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Museu Militar de Lisboa

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O edifício onde se encontram sediadas as várias dependências do Museu Militar, na Freguesia de Santo Estêvão, é portador de memórias passadas que nos remetem para outras construções que foram sofrendo alterações e profundas destruições ao longo de décadas. Os documentos mais antigos remetem-nos para umas construções que aproveitaram uma porção de terreno na parte oriental da cidade, junto, mas exteriores, à muralha fernandina, à beira rio, originadas a partir do fôlego das descobertas, no seu pico máximo, atingido no reinado D. Manuel I. A Actividade do monarca não se limitou à concretização de inúmeras obras artísticas, passou, também, pelo impulso à artilharia florescente, criando novos edifícios junto aos pontos de escoamento da ribeirinha. Contudo, a 11 de Julho de 1726 um incêndio consumia as tercenas das Portas da Cruz que aqui existiam e que serviam de apoio a várias instituições públicas da cidade. D. João V demonstra interesse por este edifício ordenando a sua reedificação. No...

Casa de Reis Camelo

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Construída em 1966 pelo arquitecto Reis Camelo, esta casa nobre foi edificada sobre uma casa apalaçada, presumivelmente anterior a 1755, que existia no local, nas Escolas Gerais n.º 14. A ideia do proprietário e arquitecto era remodelar a casa mantendo as paredes interiores e exteriores, mas cedo se percebeu que não era exequível. Tomou-se então a decisão de demolir as paredes e reconstrui-las respeitando a traça inicial. O edifício já fora alterado ligeiramente no século XIX, mas com esta reconstrução dos anos 60 ficaram mais à vista as características da casa inicial, nomeadamente com a inclusão de portais e sacadas. A fachada principal é limitada por dois cunhais em cantaria e no primeiro piso encontram-se três portais de moldura recta e uma janela de peito gradeada. O segundo piso do edifício caracteriza-se pelas quatro sacadas e na cobertura, de duas águas, abrem-se quatro janelas de água-furtada que alinham pelos eixos dos vãos da fachada.

Palácio dos Condes de Balsemão

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Construído no início do século XVIII, o Palácio pertenceu aos Viscondes de Balsemão (Sousas Coutinho). É um edifício de dois pisos, em que o segundo, considerado nobre, caracteriza-se por quatro janelas de sacada – um par no topo sul da fachada e outro no topo norte – tendo ao centro uma janela brazonada associada ao portal nobre. Além do portal nobre, há, ainda, dois outros portais, um dos quais resultante da transformação de uma janela em 1931, em virtude da instalação de uma mercearia no topo sul do edifício. O portal nobre dá acesso a um átrio calcetado em basalto e calcário, formando estrelas, de onde parte uma escada larga, conduzindo a quatro portas de entrada directa no edifício. O Palácio dos Condes de Balsemão está situado nas Escolas Gerais, n.º 4 a 6.

O «Recinto da Praia»

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O espaço que alberga hoje a Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa reúne um vasto conjunto de características que o tornam impar na cidade de Lisboa. O edifício é designado como «Recinto da Praia», em memória da praia ali existente onde os navios vinham fazer a aguada, a partir do chafariz que existiu precisamente no local onde se encontra o imóvel. Noutros tempos, tratou-se de uma estação elevatória de água, concluída em 1869, que bombeava as águas residuais de Alfama para o depósito existente na Rua da Verónica, na freguesia de São Vicente. Só depois da construção da estação elevatória dos Barbadinhos, em 1880, é que esta estação passou a ter um papel secundário no abastecimento de água aos bairros orientais da cidade. Além desta função, no edifício funcionou também uma oficina de reparação de contadores. Após o 25 de Abril de 1974 foi instalado naquele espaço o Centro de Trabalho do Partido Comunista Português. Hoje em dia, os principais objectivos deste espaço são a investigação, a ...

Palácio Albergaria

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O Palácio Albergaria, um dos edifícios mais emblemáticos da Freguesia de Santo Estêvão, foi construído no decorrer do século XVIII. Edificado pela família Albergaria, passou, já durante o século XIX, para a posse da família Castro Pimentel, do Alentejo. O palácio contempla uma grande sobriedade de linhas, com três pisos com fachadas de rua que se estendem desde o adro lajeado da Igreja de Santo Estêvão, passando pelo Largo de santo Estêvão, até à Rua Guilherme Braga. As fachadas posteriores são muito elevadas em altura devido ao grande desnível topográfico, ocupando uma posição de destaque na malha urbana da colina sobre Alfama. O edifício caracteriza-se também pela ausência de um piso claramente nobre e pelas duas fiadas de sacadas idênticas dos segundo e terceiro pisos, que dão às fachadas sobre o adro da igreja e sobre o largo um ritmo bastante acentuado.

