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A origem de "alfacinha"

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A alface (Lactuca sativa L.) é uma planta herbácea, originária da Ásia, de caule carnoso e esverdeado: folhas simples; flores amareladas, em capítulo. As folhas são usadas em saladas e são levemente laxantes, diuréticas, anti-ácidas e contra reumatismos. O suco cru e o chá das folhas, talos e raízes, em D.N. são soníferos, calmantes do estômago, do sistema nervoso, béquicos e para icterícia. Possui como valor alimentício: vitaminas A e C, cálcio, fósforo e ferro. Mas qual será a origem da palavra "alfacinha" na acepção de lisboeta? O termo "alfacinha" provém de alface. Mas será mesmo assim? Curiosamente há uma planta que se chama "alfacinha" (Lactuca watsoniana Trelease) de aspecto diferente da alface e com características muito especiais, sendo uma planta endémica dos Açores. Será que no Terreiro do Paço do tempo de Garrett (1846), existiria esta planta na Praça? A informação dada pelo Gabinete de Estudos Olisiponenses foi de um registo único que têm par...

No dia dos Namorados : Apetece namorar – contigo Lisboa

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Manhã de Sol a brilhar Sobre o Mar da Palha A neblina a roçar O espelho das águas. Pego-te na mão Corremos pela Baixa Pombo a esvoaçar À nossa passagem. Subimos ao Castelo Por ruelas estreitas Roupa nas janelas Como bandeiras. Vamos pelo Rossio Conhecer o Chiado A Bertrand e a Bénard O Pessoa sentado. Apetece namorar contigo em Lisboa Apetece namorar contigo Lisboa. Almoçar numa tasca Entre livros e trapos Pataniscas e vinho No Bairro Alto. Os teatros e os bares Os poetas escondidos Pintores de retratos Estudantes e mendigos. Apetece namorar contigo em Lisboa Apetece namorar contigo Lisboa. Agostinho à solta Velho marginal Sentado à sombra No Príncipe Real. De eléctrico passamos O jardim da Estrela Descendo São Bento Até Alcântara. Apetece namorar contigo em Lisboa Apetece namorar contigo Lisboa. O fado é a história Que namora Lisboa Nos teus braços eu fico Musa encantadora. Apetece namorar contigo em Lisboa Apetece namorar – contigo Lisboa. (UHF - António Ribeiro)

São Tiago

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São Tiago, orago da freguesia a que dá nome, nasceu em Betsaida; era filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João. Esteve presente nos principais milagres do Senhor. Foi morto por Herodes cerca do ano 42. É venerado com culto especial em Compostela (Espanha), onde se ergue a célebre basílica a ele dedicada, que atrai desde o século IX inumeráveis peregrinos de toda a cristandade. A data de comemoração deste santo é o dia 25 de Julho.

Santiago - freguesia

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Freguesia de criação medieval, alcantilada na escarpa do vetusto Castelo de S. Jorge, Santiago nasceu a partir de um pequeno bairro da cidade erguido junto das velhas muralhas muçulmanas. Santiago não será uma das freguesias mais antigas da urbe, isto como autarquia, mas o bairro é, seguramente, coevo da conquista cristã. Não há certeza quanto à data de criação da freguesia, mas sabe-se que em 1337 já existia como tal. A Igreja de Santiago, no entanto, já é mencionada desde muito antes, apesar de não ser ainda paroquial. O mais antigo documento que se lhe refere – “Ecllesia Sanctus Jacobus” – data de 1209 ou 1229. Na rampa de acesso ao castelo, levanta-se a Igreja do Menino Deus, cuja visita se não deve perder. Mandada edificar em acção de graças por D. João V, pelo nascimento de um herdeiro, não sofreu grandes danos com o terramoto. Tendo sido iniciada em 1711, as obras prolongaram-se até 1737, data em que a igreja foi sagrada, embora nunca tenha chegado a ficar totalmente concluída. ...

