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Chão do Loureiro

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No chão do Loureiro, onde ainda se integrava o antigo Terreirinho, e defronte daquela fachada Norte do Palácio Caldas, existiram talvez até meados do séc. XX umas casinhas pequenas e modestas, ainda do séc. XVIII. Hoje, no seu lugar fica o desinteressante edifício do Mercado do Chão do Loureiro, a dar para o Largo da Atafona, que de Largo tem muito pouco, rumo a S. Cristóvão, local onde vão dar as escadinhas que lá atrás escolhi não subir.Voltando ao Chão do Loureiro e entrando pela sua Travessa, vêm-se outras escadinhas que vão dar à Calçada do Marquês de Tancos. Lá do alto, oculto, debruça-se um lanço da muralha do Castelo, aquela sobre a qual se elevou a Alcáçova Real e de onde penderam as traseiras do aquartelamento de Caçadores 7. Abeirando-se das escadinhas, por detrás do gradeamento, fica uma das belas esplanadas de Lisboa. Mas, encostada ao paredão, fica também uma casinha branca muito antiga, talvez parecida com aquelas entretanto desaparecidas no Largo cá em baixo. Note-se o ...

Largo do Caldas

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Subindo, até ao Largo do Caldas. A origem do nome vem deste grande edifício, à nossa esquerda, cuja fachada deita para o largo entre o Chão do Loureiro e a Rua de S. Mamede, e que foi construído por João e Luís Rodrigues Caldas, homens abastados do sítio.O local teve outras designações. Antes de "Caldas" foi durante algum tempo "Praça da Bela Vista", e anteriormente ao Terramoto chamava-se "Largo do Conde de S. Vicente". Mas o nome mais recuado foi o de "Terreirinho do Ximenes", que durou perto de 200 anos. Quase tantos como o nome "Caldas", que recentemente foi substituído por "Largo Adelino Amaro da Costa", o que não deve ser estranho ao facto da sede do CDS se situar precisamente no referido edifício, o palácio Caldas.Olhemos o palácio. Construído já depois do Terramoto, é de uma sobriedade burguesa onde não se distinguem grandes pretensões artísticas, impondo-se mais pela volumetria e solidez. Tem ainda jardins interiores...

Dedicatória de Lisboa a um pretor

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No outro outro lado desta Travessa do Almada, justamente no edifício "Almada" cuja fachada já tínhamos visto antes. Aqui, encontramos quatro lápides e pedras romanas, que se podem ler com pouca dificuldade. Foram encontradas soterradas neste local, em 1749, quando o tal João de Almada e Melo mandou escavar a abertura das fundações onde assentou o edifício. Este sítio foi fértil em achados arqueológicos da época romana, e o próprio Teatro Romano agora museu, fica a dois passos daqui. A lápide maior tem escrita uma dedicatória de Lisboa a um pretor, cuja tradução pode ser: «Felicitas Julia, Olisipo, dedica a Lúcio Cecílio, filho de Lúcio Celeri, recto questor da província da Bética, tribuno do povo e pretor». A primeira lápide, no começo da Travessa, está incompleta. É, na melhor das interpretações, uma dedicatória de um tal Caio Júlio a Mercúrio e a César Augusto. A lápide seguinte, sobre uma pequena coluna diz que «Tito Licínio Amarantio por voto dedicou à mãe dos deuses». A ...

A Confeitaria Lusitana

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Antes subir a Travessa do Almada, rumo às Pedras Negras. E logo aqui a seguir à esquina, encontra-se a porta do nº2 da Travessa do Almada, já sem o letreiro em azulejo que ainda existia por volta de 1920 e que dizia "Confeitaria Lusitana". Por aqui perto, mais para baixo, quase ao fundo da Rua dos Fanqueiros, corria no séc. XVIII a Rua da Confeitaria e os doceiros campeavam na vizinhança. A designação "Confeitaria" perdurou depois do Terramoto na boca do povo. Hoje perdeu-se essa memória e em vez dos azulejos existe é um sinal de estacionamento proibido, o que faz suspeitar que a antiga Confeitaria sirva agora de garagem.Esse mesmo prédio corre ao longo de toda a Travessa do Almada e pertenceu à família dos Condes de Redinha, parentes do Marquês de Pombal a quem a casa talvez tenha também pertencido. O brasão de Pombal ainda existe na frontaria que dá para a Rua das Pedras Negras.

