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Novo Terreiro do Paço

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Os carros vão «desaparecer» do Terreiro do Paço. O novo projecto de requalificação vai reduzir a circulação automóvel que actualmente é de 40 por cento, mas vai passar a ser de 11 por cento, segundo o projecto apresentado esta sexta-feira pelo arquitecto responsável. «Quarenta por cento da área da praça é destinada à circulação automóvel. O objectivo é reduzir drasticamente esta opção», assumiu, à agência Lusa, o arquitecto Bruno Soares, referindo que o tráfego não deverá tomar mais do que 11 por cento do espaço. Esta concepção de mobilidade no Terreiro do Paço vai ao encontro do plano elaborado pela autarquia lisboeta e que foi recentemente submetido a discussão pública. A placa central do Terreiro do Paço será alargada, as vias laterais serão interditas ao trânsito, os passeios junto às arcadas alargados e o pavimento assumirá um tom amarelado. O trânsito frente ao rio far-se-á apenas com uma faixa de rodagem e na rua paralela ao arco da Rua Augusta será reservado a transportes públi...

Não te deixarei morrer Peter Pan - Escrito por João Bonifácio e publicado no Público (Excelente)

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Por cada vez que Michael Jackson ouviu chamar-lhe "Rei da Pop", alguém nas suas costas gritou "Wacko Jacko". Era um termo que muitos achavam apropriado às suas excentricidades: as roupas, a mudança de cor de pele, as luvas, as meias brancas, as danças esquisitas e, acima de tudo, o rancho, as crianças em volta, etc. Em entrevistas Jackson manifestava a sua dor com o termo, o seu espanto com a crueldade do termo, aprestando-se depois a perdoar quem assim lhe chamava. O que causava impressão não era Jackson ficar ofendido com o que na prática era um insulto, mas sim a sua incredulidade: ele parecia não acreditar que seres humanos adultos pudessem conscientemente magoar outros seres humanos. Ele parecia não acreditar que mesmo sendo o maior ícone pop não estava a salvo do desprezo do homem comum. Parecia não acreditar que apesar de ser o maior ícone pop do mundo não era aceite. Jackson revelou sempre uma total incapacidade de se distanciar dos comentários de anónimos, ...

Adeus...Peter Pan Jackson

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Sinceramente fiquei tão em estado de choque como o mundo inteiro. Envolto em polémicas ou em loucuras, esta criança "grande", Peter Pan Jackson como talvez gostasse de se chamar, era um prodígio. A nível musical o mundo perdeu o seu grande marco dos anos 80. Michael Jackson tinha um talento incrível como cantor, dançarino, entretainer, director, defensor dos direitos humanos. Ele inventou, reinventou e se superou. Que interessa se descolorou a pele, que interessam as suas excentricidades, as polémicas em volta da sua vida? Lembremos Michael Jackson pelo seu lado humano, sensível. Lembremos Michael Jackson pelo Rei do Pop que foi, por aquele que marcou a história e que durante todos os seus anos de carreira, mesmo para os que não se dizem fans, teve com toda a certeza uma ou outra música que nos aqueceu o coração e nos pôs a bater os pézinhos. Lembremo-lo pelo seu "moonwalking" e pela alegria que trouxe às nossas vidas com o seu ritmo avassalador. Lembremo-lo também...

Lisboa: Plano para sem-abrigo propõe criação de residências de transição

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A criação de residências de transição é uma das medidas avançadas na proposta do Plano Cidade de Lisboa para a Pessoa Sem-Abrigo, que reconhece que as 494 camas disponíveis não têm garantido um "serviço humanizado e de qualidade". Até ao final de 2010 deverão ser criados um centro de emergência com uma estrutura de acolhimento e residências de transição com acompanhamento técnico para os sem-abrigo, estabelece o documento, a que a Lusa teve acesso. "Existem 494 camas mas importa reorganizar as estruturas de alojamento existentes pois a quantidade não tem sido garantida de um serviço humanizado e de qualidade", conclui a proposta de plano. O plano é apresentado como "um primeiro esforço conjunto das entidades que intervêm com a pessoa sem abrigo na cidade de Lisboa". O documento foi elaborado pelo grupo trabalho para a pessoa sem-abrigo da Rede Social de Lisboa, em que participam a Câmara, a Santa Casa da Misericórdia e a Segurança Social, entre outros parc...