Igreja de São Tiago

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De fundação medieval, a Igreja de S. Tiago sofreu vários restauros e reedificações, desde os finais do século XVI aos inícios do século XVIII, e, apesar de ter sido pouco danificada pelo terramoto, foi quase totalmente reedificada posteriormente. No interior conserva, porém, alguns pormenores de grande interesse, nomeadamente a capela de Nossa Senhora-a-França, à qual dá acesso um pórtico maneirista, todo de mármore, com colunas caneladas e capitéis coríntios. Contém um retábulo de bom traçado arquitectónico, recortado de nichos, que enquadram as lindas imagens de Nossa Senhora-a-França, S. Joaquim e Santa Ana, atribuíveis a Cláudio Laprade. Das obras de remodelação pós-terramoto datam os painéis de azulejos com quadros da vida de Nossa Senhora e, já dos finais do século, a composição pictórica do tecto da nave, atribuível a Pedro Alexandrino, em cujo motivo central figuram a Virgem e S. Tiago. A igreja paroquial de Santiago tem uma planta longitudinal composta. Volumes articulados, na...

Igreja do Menino Deus

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A igreja do Menino Deus, classificada como Monumento Nacional desde 1918, é uma das maiores jóias arquitectónicas que o grande terramoto poupou e constitui um caso raro de sobrevivência às mais variadas vicissitudes históricas.

Ermida de S. Crispim

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Ermida de S. Crispim, santo cujo nome tem ressonância lisboeta, pois foi no seu dia, 25 de Outubro, que Afonso Henriques tomou Lisboa aos mouros. Este pequeno templo é posterior ao Terramoto e foi erguido em 1790. A primeira ermida ficava um pouco mais acima, na encosta que sobe pelas Escadinhas de S. Crispim. Hoje, esta ermida de S. Crispim é uma igreja ortodoxa.

Miradouro das Portas do Sol

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Beber um café na esplanada do Largo das Portas do Sol, junto ao miradouro, é algo indiscritivelmente agradável. A vista sobre Alfama e a Graça é linda... No pequeno miradouro existe uma estátua de São Vicente, padroeiro de Lisboa.

Palácio Azurara

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O palácio Azurara, no Largo das Portas do Sol em Lisboa, é uma construção de raiz seiscentista embora continue por apurar a autoria e data do seu plano original. Terá substituído ou integrado algumas construções que se sabe terem existido no mesmo local em 1573, encravadas na muralha da Cerca Moura, entre duas torres. O palácio Azurara, de planta irregular tem, na fachada principal, um portal nobre de tipo clássico seiscentista, com pilastras e entablamento encimado por uma composição arquitectónica na qual se destaca um frontão superior e ao centro entre volutas, um florão decorativo. O Palácio é constituído por vários pavimentos em qualquer dos corpos do edifício e dispõe de vários pormenores seiscentistas primitivos e outros setecentistas, introduzidos em obras de restauro e transformações já da responsabilidade dos Viscondes de Azurara. Em 1947, ao comprar o velho Palácio Azurara, para o restaurar como uma casa aristocrática do século XVIII decorando-o com peças da sua colecção pa...

Ruínas do Teatro Romano dedicado a Nero / Museu do Teatro Romano

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O teatro romano como texto nunca foi lá grande coisa, embora obras de Plauto tivessem persistido através dos tempos e servido de tema, por exemplo, a D. Francisco Manuel de Melo ou Molière. Quanto à arte do palco, os romanos nunca se puderam comparar ao gregos. Mas arquitectonicamente, o seu "design" (como diríamos hoje) era por vezes magnífico. O Teatro Romano de Lisboa era uma dessas belas construções, rodeada de conforto e fausto. Edificado durante o império de Augusto, quase na viragem para o primeiro milénio da era cristã, foi reconstruído em 57 s.C. e dedicado a Nero e posteriormente abandonado durante as invasões bárbaras, pelo século IV, acabando por ficar totalmente esquecido. A reconstrução da cidade após o Terramoto fê-lo reaparecer, em 1789, após um profundo silêncio. Seguiu-se um período de vagas escavações e longas controvérsia sobre o destino a dar aquele valioso testemunho da grandeza urbana da Lisboa romana. Era, de facto, difícil e oneroso proceder a escava...