A Igreja da Madalena

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A Igreja da Madalena é uma reedificação integral do período imediato ao terramoto. A primitiva igreja já existia em 1164. Foi reedificada em 1262, restaurada depois do cerco castelhano de 1372, e finalmente incendiada em 1755. A reconstrução do templo iniciou-se em 1761, sob as ordens do arquitecto João Paulo, ficando patente aos fiéis em Julho de 1783, apesar de as obras não estarem concluídas. No século passado a igreja sofreu vários restauros, nomeadamente em 1840, 1880 e 1884. Depois do terramoto a sede da paróquia instalou-se num barracão onde assistia a paróquia da Conceição Nova, passando em 1758 para a Igreja de S. Martinho, ao Limoeiro. Em 1766 foi ocupar a sacristia da primitiva igreja, que o fogo não devorara. A Igreja da Madalena situa-se no largo do mesmo nome, próximo do local onde existiu uma das mais importantes portas da Cerca Moura. Na frontaria há três portais, destacando-se o do centro, manuelino. Este portal (monumento nacional), sobrevivência do templo anterior a...

Igreja da Conceição Velha

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A Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia havia sido mandada levantar, cerca de 1520, por D. Manuel, no local da antiga sinagoga dos judeus. As obras foram ultimadas já durante o reinado de D. João III. Era um magnífico templo com vinte colunas monolíticas de mármore e obra de talha preciosa. O terramoto destruiu-o quase inteiramente. Aí se levantou pouco depois a Igreja da Conceição Velha, que recebeu este nome para a diferenciar da Conceição Nova, sendo confiada aos freires de Cristo que a tiveram como templo seu até 1834. A fachada da igreja que dá para a Rua da Alfândega é verdadeiramente notável pelo rico portal manuelino que conserva. Enquadram o pórtico dois botaréus rematados por esferas armilares, cujo intradorso é todo lavrado de ornatos da Renascença, e que se ligam ao alto por uma cornija rendilhada. Dentro deste perímetro abre-se um arco de volta inteira adornado de cogulhos e florões. Nos colunelos há nichos com estátuas sob baldaquinos. Aos lados do portal vêem-se dois j...

Luta contra o cancro da mama em destaque na Baixa de Lisboa

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Um grupo de mulheres vai juntar-se hoje na montra principal da Loja das Meias, no Rossio, em Lisboa, numa acção da Associação Portuguesa de Apoio às Mulheres com Cancro da Mama. A iniciativa pretende alertar quem passa na Baixa para a importância da detecção precoce do cancro da mama. Se for identificada numa fase inicial, a doença é curável em 90 por cento dos casos.Médicos e profissionais de saúde estarão presentes para explicar aos cidadãos a importância do auto-exame regular da mama. Esta é uma das medidas que, segundo a associação, pode reduzir o número de mortes anuais das mulheres por cancro da mama. Durante a iniciativa, que assinala o Dia Nacional da Prevenção do Cancro da Mama, serão distribuídos folhetos explicativos do auto-exame da mama. Todas as pessoas receberão também um certificado que as compromete a divulgar esta prática junto das mulheres que conhecem.Dos quatro mil novos casos de cancro da mama que surgem por ano em Portugal, 1500 têm como consequência a morte. Em ...

