Igrejas e Conventos de Alcântara
Considerada uma réplica, em ponto pequeno, da Basílica da Estrela, a igreja paroquial de São Pedro, em Alcântara apresenta-se naturalmente mais modesta do que o modelo, nos seus elementos arquitectónicos e decorativos.
Na fachada, atente-se no portal com frontão tardo-barroco e no janelão central emoldurado. No interior, observem-se os tectos ornamentados a estuque, os frescos da capela-mor e as imagens de Nossa Senhora da Conceição e de Maria Auxiliadora.
CONVENTO E IGREJA DAS FLAMENGAS (1582-1586 - Rua 1.º de Maio, 20-22)Arquitecto Nicolau de Frias. Fundado por Filipe II, o Convento de Nossa Senhora da Quietação destinava-se a albergar monjas flamengas, fugidas às perseguições calvinistas. Depois da extinção das ordens religiosas, parte do edifício conventual foi adaptado a habitação, do que resultou a sua descaracterização, excepto na igreja a claustro.
No interior da igreja, destaca-se o antecoro, de harmoniosas proporções e que constitui um pequeno repositório do Barroco português, com silhares de azulejos azuis e brancos, talha dourada e painéis de pintura a óleo, atribuídos a Bento Coelho da Silveira.
(ANTIGO) CONVENTO DO MONTE CALVÁRIO (1617 - Rua 1.º de Maio)
Fundado por Dona Violante de Noronha, o convento do Calvário albergou religiosas franciscanas até 1834. Depois, estiveram ali instalados o Recolhimento do Calvário e a Escola Normal de Lisboa, sendo hoje dependências da Escola Superior de Polícia. Apesar das sucessivas remodelações e acrescentamentos, ainda é possível observar o que resta da longa fachada conventual e do exterior da igreja, assim como do amplo claustro de planta rectangular. No átrio do edifício, conserva-se um escudo real com coroa, retirado do frontão do portal para dar lugar às insígnias da Polícia.

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