Palácio Teles de Melo

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Construído em 1701, o Palácio Teles de Melo foi a habitação urbana de uma família pertencente à nobreza, à data secretários de guerra dos reis D. João V e D. José I: os Teles de Melo. Na sequência do terramoto que abalou Lisboa em 1755 sofreu várias modificações, nomeadamente a abertura de uma porta de serviço na Calçada do Cascão e o acesso à capela pelo portal nobre. Mais tarde, em 1868, o palácio é convertido em prédio de rendimento através de remodelações sucessivas no seu interior. A vida desta casa nobre de Alfama é acompanhada - a partir do momento em que é transformada em propriedade horizontal – por uma constante diversificação social dos seus ocupantes. O Palácio Teles de Melo tem quatro fachadas, duas delas que acompanham e definem o limite oriental da Rua dos Remédios e o recorte do troço inicial da Calçada do Cascão. Destaca-se em Alfama pelas suas dimensões e pela disposição fora do comum das suas quatro fachadas.

Ermida do Senhor Jesus da Boa Nova

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O Arquitecto Manuel da Costa Negreiros é o autor da construção do monumento em 1744 / 1748. Em 1775 /1776 a ermida foi parcialmente enterrada devido à construção do aterro que permitiu a passagem da estátua equestre de D. José I, originando a Calçada Nova. Em 1793 houve uma petição da Congregação de Santo Estevão para autorização da demolição de um pardieiro contíguo à ermida, e para a doação do terrenos fronteiro até ao muro Calçada nova; 1826 - intervenções na ermida e na casa de despacho. Entre 1870 e 1927 a ermida é administrada por uma irmandade secular com o título de Via Sacra. Fizeram-se obras de recuperação da pintura do retábulo, camarim, trono da capela e da urna do altar e em 1872 a vistoria municipal ao local determinou a remoção de um troço da muralha fernandina. Em 1916 foi extinta a Congregação e consequente abandono da ermida. Contudo, em 1928 a Irmandade pediu ajuda a uma irmã benemérita para obras no exterior do edifício. Já nos anos 70 alteou-se o telhado do corpo a...

Convento de São Salvador

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Foi em 1391 que se fundou o convento por iniciativa do cardeal D. João Esteves ou Afonso de Azambuja (m. 1415), alcaide-mor e arcebispo de Lisboa, o qual, obtidas as necessárias licenças régias e o breve pontifício (de Bonifácio IX, datado de 27 de Fevereiro de 1391), foi doado à ordem de São Domingos (braço feminino). Em 1392 foi fechada a clausura do convento, na presença do arcebispo de Lisboa e do Provincial da ordem de São Domingos e em 1405 reformada a igreja. Em 1415 as obras ainda decorriam, sendo concluidas em 1478, tendo contribuído para tal a rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Este rei isentou as freiras do Salvador do pagamento de portagens, tributos e serviços. Em 1530 no convento residiam 95 mulheres (entre professas e serviçais). Em 1884 dá-se a expropriação do convento pela Fazenda Nacional pela morte da última freira (sendo que, pelo decreto liberal da expulsão das ordens religiosas, não ingressaram noviças desde 1834), tendo já o imóvel sido cedido por D. Luís I ...

Chafariz de Dentro

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O Chafariz ou Fonte dos Cavalos ou de Dentro é uma nascente muito antiga e a referência mais antiga que se conhece data do ano de 1285. Este símbolo arquitectónico do bairro foi também denominado noutros tempos de Fonte ou Chafariz de Alfama. Porém, só muito tempo depois da construção da cerca fernandina, provavelmente desde os princípios do século XVII, este lugar passou a ser chamado de Chafariz de Dentro, devido a ficar situado do lado interior da cerca fernandina e em oposição ao Chafariz da Praia ou ao Chafariz dos Páos, que ficavam do lado de fora. Numa das suas crónicas, Fernão Lopes esclarece que as bicas deste chafariz – que os castelhanos quiseram levar como memória depois do saque à cidade em 1373 – tinham o feitio de cabeças de cavalos em bronze. Há ainda várias referências histórias que apontam para que debaixo do chafariz existisse um lago. De facto, encontram-se no local duas casas de água, cada uma como a sua nascente. Uma é a do Chafariz de Dentro, onde está uma arca d...

