Lisboa: Praça do Comércio com Iceberg de 6 toneladas

Imagina uma pirâmide de gelo deixada ao sol durante uma manhã, que com as horas a avançar, o sol quase a pique e as temperaturas a subir vai derretendo, até que aquilo que sobra são umas poças de água. Foi exactamente isso que se passou hoje na Praça do Comércio, onde, no âmbito do Festival dos Oceanos, se colocou uma pirâmide de seis toneladas de gelo, 3,5 metros de altura e 3,6 metros de diâmetro. Um “iceberg” em plena baixa lisboeta, feito de blocos de gelo provenientes da Escandinávia e ali colocado com um objectivo: dar que pensar a quem por ali passava.
Entre as 7h e as 11h30, hora em que se previa que todo o gelo já tivesse derretido, os muitos lisboetas e turistas que passaram pela Praça do Comércio e se depararam com uma pequena montanha de gelo a derreter foram obrigados pela curiosidade a deter a marcha para observar este “happening”. Pelos altifalantes colocados na zona circundante ouviam-se explicações dadas pela organização do evento, em português e inglês, sobre o propósito de apresentar um iceberg fora do contexto.
A ideia era levar as pessoas que circulavam a observar o acontecimento e a pensar no que aconteceria a uma escala maior, alertando desta forma para a realidade do aquecimento global e do degelo polar. As pequenas poças de água formadas no chão da Praça do Comércio são um grito de alerta para o perigo que o degelo representa para as zonas costeiras, podendo mesmo, caso nada seja feito para travar o aquecimento global, levar ao desaparecimento de algumas regiões. Portugal é um dos países que corre o risco de ver o seu território terrestre reduzido, caso o nível das águas do mar continue a subir.
Amanhã, no mesmo local, a partir 17h30, o gelo cumprirá outro propósito. Num palco montado para o efeito, vários escultores estarão concentrados na tarefa de reproduzir em gelo alguns dos monumentos mais emblemáticos da capital.

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