Europeu de Futebol, que não havia uma enchente tão grande", frisou ao JN a fonte da EGEAC.
O júri do concurso também admitiu que não teve tarefa fácil. A "qualidade global sempre crescente" acabou por resultar em empates. O nono lugar, por exemplo, ficou preenchido com as marchas do Alto do Pina, Carnide, Graça e Santa Engrácia.
Beato, Castelo e Madragoa foram distinguidas pelo melhor figurino. Bairro Alto e Castelo obtiveram a melhor coreografia e a melhor letra foi atribuída aos bairros do Beato, Madragoa, Marvila e Mouraria.
Em Alfama, bairro habituado a vitórias e a festas (ao qual o júri atribuiu ainda a melhor musicalidade e desfile), os mais resistentes festejaram até de manhã. "Só por volta das cinco horas é que isto começou a esmorecer...", frisou José Matias, um dos moradores do bairro.
"Havia por acaso arcos mais lindos que os nossos?", perguntava Judite Pereira. "Ganhamos quase sempre porque somos bons e temos um grande ensaiador e um grande padrinho!", atira. "E devíamos ter vencido sozinhos", rematou logo a seguir.
Mais acima, no Castelo, que há anos sonhava com um primeiro lugar, a manhã foi para curar excessos, gastar as últimas energias e fazer limpezas. A multidão que invadiu os bairros deixou toneladas de lixo nas ruas. Clarisse Marques, 91 anos, mal pregou olho. Não é que
não goste das marchas. "Ia lindo o Castelo, mas a música aqui no bairro foi até às tantas, sempre tum-tum-tum", explicou, enquanto atirava baldes de água junto à porta, pejada de plásticos, vidros e papéis.
"É sempre Alfama. Não merecia. Castelo foi a melhor marcha (ou não morasse no bairro), Olivais e Benfica também estavam muito bem", afirmou Rosa Mascate. "Vou rapar o cabelo. Era uma promessa, quando o Castelo ganhasse", gritou um morador, enquanto deambulava (ou melhor ziguezagueava) pelo bairro.
Uma série de empates, uma Avenida da Liberdade a rebentar pelas costuras e bairros a transbordar de gente marcam a edição deste ano das marchas populares. Fonte da EGEAC, empresa municipal responsável pela animação da cidade, estima que a noite de sexta-feira juntou mais de 200 mil pessoas na Avenida da Liberdade. "Desde 2004, ano do Europeu de Futebol, que não havia uma enchente tão grande", frisou ao JN a fonte da EGEAC.
O júri do concurso também admitiu que não teve tarefa fácil. A "qualidade global sempre crescente" acabou por resultar em empates. O nono lugar, por exemplo, ficou preenchido com as marchas do Alto do Pina, Carnide, Graça e Santa Engrácia.
Beato, Castelo e Madragoa foram distinguidas pelo melhor figurino. Bairro Alto e Castelo obtiveram a melhor coreografia e a melhor letra foi atribuída aos bairros do Beato, Madragoa, Marvila e Mouraria.
Em Alfama, bairro habituado a vitórias e a festas (ao qual o júri atribuiu ainda a melhor musicalidade e desfile), os mais resistentes festejaram até de manhã. "Só por volta das cinco horas é que isto começou a esmorecer...", frisou José Matias, um dos moradores do bairro."Havia por acaso arcos mais lindos que os nossos?", perguntava Judite Pereira. "Ganhamos quase sempre porque somos bons e temos um grande ensaiador e um grande padrinho!", atira. "E devíamos ter vencido sozinhos", rematou logo a seguir.
Mais acima, no Castelo, que há anos sonhava com um primeiro lugar, a manhã foi para curar excessos, gastar as últimas energias e fazer limpezas. A multidão que invadiu os bairros deixou toneladas de lixo nas ruas. Clarisse Marques, 91 anos, mal pregou olho. Não é que
não goste das marchas. "Ia lindo o Castelo, mas a música aqui no bairro foi até às tantas, sempre tum-tum-tum", explicou, enquanto atirava baldes de água junto à porta, pejada de plásticos, vidros e papéis."É sempre Alfama. Não merecia. Castelo foi a melhor marcha (ou não morasse no bairro), Olivais e Benfica também estavam muito bem", afirmou Rosa Mascate. "Vou rapar o cabelo. Era uma promessa, quando o Castelo ganhasse", gritou um morador, enquanto deambulava (ou melhor ziguezagueava) pelo bairro.
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