O Palácio das Necessidades e a lenda da Capela de Nossa Senhora das Necessidades
Antigo convento da Congregação do Oratório, o Palácio das Necessidades, em Lisboa, tornou-se, após a expulsão das ordens religiosas em 1834, residência dos últimos reis da Dinastia de Bragança a partir de D. Maria II (excepção feita ao seu filho D. Luís I, que preferiu o Palácio da Ajuda). Com a proclamação da república, em 5 de Outubro de 1910, tornou-se a sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), função que continua a desempenhar até hoje - ainda hoje a referência às Necessidades é sinónimo de política externa em Portugal.
Reza a tradição que a edificação da Capela da Nossa Senhora das Necessidades teve por origem uma lenda. Em 1580, um casal de tecelões, fugindo à peste que então grassava pela cidade de Lisboa, procurou proteger-se, refugiando-se na Ericeira. Nesta localidade, o casal tinha por devoção venerar uma imagem da Nossa Senhora da Saúde, existente numa pequena ermida.
Por volta de 1604, regressados a Lisboa após o abrandar da peste, o referido casal decidiu trazer consigo a imagem devota que protegera a sua saúde. A fim de cumprir as promessas de gratidão, o casal decidiu dar início à construção de uma ermida para a referida imagem da Nossa Senhora da Saúde. Sob a protecção e o patrocínio de Ana de Gouvêa de Vasconcellos, abastada proprietária da época, começou a ser eregida a ermida.
Dado que estava situada junto ao rio Tejo, designadamente, ao Cais de Alcântara, cedo esta ermida passou a constituir ponto obrigatório de passagem das gentes do mar que a ela recorriam em busca de protecção para a saúde e outras necessidades. A devota imagem da Senhora da Saúde foi adquirindo fama e o seu nome passou a ser associado a outros milagres , o que levou os marítimos da carreira das Índias a formar uma Irmandade que para além de ampliar a ermida, instituíu uma festa anual, a festa do Espírito Santo ou Festa do Azeite, que incluía uma romaria para visitar e venerar a imagem da Nossa Senhora das Necessidades.
A lenda da imagem milagreira espalhou-se, rapidamente, por entre a população.
Em 1705, por ter sido assolado por uma doença grave, o rei D. Pedro II solicitou que levassem até si a imagem da Nossa Senhora das Necessidades. Recuperado e grato, o rei fez retornar a milagrosa imagem à sua ermida, prometendo-lhe, em vida, real protecção.
O rei D. João V continuou a devoção do pai durante os frequentes períodos de enfermidade de que padecia. Como prova de gratidão para com a referida imagem, o rei apropriou-se da capela e propriedades anexas, tornando-as " em nome de Sua Majestade, e para o real Serviço do dicto Senhor ( ... ), posse da dicta Quinta e da Sua Ermida de Nossa Senhora das Necessidades e de todas as suas pertenças e adornos". Como prova de gratidão, o rei ampliou a ermida e procedeu à construção de um palácio para residir. Mandou, ainda, construir um convento, designado por hospício, para albergar eclesiásticos que se dedicassem ao ensino da Teologia, das Humanidades e das Ciências.
Obra de vulto, obrigou à aquisição de pequenas propriedades anexas com a finalidade de alargar a cerca, bem como os jardins do convento e do palácio. Após a conclusão dos trabalhos das obras do Convento, a Congregação do Oratório de Lisboa submeteu à apreciação régia um pedido para ocupar as instalações do edifício.
Por volta de 1604, regressados a Lisboa após o abrandar da peste, o referido casal decidiu trazer consigo a imagem devota que protegera a sua saúde. A fim de cumprir as promessas de gratidão, o casal decidiu dar início à construção de uma ermida para a referida imagem da Nossa Senhora da Saúde. Sob a protecção e o patrocínio de Ana de Gouvêa de Vasconcellos, abastada proprietária da época, começou a ser eregida a ermida.
Dado que estava situada junto ao rio Tejo, designadamente, ao Cais de Alcântara, cedo esta ermida passou a constituir ponto obrigatório de passagem das gentes do mar que a ela recorriam em busca de protecção para a saúde e outras necessidades. A devota imagem da Senhora da Saúde foi adquirindo fama e o seu nome passou a ser associado a outros milagres , o que levou os marítimos da carreira das Índias a formar uma Irmandade que para além de ampliar a ermida, instituíu uma festa anual, a festa do Espírito Santo ou Festa do Azeite, que incluía uma romaria para visitar e venerar a imagem da Nossa Senhora das Necessidades.
A lenda da imagem milagreira espalhou-se, rapidamente, por entre a população.Em 1705, por ter sido assolado por uma doença grave, o rei D. Pedro II solicitou que levassem até si a imagem da Nossa Senhora das Necessidades. Recuperado e grato, o rei fez retornar a milagrosa imagem à sua ermida, prometendo-lhe, em vida, real protecção.
O rei D. João V continuou a devoção do pai durante os frequentes períodos de enfermidade de que padecia. Como prova de gratidão para com a referida imagem, o rei apropriou-se da capela e propriedades anexas, tornando-as " em nome de Sua Majestade, e para o real Serviço do dicto Senhor ( ... ), posse da dicta Quinta e da Sua Ermida de Nossa Senhora das Necessidades e de todas as suas pertenças e adornos". Como prova de gratidão, o rei ampliou a ermida e procedeu à construção de um palácio para residir. Mandou, ainda, construir um convento, designado por hospício, para albergar eclesiásticos que se dedicassem ao ensino da Teologia, das Humanidades e das Ciências.
Obra de vulto, obrigou à aquisição de pequenas propriedades anexas com a finalidade de alargar a cerca, bem como os jardins do convento e do palácio. Após a conclusão dos trabalhos das obras do Convento, a Congregação do Oratório de Lisboa submeteu à apreciação régia um pedido para ocupar as instalações do edifício.
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