Edifício na Avenida Duque de Ávila, nº 28 - 30
Em 1919 foi feito o pedido de autorização municipal para a construção do edifício, pelo proprietário do terreno, António Gonçalves Negrão e em 1920 foi elaborado o projecto do edifício, da autoria do Arquitecto Manuel Joaquim Norte Júnior.Em 1929 a obra encontrava-se concluída e era proprietária do imóvel D. Maria Júlia Taveira; a loja com o nº 30 era então ocupada pela Associação Humanitária Cruz de Malta.
Trata-se de uma arquitectura civil residencial, ecléctica: prédio de rendimento urbano, cuja fachada se torna interessante pela movimentação obtida através da alternância de saliências e reentrâncias e ainda pela dinamização favorecida pela componente ornamental de carácter escultórico.
De planta rectangular, o edifício apresenta volumetria paralelepipédica, sendo a cobertura homogénea efectuada por telhados a 2 águas. Com abertura de vãos a ritmo regular, o alçado principal voltado a N., parcialmente revestido com placagem de cantaria, organiza-se em 6 pisos, e apresenta pano de muro compartimentado em 3 corpos, dos quais se distingue o central: o piso térreo regista área comercial a eixo, ladeada por 2 vãos de verga recta sobrepujados de áticas, correspondentes, o situado a O. a corredor comunicante com o alçado tardoz e o localizado a E. à porta principal. No 1º andar, observam-se janelas de peito com verga esculpida e guarda metálica, com destaque para a janela tripartida inscrita em arco em asa de cesto localizada axialmente; esta é delimitada lateralmente por 2 cariátides, a partir das quais desenvolve emolduramento que circunscreve e destaca o corpo central até ao 4º piso, aí rematando num arco de volta perfeita sobrepujado por ática
circular animada por composição escultórica com representação de rosto feminino. Organizadas em simetria em função do corpo central, as fenestrações sucedem nos andares seguintes no alinhamento dos vãos descritos, registando-se não só janelas de peito, inscritas em arcos de volta perfeita acentuados por arquivoltas e com guarda metálica, bem como janelas de sacada, todas elas com diferente inserção arquitectónica. O mesmo se verifica ao centro, apenas se constatando a manutenção de uma estrutura tripartida. Acede-se ao interior do edifício através de átrio rectangular a partir do qual desenvolve a escadaria conducente aos fogos e à caixa de elevador: apresenta panos laterais animados inferiormente por painéis em mármore, tectos com estuques e guarda-vento inscrito em arco de volta perfeita. Reconhece-se a existência de 1 fogo por piso, organizando-se a compartimentação interna segundo um eixo longitudinal de distribuição, ao longo do qual se reconhecem compartimentos dominantemente rectangulares.
circular animada por composição escultórica com representação de rosto feminino. Organizadas em simetria em função do corpo central, as fenestrações sucedem nos andares seguintes no alinhamento dos vãos descritos, registando-se não só janelas de peito, inscritas em arcos de volta perfeita acentuados por arquivoltas e com guarda metálica, bem como janelas de sacada, todas elas com diferente inserção arquitectónica. O mesmo se verifica ao centro, apenas se constatando a manutenção de uma estrutura tripartida. Acede-se ao interior do edifício através de átrio rectangular a partir do qual desenvolve a escadaria conducente aos fogos e à caixa de elevador: apresenta panos laterais animados inferiormente por painéis em mármore, tectos com estuques e guarda-vento inscrito em arco de volta perfeita. Reconhece-se a existência de 1 fogo por piso, organizando-se a compartimentação interna segundo um eixo longitudinal de distribuição, ao longo do qual se reconhecem compartimentos dominantemente rectangulares.
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