«Star Wars» em Lisboa

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Exposição apresenta 231 objectos criados e utilizados nos seis filmes da saga, nomeadamente uma nave e fatos originais. Os fatos originais do vilão Darth Vader e do mestre Jedi Yoda, duas das personagens centrais da saga cinematográfica «Guerra das Estrelas», são as atracções de uma exposição que Lisboa recebe a 01 de Novembro, escreve a Lusa. Promovida pela UAU, a exposição «Star Wars» estará patente até 14 de Janeiro no Museu da Electricidade, ocupando uma área de dois mil metros quadrados, onde se exibem centenas de objectos que integram o universo de ficção científica imaginado pelo realizador norte-americano George Lucas. A exposição apresenta 231 objectos criados e utilizados nos seis filmes da saga, entre os quais a nave Naboo N-1, com dez metros de comprimento, e os fatos de personagens como o felpudo Chewbacca e a rainha Padmé Amidala. A exposição, que estará repartida por salas com os nomes dos vários planetas que povoam a galáxia «Guerra das Estrelas», passa ainda em revista...

Monumentos emblemáticos de Lisboa em site a três dimensões

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Os visitantes do site a três dimensões www.3dlisboa.com vão poder «percorrer» a partir de Novembro o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e o Panteão Nacional, em resultado de um protocolo hoje assinado, em Lisboa. Iniciativa do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) com o apoio dos CTT - Correios de Portugal, a visita virtual daqueles três monumentos também será possível no «site» daquele organismo, www.ippar.pt disse à Agência Lusa Elísio Summavielle. De acordo com o presidente do IPPAR, o objectivo do projecto é «divulgar e promover o património edificado, possibilitando uma visita virtual aos monumentos portugueses a partir de qualquer parte do mundo». Criado pela empresa 3D Cities - Sistemas Digitais Tridimensionais, o www.3dlisboa.pt é um sítio na Internet que mostra a capital ao pormenor, em três dimensões, «com uma nova tecnologia que está a ser utilizada actualmente apenas em Inglaterra», observou Elísio Summavielle. «Acedendo ao site 3dlisboa ou ao site ...

Muse regressam hoje a Lisboa com mega-concerto no Campo Pequeno

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Lotação esgotada para o concerto desta quinta-feira no Campo Pequeno. A banda inglesa Muse tem a honra de dar o primeiro concerto rock naquele espaço renovado. Lisboa é a segunda cidade a receber o grupo na nova tournée, depois de Bilbao. Espera-se muita luz e efeitos visuais para a apresentação de Black Holes and Revelations. Muita cor, raios laser, robôs, letras gigantes, um palco arrojado e mais um álbum cósmico. Lisboa volta a receber os Muse na tournée de promoção do seu quarto registo, Black Holes and Revelations. A banda de Matt Bellamy é protagonista esta quinta-feira do primeiro grande concerto do Campo Pequeno renovado. O espectáculo desta noite - esgotado há muito - tem a primeira parte a cargo dos catalães Poet in Process e o seu pop-rock alternativo. Às 22h, sobem ao palco os Muse. A banda originária de Teignmouth, no Sul de Inglaterra, regressa a Portugal com o seu rock épico e dramático, agora sob o tema de um faroeste marciano. O álbum Black Holes and Revelations, lança...

Aborto: Clínica dos Arcos vai abrir instalações em Lisboa já em 2007

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A Clínica dos Arcos, que nos últimos 12 meses recebeu nas suas instalações, em Espanha, quatro mil portuguesas que queriam interromper a sua gravidez, vai abrir instalações no centro de Lisboa durante o primeiro trimestre de 2007. A garantia foi dada ao PUBLICO.PT pela directora da clínica, Yolanda Hernandez, que assegura que já estabeleceu contactos com a Direcção-Geral de Saúde (DGS) portuguesa, com alguns partidos políticos e com organizações de mulheres. A directora adiantou ainda que a clínica - que será composta por pessoal médico português - irá abrir, "independentemente" do resultado do referendo em Portugal, uma vez que iniciou os contactos para a abertura do estabelecimento de saúde mesmo antes de saber da convocação de um novo referendo.Em toda a Espanha existem cerca de 120 clínicas com a mesma acreditação especial do Ministério espanhol da Saúde para a prática da interrupção da gravidez. Contactada pela agência Lusa, a Direcção-Geral de Saúde confirmou que tem si...