Ar.Co

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Em Lisboa, o Ar.Co ocupa vários edifícios na Rua de Santiago, no centro da colina do Castelo de S. Jorge: um palácio dos séculos XVII-XVIII (sede), uma antiga oficina metalúrgica reconvertida e um antigo espaço industrial com dois pisos. Trata-se do Centro de Arte e Comunicação Visual. Aqui se ministram cursos de fotografia, desenho, pintura, cerâmica, joalharia, gravura, design gráfico, escultura, ilustração/banda desenhada, tipografia, video/som e novos media, história e teoria da arte... Possui cursos nocturnos, cursos de verão, programas para jovens dos 10 aos 15 anos. Realiza workshops e exposições. Tem igualmente um Centro de Documentação que pode ser consultado por alunos, professores e público exterior ao Ar.Co e conta com cerca de 9.000 livros e catálogos, 300 publicações periódicas e aproximadamente 90.000 diapositivos. Se se interessa por artes, consulte o Ar.Co e inscreva-se num dos seus cursos.

Palácio Belmonte / Pátio de D. Fradique

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Em 1449 é edificada uma residência em terrenos de que era proprietário Brás Afonso Correia, corregedor de Lisboa. Em 1520 a residência do corregedor é instituída em cabeça de vínculo e no Séc. 16, final / Séc. 17, início, um descendente do corregedor confere à antiga residência o aspecto apalaçado que ainda hoje ostenta. Em 1684 Pedro de Figueiredo Alarcão (descendente do fundador da casa) adquire algumas casas e hortas contíguas ao palácio (o denominado pátio de Baixo também designado pátio de D. Fradique, por ter pertencido a D. Fradique Manuel, bispo de Ceuta e capelão-mor de D. Afonso V). Em meados do Séc. 18, por falecimento de D. Pedro de Figueiredo Alarcão sem descendência, herda seus bens sua irmã D. Madalena Luisa de Lencastre, casada com D. Vasco da Câmara, filho do conde da Ribeira Grande e alcaide-mor de Belmonte. Em 1755, o terramoto causa significativos danos e em 1805 o proprietário do palácio do pátio de D. Fradique, D. Vasco Manuel de Figueiredo Cabral da Câmara (1767...

Santiago Alquimista

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Este café teatro situa-se numa cave, dentro da Escola de Formação, Investigação e Criação Teatral (IFICT), colado ao AR.CO. O seu nome vem da rua de Santiago, santo guerreiro e alquimista, da mistura da poesia e da ciência. Palco amplo, bar, camarins, escadaria e galeria circundante. A sua constante programação (que inclui recitais de poesia, concertos, teatro e exposiçõers de fotografia) são a grande atracção deste espaço.

Postais...

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Jardim Tropical

A Lenda de Lisboa

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Ora conta a lenda que a costa que hoje é a de Lisboa, tinha um estranho nome: Ofiusa - que quer dizer "Terra de Serpentes". As serpentes tinham a sua rainha. Uma rainha muito estranha, metade mulher, metade serpente...senhora de um olhar feiticeiro, e de uma voz muito meiga. Ás vezes, esta estranha rainha subia ao alto de um monte e gritava ao vento, só para que pudesse ouvir a sua própria voz: "Este é o meu reino ! Só eu governo aqui, mais ninguém! Nenhum ser humano se atreverá a pôr aqui os pés: ai de quem ousar!Pois as minhas serpentes, não o deixarão respirar um minuto sequer !". De facto, durante muito tempo, ser humano nenhum se aventurou a desembarcar nesta costa que ela pensava que estaria amaldiçoada pelos deuses e também pelos homens. Porém um dia, vindo de muito longe, um herói lendário chamado Ulisses, famoso pelas suas aventuras guerreiras, atracou na cidade. Ao desembarcar ficou extasiado com tanta beleza e subiu a um monte, e com a sua máscula voz, gr...

