Maxime, o cabaré renasce em Lisboa...mas sem as meninas de encher o olho
O Maxime, conhecida sala de espectáculos lisboaeta, reabriu dia 27 para o regresso do cabaré lisboeta às noites de luz vermelha, bola de espelhos e swing, após encerramento de cinco meses de devido a queixas de barulho. Uma programação com menos decibéis é uma das apostas da gerência para evitar problemas com os vizinhos.Novos horários, um espaço comercial e uma atenção especial aos níveis de ruído marcam a nova vida do espaço, recuperado à sua fama de casa de reputação duvidosa herdada de décadas anteriores e reinventada no ano passado como um dos mais originais locais nocturnos da capital.
O director da casa de espectáculos, situada na Praça da Alegria, em Lisboa, Bo Bockström, afirmou à Lusa que o funcionamento do espaço «vai ter de ser diferente por causa das limitações ao barulho».«Às quintas, sextas e sábados, mantemos os concertos, mas vão ser mais acústicos, vamos ter o máximo cuidado», afirmou, acrescentando que o Maxime irá passar a fechar às quatro da manhã e em algumas noites abrirá mais cedo.
A Câmara Municipal de Lisboa decidiu no final de Agosto ditar o encerramento do Maxime, devido a reclamações de moradores por causa do barulho e condicionou a reabertura à realização de obras de isolamento do som.
O Maxime recebeu depois autorização para reabrir provisoriamente, a título experimental, com um aparelho que mede o som e impede que se ultrapasse o limite de 89 decibéis imposto pela divisão de controlo ambiental da autarquia.
Uma das novidades que os clientes vêem logo à entrada é um espaço comercial onde galos de Barcelos convivem com brinquedos de lata da Trofa, sebentas antigas, conservas e sabonetes portugueses.
Trata-se de uma banca da loja lisboeta Nós Por Cá, com uma selecção de artigos feita por Manuel João Vieira, director artístico do Maxime.
Trata-se de uma banca da loja lisboeta Nós Por Cá, com uma selecção de artigos feita por Manuel João Vieira, director artístico do Maxime.
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