Câmara de Lisboa cria pombal no Martim Moniz
A Câmara de Lisboa instalou um pombal na histórica Praça do Martim Moniz para controlar a população de pombos e evitar que se alimentem nos passeios.Com a instalação do pombal, a autarquia lisboeta pretende que as aves nidifiquem e se alimentem no pombal, deixando livre o património edificado e outros equipamentos, como fios de alimentação dos eléctricos.
Para a eficácia da medida, "é indispensável que não seja fornecido às aves qualquer outro alimento e que o pombal não seja visitado nem alvo de manobras que possam assustar as aves", disse à Lusa o assessor do vereador da Higiene Urbana, Pedro Amaro.
O pombal tem em conta as características arquitectónicas da zona, seguindo o exemplo de outras cidades europeias como Paris.
Para esclarecer a população residente e o comércio, a autarquia irá distribuir um panfleto sobre os objectivos da instalação do pombal e sobre o Programa de Controlo da População de Pombos e instalar um pequeno cartaz para informar quem passa pela histórica praça lisboeta.
Controlo do número de pombos em LisboaPedro Amaro adiantou que esta é uma forma de controlar o aumento do número de pombos, que gera queixas dos munícipes devido aos incómodos causados pelas aves. "A constatação da destruição do património edificado, dos monumentos e dos pavimentos, bem como a identificação de agentes patogénicos nas aves com eventual risco para a saúde pública, levaram a autarquia a tentar o controlo da população destas aves", salientou.
Para controlar o número de pombos na cidade, a Divisão de Higiene e Controlo Sanitário (DHCS) tem desenvolvido várias medidas, como a utilização de um contraceptivo oral (pílula), que diminui a sua capacidade reprodutiva. Paralelamente, a autarquia tem circuitos de capturas, efectuadas aos domingos de manhã, e envia alguns pombos capturados para o Laboratório Nacional de Investigação Veterinária para pesquisa de agentes patogénicos, incluindo o vírus da gripe das aves.
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