Árvores para Lisboa
O município de Lisboa é um espaço densamente povoado e cada vez mais urbanizado. A cidade, outrora rica em quintas e zonas de lazer que formavam um mosaico diversificado de paisagens de grande beleza, tem vindo a perder alguns desses espaços a um ritmo acelerado.O município de Lisboa é um espaço densamente povoado e cada vez mais urbanizado. A cidade, outrora rica em quintas e zonas de lazer que formavam um mosaico diversificado de paisagens de grande beleza, tem vindo a perder alguns desses espaços a um ritmo acelerado.
O desenvolvimento não precisa de ser depredador da paisagem, pois o crescimento da cidade não necessita de ser feito sacrificando os seus locais mais emblemáticos. Algumas das manchas verdes que ainda subsistem poderão vir a ser perdidas a curto prazo se não forem tomadas medidas de revitalização ambiental.
Ao nível ambiental as áreas verdes cumprem também funções de enorme importância, já que são locais onde a biodiversidade prospera, onde as águas se infiltram e depuram, onde o ar é renovado. A nível de bem-estar é onde as pessoas podem passear, relaxar de um dia de trabalho mais árduo, brincar com os filhos e conviver. Existem porém quarteirões inteiros em que o número de árvores plantadas se conta pelos dedos de uma mão. Considerando que o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) vai lançar em 2007 uma campanha a nível internacional, apoiada por personalidades internacionais proeminentes como Wangari Maathai (fundadora do Movimento Green Belt e Prémio Nobel da Paz), que tem por objectivo promover a plantação de espécies arbóreas em larga escala e alcançar mil milhões de árvores plantadas a nível mundial, para o que vai necessitar do envolvimento dos municípios e dos restantes sectores da sociedade.
Considerando que o futuro Plano Director Municipal prevê que as áreas verdes existentes e programadas, cujas características naturais, culturais, paisagísticas e urbanísticas devem ser preservadas e valorizadas, a fim de se assegurar um conjunto de funções ecológicas no meio urbano e o apoio ao recreio e lazer da população.
Considerando que a Câmara dispõe de viveiros municipais, espaço onde inúmeras espécies arbóreas, arbustivas e de floricultura são semeadas e/ou plantadas para se desenvolverem até ao momento e porte correcto para que possam ser transplantadas para os seus diversos destinos, quer estes se tratem de jardins, cemitérios, alamedas ou simples canteiros de rua.
Considerando que a cidade só é apreciada quando edifícios e áreas verdes se conjugam de forma harmoniosa, sendo estes espaços de proximidade quem confere às cidades um espírito próprio e que permitem aos seus habitantes identificarem-se com elas.
Considerando que, os espaços verdes são fundamentalmente um factor de conforto, amenidade do ambiente e valor estético, que permitem contribuir para a melhoria da qualidade do ar, bem como, facilitar a drenagem das águas pluviais, evitando as crescentes situações de cheias nas cidades.
Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da presente proposta dos eleitos do Partido Ecologista “ Os Verdes ”, recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que:
1. Integre na estrutura ecológica da actual revisão do PDM um programa de plantação sistemática de espécies arbóreas autóctones, provendo à substituição das que se encontram mortas ou em avançado estado de degradação;
2. Dê início, durante o ano de 2007, à promoção da plantação de árvores em zonas delas carentes, no espírito e no âmbito do Programa do PNUA.
3. Estenda essa campanha à rede escolar, como forma de sensibilização dos jovens para as questões de recuperação ambiental.
1. Integre na estrutura ecológica da actual revisão do PDM um programa de plantação sistemática de espécies arbóreas autóctones, provendo à substituição das que se encontram mortas ou em avançado estado de degradação;
2. Dê início, durante o ano de 2007, à promoção da plantação de árvores em zonas delas carentes, no espírito e no âmbito do Programa do PNUA.
3. Estenda essa campanha à rede escolar, como forma de sensibilização dos jovens para as questões de recuperação ambiental.
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