Lisboa Linda Cidade

Lisboa dos mil pombos e gaivotas
Eléctricos de férreos ruídos passando
Passeios cheios de gente calcorreando
E dos sem-abrigo e dos janotas
Lisboa de arco aberto ao Terreiro do Paço
Deixando ver o Tejo seu namorado
Com o velho cacilheiro embarcado
Flutuando as gentes sobre o seu aço
Lisboa da noite deserta do fado
No Bairro Alto, Alfama e Madragoa
Sem ele nem ela se chamava Lisboa
(Paulo César - blog "Poesia Lusa")
Pois o fado é o seu eterno amor amado
Na boca de tanta gente rija e tão boa
Gemendo-o sempre sobre doce trinado.
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