Cronologia de Lisboa até ao sec. XVIII

Séc. VII - II a.C. - Formação e desenvolvimento do primeiro núcleo pré-romano.
Séc. II a.C. - início da romanização.
c. 60 a.C. - estabelecimento da colónia romana Felicitas Julia.
Séc. V - início da ocupação sueva e visigótica.
719 - 1147 - período muçulmano.
1147 - reconquista cristã e integração no reino de Portugal.
1170 - doação de foral aos mouros forros.
1179 - primeiro foral da cidade.
c. 1256 - transferência da Chancelaria Régia para Lisboa.
1290 - fundação do Estudo Geral em Lisboa.
1294 - construção da nova muralha ribeirinha e das Tercenas.
Séc. XIII - obras de consolidação e urbanização da Baixa, reorganização das paróquias e instalação de conventos no centro e nas colinas (S. Domingos, Santo Elói, S. Francisco, Espírito Santo, Trindade e Agostinhos).
1323 - recontro de Alvalade.
1373-75 - construção da nova muralha ou Cerca Fernandina, protegendo toda a cidade entre Alfama e os Mártires, o Rossio e o Tejo.
1383 - revolução de 1383
1384 - primeiro e segundo Cerco de D. João I de Castela
1395 - organização das actividades comerciais através do arruamento dos mesteres.
c. 1401 - urbanização da Vila Nova do Olival ao Carmo.
1425 - População: c. de 65.000 habitantes distribuídos por 23 paróquias (freguesias).
1492 - início da construção do Hospital Real de Todos os Santos.
1496 - extinção das judiarias e das mourarias.
1497 - partida de Vasco da Gama para a Índia.
Séc. XV - organização e partida das grandes armadas no âmbito da Expansão e dos Descobrimentos; desenvolvimento de equipamentos portuários; significativo aumento da população; projecção da burguesia mercantil.
1499 - fundação do Mosteiro dos Jerónimos (Arqº Boitaca)
1500 - foral de D. Manuel I; início das obras do Paço da Ribeira.
1509 - fundação da Igreja da Madre de Deus a Xabregas.
1513 - data provável do início do loteamento do Bairro Alto.
1515-21 - construção da Torre de Belém inserida no conjunto defensivo da barra do Tejo (Arqº Francisco de Arruda).
1531 - grande terramoto seguido de reconstrução da cidade com modernização dos principais edifícios.
1540 - primeiro Auto-da-Fé em Lisboa
1569 - a cidade tem c. de 100.000 habitantes distribuídos por 24 paróquias.
1571 - Francisco de Holanda escreve "Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa" com críticas e propostas para uma nova imagem da cidade.
1580 - início do período filipino (união ibérica) com consequências negativas para a dinâmica económica portuguesa no contexto internacional; Batalha de Alcântara.
1588 - partida da Armada Invencível
1589 - cerco de D. António e da Armada Inglesa
1597 - grande terramoto com destruição das colinas de Santa Catarina e Chagas, dando origem à urbanização da Bica.
Séc. XVI - reorganização e expansão da frente ribeirinha; instalação de conventos e colégios nas zonas extra-muros a ocidente (S. Roque, Paulistas, Esperança, Estrelinha, Inglesinhos, Albertas, Marianos, S. Bento) e a norte (Anunciada, Santa Marta, Santa Ana, Capuchos, Santo Antão o Novo, Desterro, Penha de França); urbanização do Bairro Alto até à Cotovia; expansão urbanística na parte ocidental e consolidação das aldeias ao longo do caminho para Belém.
1640 - restauração da Independência de Portugal
1647 - tentativa frustrada de Regicídio
1650 - primeira planta topográfica da cidade (Arqº J. N. Tinoco).
1650-1755 - consolidação das principais aldeias dos arredores (Mocambo/Madragoa, Restelo/Belém e Carnide/Luz); reorganização da imagem urbana tradicional através de novos edifícios (Teatro da Ópera, Chafarizes, Igrejas, Palácios) e de cenografias (arquitectura efémera); construção dos Paços Reais das Necessidades, Bemposta e Alcântara e aquisição das quintas reais de Belém; instalação de novos conventos na cidade e arredores (S. Pedro de Alcântara, Caetanos, Paulistas, Jesus, Boa Hora, Corpo Santo, Trinas, Rato, Conceição Nova, Arroios).
1652 - redefinição da área urbana através de um perímetro de fortificação.
1665 - ligação do Chiado à Baixa através da Rua Nova do Almada.
1681 - obras de alinhamento em algumas ruas para circulação de transportes.
1682 - início das obras da igreja de Santa Engrácia (Arqº João Antunes).

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