Postais...

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Capela e imagem no Miradouro da Senhora do Monte

Natal: Maior árvore da Europa regressa a Lisboa

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A maior árvore de Natal da Europa está a ser erguida, na Praça do Comércio. Este ano dedicada à temática dos sinos, a estrutura terá mais três metros que em 2005, alcançando os 75 metros. A Árvore de Natal gigante poderá ser vista desde a segunda quinzena de Novembro até ao dia 7 de Janeiro de 2007, dia da comemoração do Natal Ortodoxo. Ao longo destes dois meses, está prevista a realização de um conjunto de acções de animação no local. A Árvore de Natal Millennium BCP é uma produção da Better World, empresa organizadora do Rock in Rio-Lisboa.

Lisboetas...

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Quão aprasível é o Tejo... amigo da solidão...beleza da cidade...

Lisboa

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Digo: "Lisboa" Quando atravesso - vinda do sul - o rio E a cidade a que chego abre-se como se do meu nome nascesse Abre-se e ergue-se em sua extensão nocturna Em seu longo luzir de azul e rio Em seu corpo amontoado de colinas - Vejo-a melhor porque a digo Tudo se mostra melhor porque digo Tudo mostra melhor o seu estar e a sua carência Porque digo Lisboa com seu nome de ser e de não-ser Com seus meandros de espanto insónia e lata E seu secreto rebrilhar de coisa de teatro Seu conivente sorrir de intriga e máscara Enquanto o largo mar a Ocidente se dilata Lisboa oscilando como uma grande barca Lisboa cruelmente construída ao longo da sua própria ausência Digo o nome da cidade- Digo para ver (Sophia de Mello Breyner Andresen)

Assim nasceu Alcântara...

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Em tempos remotos, nos vales hoje sensivelmente ocupados pela Avenida da Ceuta e campos vizinhos, prosseguindo até ao Tejo pelos terrenos onde ainda está a linha de caminho de ferro, corria uma ribeira que nascia perto de Belas. Segundo os historiadores, foi pelos Árabes construída no final dos anos 200, princípios dos anos 300 (Séc. III e IV), mais ou menos no sítio da actual passagem de nível, uma ponte que ligava as duas margens da ribeira. Foi essa ponte que deu nome ao local Al-qantara que significa, em Árabe - a ponte. Foi junto à ponte que, em 25 de Agosto 1580, se deu a batalha com os espanhóis, perdida pelas tropas comandadas por D. António Prior do Crato. Portugal perdeu nessa batalha a sua independência. Em 1743, a ponte foi alargada e nela colocada uma estátua de S. João Nepomuceno. Freguesia das mais características do Concelho de Lisboa, Alcântara remonta a sua existência a 8 de Abril de 1770. A Freguesia era então denominada de S. Pedro em Alcântara. Sabe-se que a sua i...

Alcântara - uma ponte de culturas

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“Nas docas, as velhas fragatas e as canoas foram substituídas por veleiros e iates e os antigos armazéns do peixe recebem, agora, a visita dos noctívagos da Capital. Mas, pelas vielas mais interiores, a Alcântara castiça – do Tejo e do Fado – continua a tentar resistir”. “Uma “ponte” tinha de marcar o destino deste populoso bairro lisboeta. Na verdade, o seu nome vem do árabe e “Alcântara” significa ponte. Essa tal ponte fazia a ligação entre duas margens de uma ribeira que corria sob o que hoje é a Avenida de Ceuta, desaguando no Tejo. Curiosamente, nos nossos dias, Alcântara é marcada por uma outra ponte: a 25 de Abril. Alcântara foi local da batalha perdida por D. António Prior do Crato, contra as tropas castelhanas, em 1580. E foi, a partir do início da expansão ultramarina, lugar procurado pelos monarcas e fidalgos. Primeiro como ponto de passagem para Belém. Mais tarde, porque acham ali locais privilegiados para casas de campo e centro de caçadas. Foram, então, surgindo os princi...