As Marchas Populares 2009

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O desfile das Marchas Populares na Avenida da Liberdade na véspera de Santo António, são o ponto alto das Festas da Cidade de Lisboa. Milhares de pessoas acorrem áquela artéria de Lisboa para verem e aplaudir a sua marcha, a marcha do seu bairro, ou simplesmente para partilharem um espectáculo pleno de beleza, cor, ritmo e animação. De acordo com a opinião do juri a qualidade das representações tem vindo a melhorar do que resulta a atribuição de tantos prémios exaequo que se registou nesta edição das marchas. Tendo Carlos César, presidente do Governo regional dos Açores, como convidado de honra, o desfile iniciou com a Marcha Oficial das Sanjoaninas 2009, uma criação simples, despretensiosa, que trouxe um agradavel colorido laranja a este início de espectáculo. Seguiram-se os meninos da Marcha Infantil da Voz do Operário, graciosos na sua actuação mas muito irrequietos e insubordinados diga-se de passagem. A Marcha dos Mercados marcou mais uma vez a sua presença relembrando Amália pela...

Lisboa: Ribeira das Naus reabriu hoje ao trânsito sem transportes pesados e apenas com duas faixas

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O trânsito na Avenida da Ribeira das Naus reabriu na madrugada de hoje, anunciou a Câmara de Lisboa, depois de um encerramento de quatro meses motivado por várias obras. A diferença é que as cinco vias de rodagem da Ribeira das Naus foram transformadas em duas, uma em cada sentido, reservadas apenas a automóveis. Os transportes pesados passam a circular pela Rua da Alfândega e pela Rua do Arsenal, ficando esta última vedada à circulação de carros particulares. "Quem vem de nascente, da Expo, através da Av. do Infante D. Henrique e pretende dirigir-se para o Cais do Sodré deverá seguir em frente; quem vem da Expo através da Av. do Infante D. Henrique e pretende ir para o Martim Moniz terá de virar à direita no Campo das Cebolas, entrar à esquerda na Rua da Alfândega e virar à direita para a Rua da Madalena", explica a Câmara de Lisboa em comunicado. Iniciadas há perto de quatro meses, a 16 de Fevereiro, as obras destinaram-se à consolidação do torreão poente do Terreiro do Paç...

Marcha contra a Fome Infantil

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Centenas de pessoas juntaram-se ontem em frente à Torre de Belém, Lisboa, de onde partiram numa marcha contra a fome infantil que conseguiu, na edição deste ano, angariar mais de 50 mil euros para programas de alimentação escolar."Os nossos objectivos do ponto de vista financeiro para este ano estão atingidos. Nós pretendíamos angariar 50 mil euros, que representam 250 mil refeições para o Programa Mundial Contra a Fome da Tanzânia, que é o nosso país gémeo", disse à Lusa o coordenador da marcha contra a fome, Eduardo Queijo, que sublinhou que financiar uma refeição para as crianças das escolas da Tanzânia custa apenas 20 cêntimos. A iniciativa que se estende a todo o mundo, com mais de 70 países inscritos e 190 marchas previstas, reuniu em Lisboa e no Porto, as duas cidades portuguesas que aderiam à marcha contra a fome, cerca de seis mil inscrições, mas esta manhã havia ainda pessoas a inscrever-se junto ao local de partida. Famílias inteiras, muitas crianças, algumas ao co...

