Lisboa: Rossio vê nascer hotel de luxo com 100 quartos

Será um hotel de luxo mesmo no coração de Lisboa. Com vista privilegiada sobre a Praça D. Pedro IV (Praça do Rossio), o futuro Olissippo Rossio vai nascer onde actualmente funciona a Pensão Coimbra, mesmo em cima da velhinha pastelaria Suíça. A estrutura-base já está definida e o DN soube, junto de fontes oficiais, que o projecto está a ser afinado e que em breve será levado à Câmara Municipal para apreciação e, posteriormente, para pedido de licenciamento. O arquitecto responsável pelo hotel é Arsénio Cordeiro, autor da sede da Caixa Geral de Depósitos e da Torre do Tombo.
O projecto necessitou de ser reformulado. Da primeira vez que foi apresentado à autarquia, ainda em fase de estudo, esta levantou dúvidas sobre o estacionamento subterrâneo e o aumento de mais um piso. A sensibilidade do espaço - subsolo construído em estacas - exige cuidados maiores, tais como o edifício ser reconstruído em gesso e madeira em vez de betão, visto este poder causar a cedência das fundações. A Sociedade Hoteleira Seoane, detentora de todo o quarteirão - que vai desde a pastelaria Suíça à Casa da Sorte -, garante que "estamos a ultimar os últimos detalhes; haverá novidades muito em breve".
Ainda assim, mesmo com todas as condicionantes, e a avaliar pelos seus antecessores - Olissipo Oriente, Castelo e Marquês de Sá - o futuro hotel do Rossio será a crème de la crème dos Olissippos. Será composto por cerca de 100 quartos e uma dezena de suites, um restaurante, um bar e uma sala de conferências. A decoração será luxuosa mas respeitando sempre o estilo pombalino da zona em que se vai situar esta unidade hoteleira, apurou o DN. Todo o quarteirão vai ser recuperado e as lojas mantidas.
A Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa-Chiado confirma que "está em curso a elaboração, em articulação com o proprietário e projectistas, do Documento Estratégico para o quarteirão da pastelaria Suíça no Rossio". E que "já foram efectuadas, pela Direcção Técnica, visitas a este conjunto de edifícios, tendo simultaneamente sido realizados inquéritos aos ocupantes dos espaços comerciais. A reabilitação/ remodelação deste quarteirão dará origem a uma unidade hoteleira".
Já o Comissariado Baixa-Chiado diz que o projecto deveria contemplar a ligação entre as praças da Figueira e D. Pedro IV, conhecida como Praça do Rossio. "Não queremos que sejam só uma praça, mas é importante que ambas se destaquem e não que haja uma que se destaque e que a outra seja as traseiras de alguma coisa", explicou ao DN Maria José Nogueira Pinto. "É importante pensar na reabilitação para toda aquela área e não só para o quarteirão. É preciso definir uma filosofia para aquele espaço", frisou a responsável pelo comissariado.
História
Parte do terreno do quarteirão pastelaria Suíça foi em tempos, no século XVIII, o Hospital Real de Todos os Santos, que sucumbiu com o terramoto de 1755. Depois da reconstrução, abriu o restaurante Irmãos Unidos, muito frequentado por Almada Negreiros. Aliás, os proprietários do estabelecimento pediram ao pintor/escritor um retrato de Fernando Pessoa, ao qual deu o título de "Lendo o Orfeu". O retrato tornou-se num dos mais célebres daquele escritor.
Muitos anos mais tarde, no dia 13 de Março de 1922, foi inaugurada aquela que ainda hoje é um dos ex-líbris da cidade de Lisboa: a pastelaria Suíça. Sempre cheia de gente, turistas e residentes, de todas as idades, o estabelecimento é um ponto de referência, de encontro. Ali, a Suíça confunde-se com Lisboa.
O arquitecto responsável pelo hotel é Arsénio Cordeiro, autor da sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Torre do Tombo.

Comentários

Webmaster disse…
Passando apenas para promover o meu projecto de hoteis em lisboa. Tenho lá uma secçao de hoteis de luxo em lisboa:
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