A origem do nome Lisboa

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Diz a lenda popular e romântica que a cidade de Lisboa foi fundada pelo herói mítico Ulisses. Recentemente foram feitas descobertas arqueológicas perto do Castelo de S. Jorge e da Sé de Lisboa que comprovam que a cidade terá sido fundada pelos Fenícios cerca de 1200 a.C.. Nessa época os fenicios viajavam até às Ilhas Scilly e à Cornualha, na Grã-Bretanha, para comprar estanho. Foi fundada uma colónia, chamada Alis Ubba , que significa "enseada amena" em fenício, provavelmente afilhada à grande cidade de Tiro, hoje no Líbano. Essa colónia estendia-se na colina onde hoje estão o Castelo e a Sé, até ao rio, que chamavam Daghi ou Taghi, significando "boa pescaria" em fenício. Com o desenvolvimento de Cartago, também ela uma colónia fenícia, o controlo de Alis Ubba passou para essa cidade. Com a chegada dos Celtas, estes misturaram-se com os Iberos locais, dando origem às tribos de lingua celta da região, os Conni e os Cempsi. Os Gregos antigos tiveram provavelmente na f...

Lisboa de Mil Amores

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Já um escuro vem no horizonte Ou a luz se perde do olhar São os campos perdidos e os montes Que se estendem pela noite devagar São tantos os caminhos e os dias Tantos como a saudade que se tem Talvez um sabor leve de maresia Talvez lembrança do sabor de alguém Ai Lisboa estendida sobre o rio Ai Lisboa de mil amores perdidos Só de quem puder sentir Que há um mar em ti escondido Será do luar o brilho intenso Será do olhar de quem eu quero Que faz ir-se perdendo ao longe o escuro E faz ir-se calando o desespero Enquanto o dia vai Enquanto a noite vem E um desassossego acorda alguém Uma canção distante Lembra o sonho e outro olhar Ai se toda a saudade Pudesse enfim acalmar Ai Lisboa estendida sobre o rio Ai Lisboa de mil amores perdidos Só de quem puder sentir Que há um mar em ti escondido (Mafalda Veiga)

O brasão da Pena

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Armas - Escudo de azul, duas penas de ouro passadas em aspa, acompanhadas de flor-de-lis de prata em chefe e de livro de prata aberto em contra-chefe. Coroa mural de três torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro: " PENA – LISBOA ".

Sant'Ana

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O orago da freguesia da Pena é Sant'Ana. Santa Ana ou Sant'Ana, é a mãe da Virgem Maria, portanto avó de Jesus. Esposa de São Joaquim, é considerada a padroeira dos idosos e o seu dia é comemorado pela Igreja Católica em 26 de Julho. Sobre os pais de Maria, teceu uma lenda à base de diversos clichés tirados do Antigo Testamento. Mais tarde esta lenda foi incorporada em grande parte pela história e a teologia medieval. Joaquim e Ana eram estéreis, e por isto viviam tristes e humilhados. Joaquim se retirou ao deserto para orar, onde permaneceu quarenta dias em completo jejum e oração. Finalmente um anjo apareceu a Ana e outro a Joaquim no deserto para anunciar lhes que teriam um filho, que seria famoso em Israel. Eles prometeram oferecê-lo ao Senhor no templo. De fato, ao nascer Maria, ofereceram-na ainda na infância ao serviço do templo.

Freguesia da Pena

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A Freguesia da Pena (Nossa Senhora da Pena), com a designação de Sant’Ana, foi instituída entre os anos de 1564 e 1569, tendo sido destacada da freguesia de Santa Justa. Esta criação ter-se-á ficado a dever ao Cardeal D. Henrique. Teve então, a sua sede no Mosteiro de Sant’Ana, no local hoje ocupado pelo Instituto Bacteriológico Câmara Pestana. Em 1705, a 25 de Março, a paróquia foi solenemente transferida para igreja própria, construída na Calçada de Santana, pelas mãos dos fregueses e dos irmãos de S. Sacramento – Igreja de Nossa Senhora da Pena – facto que fez alterar a designação da freguesia. O terramoto de 1755 também fez os seus estragos nesta igreja nova, provocando a instalação provisória da Paróquia em outros locais: uma ermida na travessa do hospital, junto à Portaria do carro do Hospital de S. José (Colégio de Santo Antão); na Igreja de Recolhimento de Nossa Senhora da Encarnação e Carmo, na Travessa das Recolhidas; na ermida da Via Sacra ou do Senhor dos Perdões, no paláci...