S. José - a freguesia

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Uma das Freguesias mais antigas de Lisboa, a Freguesia de S. José, hoje assim chamada, situava-se em 1373 na área compreendida entre os cômoros de Santana de um lado, e de S. Roque do outro. Onde hoje se situa a Av. da Liberdade, corria outrora um esteio de água em direcção ao Tejo. Tinha o seu começo já fora da muralha da cerca Fernandina, onde hoje se encontra a Rua das Portas de Santo Antão e na altura, a porta do mesmo nome, que dava serventia para o arrabalde e entestava com o extenso caminho que seguia para norte. A princípio esta porta foi denominada de São Domingos, passando a chamar-se Porta de Santo Antão, logo que os frades Agostinhos desta invocação, fundaram o seu convento em 1400 na carreira de cavalos, que seguia para Benfica. No ano de 1532 se principiou na igreja de Santa Justa a confraria de S. José, que foi a primeira deste reino, formada por carpinteiros e pedreiros e outros pertencentes ao mesmo ofício, como consta de uma inscrição que está no frontispício da mesma...

O Brasão de S. José

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Sob proposta da Junta de Freguesia, foi aprovada em Sessão da Assembleia de Freguesia realizada em 9 de Julho de 1999 e publicada no Diário da República - III Série nº. 248/99 de 23/10, a ordenação heráldica do brasão, bandeira e selo da Freguesia de São José. Brasão: Escudo de verde, um canto ondado de prata e azul; brocante, bordão de açucenas de ouro, florido de prata. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda em maiúsculas de negro : “ S. JOSÉ - LISBOA “.

Túnel do Pátio do Tronco

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A 16 de Junho de 1552, Luís de Camões passeava entre o Rossio e a Rua das Portas de Santo Antão. Chegara menos de um ano antes de Ceuta, onde estivera por dois anos e perdera um olho numa batalha. De repente repara numa briga e reconhece que nela estavam dois amigos seus; não hesita em envolver-se na altercação. Da sua intervenção resultam ferimentos num moço do Paço, Gonçalo Borges. Camões foi preso e levado para a Cadeia do Tronco, pouco mais acima na mesma rua. Foi libertado alguns meses depois contra o pagamento de uma multa de quatro mil reis e a promessa de partir para a Índia. Hoje em dia, um painel de azulejos de Leonel Moura, inaugurado em 1992, recorda o acontecimento no túnel que dá acesso ao pátio que pertenceu à prisão, e que hoje serve de estacionamento para viaturas.

Ódeon

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Desde os seus primórdios que os cinemas de Lisboa se foram instalando entre o Chiado e a Baixa, como situação experimental e provisória, para um público de elites. À medida que se tornaram populares, as novas salas procuraram preferencialmente as áreas das tradicionais portas da cidade, visto que se tornaram os sucessores das feiras, circos e teatros. Nesta sequência, e pelas sucessivas inaugurações, podem identificar-se claramente dois eixos principais: o do Rossio - Rua dos Condes/Restauradores - Parque Mayer - Avenida, eixo elegante e requintado, que corresponde aos sectores residenciais e funcionais mais ricos da cidade, que partiu das velhas Portas de Santo Antão; e o eixo Martim Moniz - Rua da Palma - Avenida Almirante Reis, que, partiu das Portas da Mouraria e se define como uma área pequeno-burguesa e popular de Lisboa (FERNANDES, 1995, p. 8). Numa segunda fase, quase todos os bairros de Lisboa tiveram uma sala de cinema, restando hoje em dia muito poucos. O cinema, que utiliza...

Hard Rock Café / Condes

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No espaço do antigo Condes, um dos bares mais famosos do mundo onde se pode jantar, beber um copo ou simplesmente visitar a famosa Memorabilia que, em Lisboa, reúne mais de 30 peças. O Hard Rock Café chegou a Lisboa a 12 Junho de 2003 e ocupou o espaço do antigo cinema Condes, fechado desde 1996. Depois de muitos projectos, croquis, esboços, plantas e alçados, o edifício do antigo Condes é assim finalmente devolvido à Praça dos Restauradores, com dois pisos e uma capacidade para 220 pessoas sentadas e 450 em pé. A traça original foi mantida e restaurada, mas o interior foi alvo de uma importante intervenção. Contudo, ainda subsistem memórias daquilo que foi a função do edifício durante cinco décadas: pormenores como cortinas pretas de cobertura de telas cinematográficas recriam o ambiente de sala de cinema, por exemplo. Na decoração interior também foi aproveitada a tradição portuguesa de pintura de azulejo, para representar cinco lendas do mundo rock: John Lennon, Madonna, Tina Turner...

