Intervenções em miradouros valem quase dois milhões de euros

Recentemente, também a freguesia da Penha de França assistiu à inauguração de dois miradouros que sofreram intervenções nos últimos meses: o da Penha de França e o Jardim do Miradouro do Monte Agudo.
As obras no primeiro custaram 110 mil euros com intervenção na pavimentação, restauro de elementos patrimoniais, mobiliário urbano e iluminação pública. O segundo reabriu depois de obras idênticas que custaram 185 mil euros. Ao JN, Sá Fernandes disse que "só lhe falta o quiosque".
O vereador do Espaço Público e Espaços Verdes assegurou ao JN que o Jardim do Miradouro do Torel deverá ser reaberto apenas dentro de algumas semanas, depois de um investimento de 350 mil euros.
Todas estas intervenções fazem parte de um plano apresentado no final do ano passado pela Câmara Municipal de Lisboa e que visou a requalificação de oito jardins e miradouros em Lisboa. As intervenções terão custado, no total, perto de um milhão e 700 mil euros , sendo integralmente pagas com o dinheiro das contrapartidas do Casino de Lisboa à Câmara.
Segundo um documento a que o JN teve acesso, as restantes quantias foram distribuídas da seguinte maneira: Jardim Boto Machado (260 mil euros, já concluído), Miradouro da Senhora do Monte (48 mil euros, obra concluída), Miradouro da Graça (105 mil euros, obra concluída), Miradouro de Santa Luzia (500 mil euros, ainda em fase de lançamento de concurso) e Miradouro do Parque Eduardo VII (170 mil euros, com conclusão prevista para o final do mês).

Comentários

Gostava de ver fotos de todos esses miradouros já restaurados :)

Que tal um passeio...um périplo por todos eles, fotografas e depois mostras aqui? ;)

Gosto muito de miradouros e nenhuma cidade tem a luz de Lisboa...

Beijinhos :)
Estes miradouros eram uma das grandes vergonhas do País....quantos turistas devem ter ficado impressionados com o vandalismo continuado e com os telhados apodrecidos de Alfama... se gastaram essas verbas foi com certeza por duas razões: ou por terem deixado chegar a coisa a tal estado que só um restauro completo e a fundo conseguiria devolver alguma dignidade à autarquia, ou então arranjaram um empreiteiro "amigo" que soube aproveitar um orçamento faraónico para uma limpeza de cosmética... mas ainda bem que o fizeram, pois as verbas que gastam em projectos tipo "estudo de impacto ambiental" ou com os salários dos fiscais e "ingenheiros" que levam mais de cinco anos a atribuir uma licença de reabilitação a prédios que estão em eminente derrocada...foi com certeza dinheiro bem empregue...ah!!
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