Convento de São Salvador
Foi em 1391 que se fundou o convento por iniciativa do cardeal D. João Esteves ou Afonso de Azambuja (m. 1415), alcaide-mor e arcebispo de Lisboa, o qual, obtidas as necessárias licenças régias e o breve pontifício (de Bonifácio IX, datado de 27 de Fevereiro de 1391), foi doado à ordem de São Domingos (braço feminino).Em 1392 foi fechada a clausura do convento, na presença do arcebispo de Lisboa e do Provincial da ordem de São Domingos e em 1405 reformada a igreja.
Em 1415 as obras ainda decorriam, sendo concluidas em 1478, tendo contribuído para tal a rainha D. Leonor, mulher de D. João II. Este rei isentou as freiras do Salvador do pagamento de portagens, tributos e serviços. Em 1530 no convento residiam 95 mulheres (entre professas e serviçais).
Em 1884 dá-se a expropriação do convento pela Fazenda Nacional pela morte da última freira (sendo que, pelo decreto liberal da expulsão das ordens religiosas, não ingressaram noviças desde 1834), tendo já o imóvel sido cedido por D. Luís I para a instalação da
Associação Protectora dos Meninos Pobres e da Associação Protectora de Escolas e Asilos para Rapazes Pobres das dominicanas.
Associação Protectora dos Meninos Pobres e da Associação Protectora de Escolas e Asilos para Rapazes Pobres das dominicanas.Em 1910 deu-se então a expulsão do antigo complexo arquitectónico conventual das 2 associações dirigidas pelas dominicanas, sendo o edifício cedido em 1911, por decreto governamental, para a instalação das escolas do Centro Republicano Alexandre Braga, da Academia da Instrução Popular da Direcção do Patronato da Infância e de um posto sanitário. Três anos depois instala-se também no edifício o Centro Escolar Magalhães Lima.
Em 1929 continua no imóvel o Patronato da Infância (posteriormente designado Casa dos Rapazes).
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