Jardim Alfredo Keil / Praça da Alegria

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Junto ao passeio Público (hoje Avenida da Liberdade) havia uma pequena praça semi-abandonada onde entre 1809 e 1835 se realizava a Feira da Ladra. Atravessada na colina, a praça constituía um belo desafio para um jardinzinho à maneira romântica. Ali, em 1882, se fez um amplo socalco circular com cerca de 0,5ha, com um lago com repuxo ao centro, guardado por um par de palmeiras e rodeado de lódãos, eucaliptos e outras altas árvores. Passaram os anos, e veio a República, que baptizou o jardim com o nome de Alfredo Keil, lhe acrescentou em 1957 um busto deste pintor e compositor, da autoria de Teixeira Lopes, e uma lápide com a letra do hino nacional, de que ele escreveu a música. Também conhecido por Jardim da Praça da Alegria, quase 125 anos depois, a praça continua bela: passsam já dos 30 metros os seus dois metrosideros dos antípodas, cujas flores lhes garantiram o nome de árvores-de-fogo. Com alguns arbustos e pequenas manchas de relva apresenta um estrato arbóreo bem desenvolvido, t...

Av. da Liberdade

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Do alto do Parque Eduardo VII vislumbra-se um dos cenários mais bonitos de Lisboa, com um Tejo azul de perder de vista. Em perspectiva, os olhos mostram-nos a longa avenida que se estende do Marquês de Pombal até ao Rossio. É a Avenida da Liberdade, imperial, elegante, real. Sempre na moda... Não restam quaisquer dúvidas: a Avenida da Liberdade é hoje, por direito próprio, a mais bonita, a mais elegante, a mais influente e importante avenida de Lisboa. Estende-se ao longo do coração da cidade, do seu centro urbano, do eixo mais valioso do ponto de vista imobiliário, onde se encontram os mais caros escritórios de Lisboa, árvores centenárias, as mais frescas sombras e, sobretudo, as mais elegantes lojas da moda internacional. A Avenida da Liberdade é, por isso mesmo, a marca mais moderna e europeia de Lisboa, uma cidade aberta ao Mundo, destino preferencial de milhões de turistas e de empresários em viagens de negócios. Nenhuma outra artéria de Lisboa conjuga todos estes factores: área d...

Tivoli

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Nascido em 1924, segundo projecto do arquitecto Raul Lino (1879-1974), o edifício do Cinema Tivoli prima pela profusão e eclectismo dos seus elementos de referência neoclássica, exteriormente, e Luís XIV, ao nível da decoração interior. Construção de planta composta, quase quadrangular, com 2 pisos, cave, cobertura em cúpula - com tambor rasgado por janelas, cornija e platibanda em balaustrada com jarrões, domo e lanterna circular -, e em telhado escalonado, o Cinema apresenta diversos corpos, articulados horizontalmente, em gaveto. É precisamente neste, que o edifício apresenta um corpo central, cilíndrico, rasgado por 3 portas em arco pleno, com as bandeiras repletas de rendilhado radiante realizado em ferro forjado. As suas fachadas laterais encontram-se divididas por pilastras, com portas de vão rectangular, entabladas com decoração de grinaldas, e coroadas por um óculo encimado por festões, e entre as quais situam-se outras janelas de vão, igualmente rectangular, mas emolduradas a...

Quiosque Tivoli

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O Quiosque Tivoli apresenta uma base se secção pentagonal com almofadas decorativas. O corpo possui janelas envidraçadas protegidas por taipais de correr. A cúpula aos gomos é encimada por um pequeno zimbrório. A protecção do edifício tem o bordo recortado e voltado para cima, que suporta um toldo em lona que rodeia todo o quiosque. A cúpula e a protecção estão decoradas com lâmpadas esféricas de várias dimensões. Inaugurado em 1925, funciona como agência para venda de lotaria, jornais, revistas e tabacos.

