Combate ao narcotráfico marítimo a partir de Lisboa
O combate ao tráfico de estupefacientes por via marítima conta com uma nova estrutura, de âmbito internacional. À Renascença, o director geral da Polícia Judiciária explica tudo.O Centro de Análises e Operações contra o Narcotráfico Marítimo vai funcionar em Lisboa e é visitado esta tarde pelos ministros da Justiça e da Defesa e pelo secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros.Além de Portugal, a nova estrutura é constituída por seis países europeus, a Europol e os Estados Unidos, na qualidade de observador.À Renascença, Alípio Ribeiro explica que o objectivo é “a recolha e partilha de informações”, de modo a “operacionalizar acções de combate ao narcotráfico, sobretudo no mar”.“Se tivermos a ideia de que em 2006 se calcula que 360 toneladas de cocaína transitaram da América do Sul para a Europa, temos a noção da importância de um centro como este”, referiu o director nacional da Polícia Judiciária.A ideia desta nova estrutura surgiu, segundo Alípio Ribeiro, em França e “prevê-se que a Alemanha venha a aderir em breve”.“Cada país não tem os meios suficientes, pelo que, se partilharmos a informação e os meios, poderemos alcançar melhores resultados”, frisa o responsável da PJ, adiantando que “uma estrutura como esta tem que ter o apoio das Marinhas dos países” envolvidos.Nas mesmas declarações à Renascença, Alípio Ribeiro afirmou desconhecer os resultados da sindicância pedida pelo Ministério da Justiça à Direcção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes há mais de uma semana.“Não conheço os resultados. A Inspecção-Geral da Administração da Justiça é uma estrutura autónoma do Ministério. Com certeza conhecerei as conclusões quando elas forem finais”, disse apenas, acrescentando que não existe ainda data para tal.Recorde-se que esta sindicância à Direcção Central de Investigação de Tráfico de Estupefacientes surgiu na sequência de suspeitas de desvio de dinheiro neste departamento da PJ (na ordem dos 100 mil euros).Uma inspectora-coordenadora foi afastada de funções, suspeita de crimes de peculato, e três inspectores-chefe e 17 inspectores são alvo de dois inquéritos-crime e dois processos disciplinares.
Comentários