Ozono: Seis concelhos de Lisboa com concentrações elevadas

A poluição por ozono atingiu esta sexta-feira níveis elevados em Lisboa, Sintra, Setúbal, Barreiro, Seixal e Almada ultrapassando o valor que obriga a informar a população, por poder afectar a saúde das pessoas mais sensíveis.
Segundo informações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT), o limite definido como limiar de informação ao público (180 microgramas por metro cúbico) foi excedido entre as 14:00 e as 16:00.
A estação de Mem Martins (Sintra) a atingir o valor mais alto (196 mg/m3), seguindo-se a Camarinha (Setúbal), com 191 mg/m3, entre as 15:00 e as 16:00.
As restantes estações registaram valores que oscilaram entre 181 e 183 mg/m3, no Restelo (Lisboa), Escavadeira (Barreiro), Paio Pires (Seixal) e Laranjeiro (Almada).
Quando excede um valor de concentração de 180 mg/m3 por média horária, o ozono pode provocar alguns efeitos na saúde humana, especialmente em grupos mais sensíveis como crianças, idosos, asmáticos, alérgicos ou pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas.
Este poluente afecta, essencialmente, as mucosas oculares e respiratórias e pode provocar sintomas como tosse, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar e irritações nos olhos.
Durante os períodos em que a concentração é elevada, é recomendável reduzir ao mínimo a actividade física intensa ao ar livre e evitar a permanência no exterior.
A principal razão para grandes concentrações de ozono é o tráfego automóvel, associado a elevadas temperaturas.

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