Beco do Penabuquel

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Toda a zona de Alfama, em particular a Freguesia de Santo Estêvão é bastante rica em termos arquitectónicos. Vestígios de outras épocas impregnados de história estão presentes um pouco por todo o lado, mas se as igrejas e os palácios, por exemplo, saltam mais à vista, o mesmo já não acontece quando falamos de ruas, largos, ruelas, becos, arcos ou chafarizes. É o caso do Beco do Penabuquel. Tendo início na Rua do Jardim do Tabaco, passa despercebido aos olhares menos atentos. Porém, neste beco podem ainda ser encontrados vestígios da cerca fernandina e um arco - logo no seu início - que foi considerado como uma «porta» da cidade de Lisboa. Estas razões fazem com que o Beco do Penabuquel faça parte do património histórico da Freguesia de Santo Estêvão. A origem do nome Penabuquel está ligada a uma reminiscência árabe do patronímico Bem Abuquer , ou seja, filho de Abuquer ou Abuker , muito provavelmente uma pessoa importante que habitou ou teve alguma propriedade naquela zona durante o do...

Palácio da Dona Rosa

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Conhecido popularmente por «Palácio da Dona Rosa», embora se desconheça qualquer ligação do edifício a famílias nobres, este solar setecentista, cujo fundador se desconhece, pertenceu a uma Dona Rosa, de quem apenas se sabe nome, mas que deve ter sido personagem marcante na história do sitio, uma vez que o seu nome passou a topónimo popularmente referido. Após a sua morte o prédio foi vendido a Cândido Máximo de Abreu, que transformou o piso térreo, incluindo a capela, em espaços de armazéns e de habitação, tendo o projecto de alterações dado entrada na Câmara de Lisboa em 1884. Em 1883, a Capela de Nossa Senhora da Conceição estava ainda incluída no distrito da paróquia de Santo Estêvão. A cruz e os pináculos que coroavam a fachada foram retirados, enquanto o púlpito e o tecto de masseira com pinturas em tela foram transferidas para uma igreja em Alhandra, permanecendo, no entanto, os azulejos barrocos das antigas capela e sacristia. Em 1889 começa aí a funcionar uma taberna. Do porta...

Palácio Azevedo Coutinho

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A primeira referência documental relativa à existência de casas no local data de 1638, informação coadjuvada pela planta de Tinoco, datada de 1650. Nesta última, vêem-se construções que ocupam uma área correspondente ao lote onde se situa actualmente o palácio. É de crer que se tratou desde essa época de uma habitação de características nobres, se atendermos à tipologia planimétrica e funcional que frequentemente os palácios citadinos de Lisboa tinham nessa época, consistindo muitas vezes num mero agregado díspar de casas habitadas pela família alargada de um nobre. A estrutura desenvolve-se sobre dois arcos, um de volta perfeita (a do Chanceler) e outro de volta abatida, integrado na fachada principal. A história do palácio está intimamente ligada ao arco de volta perfeita, provavelmente quinhentista (tratar-se-á de um arco da segunda metade do século XVI), que no século XVII passou a ser conhecido por Arco de Chanceler, topónimo que subsiste até hoje. Do núcleo primitivo subsiste a f...

Rua dos Remédios

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“A Rua dos Remédios segue no seu último troço, à esquerda, até à confluência do Paraíso; nós enfiamos por este pitoresco arco das Escadinhas dos Remédios – tão pintado por artistas poetas – com a nesga do Tejo ao fundo, e embrenhamo-nos num sistema de vielas e de becos, os últimos da Peregrinação de hoje; à esquina desta serventia, com frente para a Rua fica-nos este grande prédio antigo, n.º 162, que é, desde 1909, a sede do Centro Escolar Republicano Dr. Alberto Costa, onde recebem instrução cento e quarenta crianças. Nestas escadinhas observa, na sobreporta n.º 10, um registo de azulejos, datado de 1757, que nos dá – mais a Sagrada Família, cujo Menino parece que vai a descer os degraus da viela, com medo de cair. Agora do Beco do Surra, à esquerda, mostra-nos meia dúzia de minúsculos lanços de ruela, com as inevitáveis escadinhas; observa apenas estas casa, n.º 41-43, de curiosas janelas, e de cuja frontaria saem uns cachorros de pedra, grossos, com calha, nos quais em tempos velh...

O edifício da Junta de Freguesia

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No antigo palácio da Rua dos Remédios onde funciona, desde 1947, a Junta de Freguesia de Santo Estêvão subsistem dois conjuntos azulejares do século XVIII. Estes azulejos foram recentemente registados para integrarem o “Inventário do Património em Azulejo do Século XVIII em Território Continental ”, promovido pela Universidade Aberta e pelo Museu Nacional do Azulejo. Os conjuntos localizam-se no andar nobre do edifício, em duas salas distintas, e revestem as paredes até meia altura (silhar). Embora não se encontrem completos, são exemplares de grande interesse pois são testemunhos da ornamentação original do palácio. Um dos conjuntos, do início do século XVIII, representa albarradas: vasos de flores decorados com escamas, que se repetem numa composição enquadrada por uma barra de enrolamentos vegetalistas estilizados. O conjunto existente numa outra sala caracteriza-se pela policromia e por figurar medalhões com vasos floridos, ladeados por almofadas e grinaldas, elementos estilísticos...

