Em Espanha escreve-se: O fado, desde Lisboa até à vida
Será lançado na Catalunha e Galiza, no final do mês de Fevereiro um livro inteiramente dedicado ao fado, da autoria de Angel Garcia Prieto, Miguel Fernández, Carmen Brañanova e da fotógrafa Natacha Larchier.«Não há fado sem Lisboa nem Lisboa sem fado», é assim que o psiquiatra zamorano Angel Garcia Prieto justifica o título que estes autores aficionados escolheram para a sua obra.Este livro de génese espanhola, mas com embrião inteiramente português, aprofunda não só a origens e características do fado, mas também os seus principais intérpretes e autores, onde não falta sequer a referência aos "fadistas espanhóis". Também a guitarra portuguesa tem lugar nesta abordagem, sendo mesmo senhora de um capítulo que lhe é exclusivamente dedicado.
Ao longo das páginas de O fado, de Lisboa até à vida, os autores irrompem naquela que consideram ser a "origem nebulosa" do fado, e a sua transição de "canto universal a música universal". Para Angel Garcia Prieto o fado «não é triste nem alegre, mas sim uma espécie de nostalgia, de desejo de ter um amor que se perdeu e que se espera recuperar. Para mim é o acalentar da esperança de re-encontrar algo que se perdeu, sem que isso implique necessariamente tristeza».
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