Jóias «históricas» em exposição
Uma exposição da Cartier com 230 peças que mostram o evoluir da joalharia na primeira metade do século XX e que inclui jóias que pertenceram à actriz Gloria Swanson e à duquesa de Windsor é hoje inaugurada na Galeria de Exposições Temporárias do Museu Gulbenkian.A exposição «Cartier 1899-1949. O Percurso de um Estilo» conta com jóias, relógios e objectos de luxo diversificados criados pela famosa casa de joalharia fundada, em 1847, em Paris.
No ano em que a fundação comemora o 50º aniversário, a exposição também pretende mostrar a faceta de coleccionador de jóias de Calouste Gulbenkian, que comprou várias peças à Cartier, das quais cinco estão agora expostas. São elas o pendente Coluna Grega, que será capa do catálogo; um alfinete de chapéu com grande pérola barroca; um conjunto de pendentes; um anel; um diamante cor-de-rosa.Embora a Fundação integre apenas estas cinco peças, os visitantes serão remetidos para o núcleo Gulbenkian de René Lalique, internacionalmente considerada como uma das mais importantes colecções do mundo deste célebre joalheiro francês. Para o comissário, a exposição fará ainda "um confronto de linguagem entre Lalique e Cartier"..
O catálogo da exposição, de edição internacional, pormenorizará e documentará a proveniência das jóias, como a tiara que pertenceu à rainha Isabel da Bélgica, ou a pregadeira vendida à duquesa de Windsor. Peças fundamentais da Colecção Cartier e que, diz Vassallo e Silva, ajudará a montar "uma das mais deslumbrantes exposições de jóias que Lisboa teve, depois da exposição "Tesouros Reais, em 1992, na Ajuda".
A exposição permanece em Lisboa até 29 de Abril, seguindo depois para o Museu do Kremlin, em Moscovo.
Comentários