Beco Maria da Guerra

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Os nomes das ruas entram de tal forma nas nossas rotinas que deixam de ter qualquer significado senão o de indicarem o caminho que poderemos seguir para chegar a um qualquer lugar. Se alguns dos nomes ainda nos dizem qualquer coisa outros há que são, à primeira vista, um verdadeiro mistério. Nesta última categoria poderemos incluir o nome de uma mulher que deu origem ao topónimo de uma das vias da freguesia de Santo Estêvão: «Maria da Guerra». Quem teria sido esta «Maria da Guerra»? A resposta encontra-se num velho exemplar da revista «Olisipo». Em Julho de 1945, António de Pampulha contava desta forma a história de «Maria da Guerra»: «Gomes de Brito, Deus sabe com que pesar, não descobriu quão fora a Maria da Guerra que nomeara o beco que existe na freguesia de Santo Estêvão. Mas não se conteve que não falasse da mãe do poeta satírico Gregório de Matos Guerra, que Maria da Guerra se chamou neste mundo. São dele estas palavras: “(…) não parece que não possa ter sido esta Maria da Guerr...

Capela de Nossa Senhora dos Remédios

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Dedicada ao Espírito Santo, a Capela de Nossa Senhora dos Remédios foi edificada cerca de 1517, como capela da Irmandade de São Pedro Telmo, cujos membros eram pescadores e mareantes. A devoção à Senhora dos Remédios está ligada a uma lenda antiga, segundo a qual um pescador morador em Alfama teria encontrado uma imagem de Nossa Senhora num poço, que foi posteriormente levada para a ermida dos pescadores. Para além da ermida, a irmandade mandou construir um hospital, dedicado à assistência a mulheres pobres, denominado no Compromisso de 1551 como "sprital de Esprito Sancto", e que mais tarde teria um importante papel na assistência a crianças abandonadas. Em 1606 foram acrescentados ao edifícios do templo e hospital a sacristia, a Casa do Despacho e casas para utilização da confraria. No ano de 1694 a igreja e as casas da irmandade foram remodeladas. Depois do terramoto de 1755, o conjunto da capela, casas e hospital ficaria muito danificado, e por isso, a irmandade ordenou a...

Postais...

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Parque Eduardo VII

Janelas...

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S. Bento

Vai amar Lisboa

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Vai correndo deixando a raiva para trás Subindo as ruas que um dia A vida o fez caminhar Vai olhando a noite que está a cair Nos braços da velha cidade Que mostra o que o dia escondeu Vai leva na alma a mesma paixão Vai deixa um rasto de sangue no chão Vai ... amar Lisboa...amar Lisboa Desce as ruas que abraçam o cais de sodré Sente a alma e a fé das mulheres que vendem o amor Vê a noite que despe Lisboa cidade Que ama o fado e a saudade Da gente que vive para amar Vai leva na alma a mesma paixão Vai deixa um rasto de sangue no chão Vai ... amar Lisboa...amar Lisboa Amar Lisboa... Amar Lisboa Amar Lisboa... Amar Lisboa Amar Lisboa... Amar Lisboa Amar Lisboa... Amar Lisboa (Jorge Vadio)

Freguesia de Nª Sra. de Fátima

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Freguesia criada através da Reforma Administrativa de 1959, Nossa Senhora de Fátima ocupa uma área desmembrada da freguesia de S. Sebastião da Pedreira. O palco onde a sua área geográfica se desenvolve, possuidor de um cenário original e único no panorama das freguesias da capital, é regra geral adjectivado como “de elite”. A freguesia de Nossa Senhora de Fátima ocupa uma zona que foi habitada desde tempos ancestrais, como dão conta diversos testemunhos arqueológicos aqui descobertos e datados do Neolítico. Durante o domínio árabe foi o local polvilhado por hortas e almuinhas que, fazendo jus à fertilidade e riqueza daquelas terras, se constituíram durante séculos como o cartão de visita deste então arrabalde lisboeta. Por volta do século XIII começou o aprazível e bucólico lugar, situado numa das principais vias de acesso à fortificada Lisboa, a ver as suas hortas transformadas em quintas e cercas conventuais. O sítio foi desde logo escolhido pela capital como um dos seus principais a...