Praça de Touros do Campo Pequeno
A Praça de Touros do Campo Pequeno foi construída em tijolo vermelho e estilo neo-árabe (António José Dias da Silva) e foi inaugurada em 18 de Agosto de 1892. A iniciativa ficou a dever-se a um grupo de aficionados, cujos nomes constam de uma placa que ladeia a entrada.
A praça, de belo efeito decorativo, tem cúpulas e janelas rasgadas. Ocupa uma área de 5.000 metros quadrados, tem um redondel de 80 metros de diâmetro e uma capacidade de 8.700 lugares. Nela correram os melhores touros, tourearam os melhores cavaleiros e pegaram os melhores forcados.

No seu extenso currículo contam-se apenas duas colhidas mortais (1904 e 1966). Detentora de uma excelente acústica, a praça é muitas vezes utilizada para concertos (fora da época dos touros). Classificada como monumento nacional, alberga ainda um museu de tauromaquia. Aliás, até a estação do metro do Campo Pequeno é alusiva à tauromaquia.
No início dos anos 90, a Câmara Municipal de Lisboa, em conjunto com a Casa Pia, proprietária do imóvel, definiram um programa para a sua recuperação, que se encontrava em progressivo estado de degradação, nomeadamente ao nível dos blocos de revestimento da fachada, acessos interiores e outros elementos estruturais e não estruturais. Pretendia-se reabilitar e modernizar este espaço, de modo a permitir uma utilização polivalente ao longo de todo o ano, possibilitando a realização de diferentes tipos de espectáculos e complementando essa actividade com um parque de estacionamento subterrâneo, de modo a retirar da superfície o parqueamento de carros que envolvia o monumento e que afectava a sua grandiosidade.
A Sociedade de Recuperação Urbana do Campo Pequeno, SRUCP, desenvolveu então um estudo a partir dos princípios programáticos referidos e que incluía ainda uma zona comercial, que permitiria libertar alguns meios financeiros necessários à obra, bem como a manutenção posterior do edifício. O projecto de arquitectura foi da responsabilidade do Arqto. José Bruschy, com a colaboração dos Arqtos. Pedro Fidalgo, Filomena Vicente e Lourenço
Vicente. Como objectivo, foi delineado à partida que o espaço da zona de construção subterrânea deveria conservar todo o jardim envolvente, sem corte nem danificação de nenhuma das árvores de grande porte aí existentes .Pretenderam, ainda, que o espaço a intervir na envolvência do edifício se situasse o mais próximo deste, de forma a interligar os espaços, maximizando a sua valência, e que o centro comercial enterrado fosse agradável e apelativo à visita, em particular, no que respeita à sua funcionalidade e entrada de luz natural.
Destas linhas gerais de concepção resultou um projecto baseado numa intervenção em coroa circular em torno da Praça, até ao limite do jardim, com aproveitamento das zonas não arborizadas alinhadas com os torreões. Esta zona exterior inclui três níveis de estacionamento (níveis -4 a -2) e um primeiro piso também enterrado, destinado a actividades comerciais e lúdicas, com ligação ao interior da Praça através de 5 túneis sob o edifício existente, a um espaço escavado sobre a actual arena, destinado à restauração.
No piso térreo da praça foi realizada uma intervenção de reabilitação e modernização dos espaços, com ligação em vários pontos à zona comercial. Neste contexto foi executado um nível de mezanine, tirando partindo do elevado pé direito aí existente, e feita, ainda, uma intervenção mais profunda ao nível dos acessos e outros espaços nos torreões.
Prevê-se a re-abertura para breve.
De um Campo Pequeno por exemplo como era em 1947

passaremos possívelmente para este...

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