Na Lisboa de 2005...

Em 2005 foram vários os eventos que mereceram destaque, seja pela sua importância, seja pela originalidade ou espectacularidade e até pela negativa...

O 2º Festival Internacional de Cinema Independente

As festas de Lisboa, com variadíssimas actividades, entre elas as marchas populares.

A eleição do presidente, Carmona Rodrigues para a Câmara Municipal de Lisboa, que reafirmou a sua promessa de prestar "atenção" aos problemas da cidade e frisou "o compromisso da governabilidade da Câmara com o contributo de todas as forças políticas eleitas e a governabilidade da cidade com os restantes municípios da Grande Área Metropolitana de Lisboa".

A Marcha do Orgulho para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgenders.

A vitória do Benfica
Uma equipa directiva persistente, um treinador que soube avaliar bem o material humano que tinha nas mãos antes de formar uma equipa cautelosa, dois ou três jogadores de grande qualidade e um magote que não se importava de se apagar em benefício do colectivo chegaram ao Benfica para interromper um jejum de títulos nacionais e deixar em delírio uma massa adepta que, entre todos os que festejaram, foi quem menos mereceu a alegria de vencer o campeonato. Entre todos, os menos merecedores da onda vermelha que alagou o país a 22 de Maio foram os adeptos. Tirando os quatro últimos jogos em casa, o Benfica foi sempre o terceiro grande em termos de afluência: só 10 mil foram ver o Benfica-Estoril, apenas 15 mil estiveram no Benfica-Nacional ou no Benfica-V. Guimarães. E, além disso, os adeptos nunca reconheceram legitimidade aos caminhos escolhidos pelo treinador até ao momento de euforia, em que foram apanhados a cantar a plenos pulmões “Ninguém pára o Benfica”.

O 6º Salão de Banda Desenhada de Lisboa.

A extinção da companhia de dança da Gulbenkian, a mais antiga, consistente e profissional do País, marcará, para sempre, o ano 2005. Uma decisão extemporânea e de contornos aleatórios, chocou artistas e público habituados a um trabalho de qualidade e a ver no grupo uma referência dentro e fora das nossas fronteiras. E o Ministério da Cultura, que nada fez para evitar o desastre, continuou a ‘assobiar para o ar’ enquanto a Companhia Nacional de Bailado se desmorona na mediocridade e na falta de um rumo e de um sentido nacional. Uma actividade amadora e laxista no Instituto das Artes prejudicou os coreógrafos e bailarinos, culminando com a demissão em bloco da sua direcção.

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