Lisboa/Assalto: PSP classifica "100 por cento" eficaz operação de resgate

A PSP classificou hoje "100 por cento eficaz" a operação de resgate dos dois reféns, quinta-feira, durante um assalto a uma dependência do BES, em Lisboa, confirmando ter sido a primeira vez que foi dada ordem para "neutralizar" os sequestradores.
Em conferência de imprensa, o director nacional da PSP, Oliveira Pereira, enalteceu "a demonstração inequívoca de coragem, rigor, serenidade e profissionalismo" dos agentes envolvidos na operação, que considerou de elevado sucesso.
"A PSP tentou até ao limite das suas possibilidades salvar a vida de todos os intervenientes, tanto dos reféns como dos sequestradores, mas isso não foi possível", afirmou Carlos Ribeiro, comandante do Grupo de Operações Especiais da PSP, frisando que a ordem para neutralizar os suspeitos foi dada quando os agentes consideraram que estava "em perigo iminente" a vida dos funcionários bancários.
De acordo com a polícia, os dois assaltantes eram cidadãos sem autorização de residência em Portugal, que estavam a trabalhar na construção civil "há alguns meses".
"Acredito que havia um grau de preparação já elevado pelo facto de levarem equipamentos para maniatar os reféns como algemas de plásticos", adiantou o director nacional da PSP, afirmando ainda não se saber se os suspeitos têm cadastrado policial.
Os dois assaltantes, brasileiros, um com cerca de 25 anos e outro com cerca de 35 anos, entraram às 15h05 no interior da dependência do Banco Espírito Santo (BES) na Rua Marquês da Fronteira, em Lisboa. De início, fizeram seis reféns, mas durante a tarde libertaram quatro pessoas.

Ambulâncias do INEM prestaram auxílio de primeiros socorros a uma mulher de 52 anos, libertada às 15h50 e assistida no local.

Os dois homens ameaçaram executar os dois reféns que mantinham na dependência e perante esta ameaça à vida dos reféns com arma de fogo e esgotadas todas a hipóteses de negociação com os dois assaltantes decidiu-se avançar com a intervenção do Grupo de Operações Especiais (GOE), explicou a subintendente Florbela Carrilho, do Comando Metropolitano de Lisboa.

Uma equipa de negociação da PSP tentou estabelecer contacto com os assaltantes desde a tarde até às 23h20, altura em que saíram da dependência bancária. A PSP entrou às 23:23 na dependência do BES em Campolide, segundos depois dos dois reféns terem conseguido fugir dos assaltantes. Ainda antes da entrada dos elementos da PSP na dependência, foram disparados tiros por 'snipers' da polícia. Nesse momento, a refém conseguiu libertar-se do sequestrador e fugir. O assalto terminou com a morte de um dos assaltantes, ferimentos graves num outro e a libertação dos dois reféns.
No final da operação policial o sequestrador ferido foi transportado para o Hospital de São José.

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