Palácios, quintas e palacetes de Alcântara

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PALÁCIO SABUGOSA O Palácio Sabugosa ou dos Condes de S. Lourenço, situado na Rua 1.º de Maio, 116-124, teve origem numa casa de campo de Luís César de Meneses, cativo resgatado de Alcácer-Quibir. No início do século XVIII, um dos seus descendentes teve o título de Conde de Sabugosa e procedeu a grandes obras nas casas daquela propriedade, então chamada Quinta Cesária. São dessa época, a fachada principal, o átrio revestido de azulejos e da capela, onde se assinala um Cristo, da autoria de Machado de Castro. São ainda de salientar a biblioteca e a sala de jantar. Dos antigos jardins, pouco resta. PALÁCIO DA EGA OU PALÁCIO DO PÁTIO DO SALDANHA Hoje sede do Arquivo Histórico Ultramarino, na Calçada da Boa Hora, 12-30, o Palácio da Ega sofreu no decurso dos séculos diversos restauros e reconstruções que lhe conferiram a feição actual. A fachada nobre que se desenvolve em torno de um pátio ajardinado, apresenta elementos arquitectónicos dos séculos XVI, XVII e XVIII. No interior, também mui...

As Docas

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Na antiga zona portuária de Lisboa, onde antes havia armazéns antigos e fechados, hoje estão alguns dos melhores bares e restaurantes de Lisboa. E os mais frequentados. Nas Docas, a mais concorrida zona da noite lisboeta, tem, por exemplo, o Café da Ponte, que está aberto até às 4 da manhã. No entanto, opções não faltam por ali. Pode optar por um estilo de música ou de ambiente por entre os mais variados bares existentes. Ainda junto ao Tejo, há uma bela esplanada virada para o mar. Trata-se do Café In, onde nas noites quentes de verão, as imperiais sabem ainda melhor. Deixadas para trás as Docas, entramos na zona das discotecas da Rocha Conde d’Óbidos, ainda paredes-meias com a Doca de Santo Amaro. É lá que encontramos o Blues café, com ambiente jovem e descontraído, o Dock’s Club, uma das discotecas de proa da noite lisboeta, com música para todos os géneros e ainda, o Kings and Queens, uma das mais liberais discotecas de Lisboa e gente para todos os gostos e prazeres. Tudo isto par...

Alcântara é diferente...

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Alcântara participa nas marchas desde 1932 com o patrocínio de SFAE – Sociedade Filarmónica Alunos Esperança, sediada neste bairro na Rua de Alcântara. Devem-se à SFAE alguns dos grandes nomes do teatro amador, bem como de artistas que representam a colectividade na Grande Noite do Fado, organizada pela Casa da Imprensa. As suas actividades desportivas, em várias modalidades, constituem uma ocupação dos tempos livres dos jovens residentes no bairro. Destacando-se o ténis de mesa, tendo a SFAE organizado o 1º torneio de Lisboa. “Que linda Alcântara / Vem hoje a desfilar / Bonitas vão / As suas carvoeiras / Lisboa, Lisboa / Alcânt’ra sabe a mar / É moça gaiata / Nos gestos e maneiras. Seus olhos são fogo / Que aquece o coração / calor que’spalha / Pelas ruas da cidade / Certinho compasso / Tem a sua canção / Alcânt’ra que canta / Lisboa sem idade. (Refrão) Olhai / Olhai p’rás carvoeiras / Alfacinhas brejeiras / Gaivotas a voar / Cantei / Cantai com o coração / Os tempos que lá vão / D’Al...