Tivoli

Nascido em 1924, segundo projecto do arquitecto Raul Lino (1879-1974), o edifício do Cinema Tivoli prima pela profusão e eclectismo dos seus elementos de referência neoclássica, exteriormente, e Luís XIV, ao nível da decoração interior.
Construção de planta composta, quase quadrangular, com 2 pisos, cave, cobertura em cúpula - com tambor rasgado por janelas, cornija e platibanda em balaustrada com jarrões, domo e lanterna circular -, e em telhado escalonado, o Cinema apresenta diversos corpos, articulados horizontalmente, em gaveto. É precisamente neste, que o edifício apresenta um corpo central, cilíndrico, rasgado por 3 portas em arco pleno, com as bandeiras repletas de rendilhado radiante realizado em ferro forjado. As suas fachadas laterais encontram-se divididas por pilastras, com portas de vão rectangular, entabladas com decoração de grinaldas, e coroadas por um óculo encimado por festões, e entre as quais situam-se outras janelas de vão, igualmente rectangular, mas emolduradas a cantaria e com guardas em balaustrada.
Ao fim de dez anos de inactividade o cinema, património histórico e artístico classificado e prémio Valmor, foi alvo de obras de restauro e de valorização (da autoria dos arquitectos Manuel Fernandes Sá e Francisco Barata Fernandes) que lhe devolveram o esplendor de uma das mais imponentes salas da capital.
Reaberto a 23 de Setembro de 1999, continua a funcionar como espaço para realização de espectáculos de dança, teatro, concertos e cinema. Ainda me lembro de ir ao cinema Tivoli quando era pequena, foi lá que vi o "Herbbie, o carocha" pela primeira vez.

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