Lisboa vai ter dez novos centros de saúde
«Estamos a falar de uma revolução de todo o sistema de cuidados de saúde primários na cidade de Lisboa», considerou o presidente da Câmara, António Costa, durante a assinatura de um protocolo com o Ministério da Saúde para cedência dos terrenos de seis dessas unidades de saúde.
O documento que estabelece a parceria entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Câmara Municipal de Lisboa (CML) para a construção ou remodelação de equipamentos de saúde na capital foi assinada na presença de António Costa, e da ministra da Saúde, Ana Jorge.
«Diria que é uma grande revolução nas estruturas de saúde, para podermos criar espaços condignos para serviços de saúde, porque era talvez a zona do país em que os espaços dos centros de saúde estavam com mais dificuldades», revelou Ana Jorge no final da cerimónia.
Lumiar Norte, Santa Maria de Belém, Benfica, Bairro da Boavista, Carnide e Campolide são as localidades que vão receber os seis novos centros de saúde, em terrenos cedidos pela CML. Prevê-se que estes venham a servir cerca de 102 mil pessoas na cidade, num investimento por parte do Ministério da Saúde na ordem dos 7,1 milhões de euros.
O Ministério da Saúde vai fazer ainda um outro investimento em quatro novos centros de saúde no centro da cidade, por iniciativa própria. A abertura e o início da construção ainda não têm data definida.
Estes centros de saúde resultam do avaliar da situação em termos de equipamentos em Lisboa e que consta da Carta de Saúde da cidade. Nesse documento considera-se que das 33 instalações existentes na cidade, 18 devem ser substituídas. Este apurou ainda que devem ser construídas sete novas unidades.
Acerca dos terrenos em que vai ficar instalado o novo centro de saúde de Carnide e que opõe os moradores à CML num contencioso, António Costa referiu que já deixaram as suas habitações 30 moradores e que o realojamento dos ocupantes daqueles terrenos «está a decorrer dentro dos prazos previstos».
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