A Igreja da Madalena
A Igreja da Madalena é uma reedificação integral do período imediato ao terramoto. A primitiva igreja já existia em 1164. Foi reedificada em 1262, restaurada depois do cerco castelhano de 1372, e finalmente incendiada em 1755.
A reconstrução do templo iniciou-se em 1761, sob as ordens do arquitecto João Paulo, ficando patente aos fiéis em Julho de 1783, apesar de as obras não estarem concluídas. No século passado a igreja sofreu vários restauros, nomeadamente em 1840, 1880 e 1884.
Depois do terramoto a sede da paróquia instalou-se num barracão onde assistia a paróquia da Conceição Nova, passando em 1758 para a Igreja de S. Martinho, ao Limoeiro. Em 1766 foi ocupar a sacristia da primitiva igreja, que o fogo não devorara. 

A Igreja da Madalena situa-se no largo do mesmo nome, próximo do local onde existiu uma das mais importantes portas da Cerca Moura. Na frontaria há três portais, destacando-se o do centro, manuelino. Este portal (monumento nacional), sobrevivência do templo anterior ao terramoto ou proveniente da igreja antiga da Conceição dos Freires, foi aqui colocado quando da reconstrução.
No interior anotam-se telas de Pedro Alexandrino e duas belas imagens, policromadas e douradas, representando Santa Maria Madalena e Santa Marta, atribuídas a Machado de Castro.
Numa das capelas laterais admira-se um conjunto escultórico representando a Sagrada Família, atribuível ao escultor José de Almeida que também parece ser o autor do Crucificado existente na sacristia.
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