Alfama de ontem e de hoje
“Se repararmos na carta topográfica de Lisboa, logo verificamos que Alfama representa desde o princípio a descida do ‘Castelo’ para o Tejo (...)”.
“A atracção do rio produziu Alfama, que, assim, é o resultado de duas forças: a expansão da cidade, apertada entre as muralhas primitivas, à medida que a população cresce, e a atracção do rio, provocada pela actividade mercantil e marinheira”.
“A Alfama piscatória era bem etnograficamente a sucessora da Alfama casquilha. Alfama nasceu, quando Lisboa se aproximou do rio, descendo da cidadela à margem do Tejo. Alfama transformou-se, quando a população antiga foi atraída para a cidade nova; os descendentes dos habitantes do ‘bairro casquilho, aristocrático
, alindado’, como se exprimiu Herculano, saíram da ‘cerca velha’; o que fez a população abandonar a Alcáçova, para campear orgulhos e comodidades no que foi Alfama, levou a mesma categoria social da população da Alfama velha ao abandono desta pelos bairros novos da cidade (...)”.
“Hoje ainda, Alfama, bairro de gente de trabalho, conserva aspecto secular e revela feição própria. Da padaria aos remédios, da marinha ao castelo, para empregar a forma expressiva e larga de antanho, sobe e alarga-se o que é, foi e para bom nome da cultura portuguesa será sempre Alfama.
Entremos agora em Alfama, esta Alfama viva, que vemos palpitar. Esta, que nos rodeia com suas casas típicas, e em cujas ruas, becos, escadinhas e calçadas nos embrenhamos, perdendo-nos no tempo como nos perdemos no espaço”.
“A atracção do rio produziu Alfama, que, assim, é o resultado de duas forças: a expansão da cidade, apertada entre as muralhas primitivas, à medida que a população cresce, e a atracção do rio, provocada pela actividade mercantil e marinheira”.
“A Alfama piscatória era bem etnograficamente a sucessora da Alfama casquilha. Alfama nasceu, quando Lisboa se aproximou do rio, descendo da cidadela à margem do Tejo. Alfama transformou-se, quando a população antiga foi atraída para a cidade nova; os descendentes dos habitantes do ‘bairro casquilho, aristocrático
, alindado’, como se exprimiu Herculano, saíram da ‘cerca velha’; o que fez a população abandonar a Alcáçova, para campear orgulhos e comodidades no que foi Alfama, levou a mesma categoria social da população da Alfama velha ao abandono desta pelos bairros novos da cidade (...)”.“Hoje ainda, Alfama, bairro de gente de trabalho, conserva aspecto secular e revela feição própria. Da padaria aos remédios, da marinha ao castelo, para empregar a forma expressiva e larga de antanho, sobe e alarga-se o que é, foi e para bom nome da cultura portuguesa será sempre Alfama.
Entremos agora em Alfama, esta Alfama viva, que vemos palpitar. Esta, que nos rodeia com suas casas típicas, e em cujas ruas, becos, escadinhas e calçadas nos embrenhamos, perdendo-nos no tempo como nos perdemos no espaço”.
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