Av. da Liberdade

Do alto do Parque Eduardo VII vislumbra-se um dos cenários mais bonitos de Lisboa, com um Tejo azul de perder de vista. Em perspectiva, os olhos mostram-nos a longa avenida que se estende do Marquês de Pombal até ao Rossio. É a Avenida da Liberdade, imperial, elegante, real. Sempre na moda... Não restam quaisquer dúvidas: a Avenida da Liberdade é hoje, por direito próprio, a mais bonita, a mais elegante, a mais influente e importante avenida de Lisboa.
Estende-se ao longo do coração da cidade, do seu centro urbano, do eixo mais valioso do ponto de vista imobiliário, onde se encontram os mais caros escritórios de Lisboa, árvores centenárias, as mais frescas sombras e, sobretudo, as mais elegantes lojas da moda internacional. A Avenida da Liberdade é, por isso mesmo, a marca mais moderna e europeia de Lisboa, uma cidade aberta ao Mundo, destino preferencial de milhões de turistas e de empresários em viagens de negócios. Nenhuma outra artéria de Lisboa conjuga todos estes factores: área de lazer (são três, as agradáveis esplanadas que povoam os largos passeios que bordejam a avenida), recreativa e cultural (o velho cinema S. Jorge, o novo espaço Tivoli), centro empresarial e financeiro (quase todos os bancos e seguradoras a operar em Portugal têm dependências e balcões abertos na Avenida) e zona de comércio e serviços.
Não espanta, porém, que operar ou estabelecer-se na Avenida da Liberdade seja hoje, à semelhança do que acontece nas grandes artérias das principais capitais europeias, um sinal de elegância, bom gosto, e, também, de... muito dinheiro. Definitivamente, porém, uma coisa é certa: associada a qualquer marca, a Avenida de Liberdade significa prestígio. Aproveite as tardes de Sol que o fim-de-semana ainda nos oferece e deixe-se ir, pela Avenida, passeando e imaginando tempos antigos. A Avenida, a antiga Avenida da Liberdade, está como nova.
A construção da Avenida da Liberdade teve inicio em 1897, sob a direcção de Rosa Araújo, vindo a ocupar a Zona do Passeio Público, então o mais belo espaço verde da Cidade.
Dos antigos lagos e obras de arte dessa época, restam apenas as estátuas do Tejo e do Douro e os repectivos lagos.
Muitos dos antigos prédios que a ladeavam têm vindo a ser demolidos, dando lugar a modernos edifícios, mas outros há que se mantêm, embora por vezes passem despercebidos aos Lisboetas. De entre estes últimos devem salientar-se os Cinemas S. Jorge, Tivoli e Condes, este último transformado nos últimos anos num restaurante da cadeia Hard Rock, o prédio do Aero Club de Portugal (226 a 228), o edifício da EPAL (22 a 26) e a Embaixada de Espanha.
Para imaginar como seria dantes passear na Avenida, pode-se fazer uma paragem numa das esplanadas locais, no meio dos jardins e das fontes, prestando especial atenção ao trabalho inspirado que os calceteiros portugueses fizeram nesta zona.
A Zona da Avenida da Liberdade encontra-se em Vias de Classificação (com Despacho de Abertara) por parte do IPPAR, e encontra-se iabrangida pela ZEP dos imóveis classificados da Avenida da Liberdade e área envolvente (Portaria 529/96, de 1-10-1996)

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