Relógio de Sol do Hospital dos Capuchos

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O Hospital dos Capuchos tem, talvez, o mais antigo exemplar conhecido em Portugal de um relógio de Sol (1586). No chamado "Pátio do Relógio" situa-se a antiga cisterna do convento, cuja boca tem cerca de 1 metro de altura e forma octogonal, e no topo da qual foi colocado um relógio de sol em pedra, onde está gravada a data de 1586 e as iniciais do construtor, e que pertencia à cerca do Convento. A boca da cisterna encontra-se revestida de azulejos azuis e brancos, provavelmente da 2ª metade do século XVIII, cuja decoração é composta por medalhões, no centro dos quais estão ramos de lírios, e por rica ornamentação rocaille de volutas, concheados, anjinhos e "asas de morcego". É uma peça arquitectónica independente, de boa execução, e tem três quadrandes diferentes: 1 - Quadrante horizontal; 2 - Quadrante vertical, meridional, sem declinação; 3 - Quadrante equinocial, setentrional. O quadrante horizontal, é iluminado sempre que o sol esteja acima do horizonte, isto ...

Convento de Stº António dos Capuchos

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Foi fundado em 1570 com quarenta religiosos que viviam das esmolas dos moradores mais devotos, pelo que a igreja e convento eram pobres «sem talha, nem ouro, nem pratas». O terreno foi dádiva de Diogo Botelho, a que se juntaram parcelas de outros donatários, sendo a primeira missa rezada em 1579. Depois passou a receber uma esmola anual da Câmara, instituída por Filipe II, e em 1706 já era a sede de uma rede de treze conventos organizados em duas províncias, até que em 1755 com a ruína causada pelo terramoto, os frades tiveram que construir abarracamentos. Este Covento sofreu diversas campanhas que lhe alteraram a feição primitiva, nomeadamente as realizadas na primeira metade do séc. XVIII, ao introduzirem uma decoração azulejar em lambris do claustro, e as concretizadas no período pós-terramoto, com a sua reedificação, concluída em 1758. De planta rectangular, volumetria paralelepipédica e coberta por um telhado a duas águas, o alçado principal possuí, ao nível térreo, um arco abatid...

Igreja de S. José dos Carpinteiros

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Deste conjunto formado por habitações algo modestas do século XVIII, destaca-se a Igreja de São José dos Carpinteiros, de arquitectura barroca e pombalina. Erigida em 1545 pelos frades do Patriarca S. José, e situada nas hortas que se estendiam para lá das Portas de Santo Antão. A sua fachada arruinou-se em 1755, sendo reconstruída em 1766 segundo indicações do mestre-pedreiro Caetano Tomás, com linhas arcaizantes, de que avulta o portal rectangular.. De planta longitudinal, este templo é composto por dois rectângulos justapostos, ou seja, a nave e a capela-mor, que, no conjunto, fornecem a volumetria paralelepipédica que a carcateriza, além do telhado de duas águas que a cobre na totalidade. Em relação ao exterior, dever-se-ão destacar elementos, como o portal principal encimado por medalhão com a figura de São José em baixo-relevo. Este medalhão encontra-se, por seu turno, ladeado por duas cartelas evocativas dos principais eventos que notabilizaram este conjunto arquitectónico e de ...

Igreja de S. José ou da Anunciada

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Construída pela irmandade do Santíssimo Sacramento para sede da paróquia que desde 1567 estivera na igreja de S. José dos Carpinteiros. A sua construção iniciou-se em 1863, ficando concluída em 1883. De um projecto de Tomás da Fonseca, e alterado em 1868 por Domingos Parente, é uma igreja sem nave. A Parente se deve a fachada lateral de três corpos sobre a Rua de S. José. A partir de 1881 a obra passou para a direcção de José Monteiro até à sua conclusão. O resultado final tem pouco a ver com o projecto original.