Lisboa mistura cores e mentalidades
A capital portuguesa recebe sexta-feira, dia 17, a primeira edição do Lisboa Mistura, um projecto «multidisciplinar e intercultural» traçado para os próximos três anos. A ideia é intervir cultural e socialmente em cinco bairros alfacinhas, com música, teatro, oficinas e sessões de debate. Esta primeira fase da iniciativa dura até 2 de Dezembro e passar pelo Cinema S. Jorge, Teatro S. Luiz e Parque Mayer.Os Cool Hipnoise arrancam com a coisa: passam, de 17 a 26, por Alta de Lisboa Sul e pelos bairros do Condado, Padre Cruz, Ajuda e Armador com o workshop Como montar um espectáculo. Os dias 28 e 29 estão reservados, respectivamente, para os debates A interculturalidade na cidade e A criação intercultural, no Cinema S. Jorge. O São Luiz recebe dia 30 a apresentação do mais recente trabalho de Carlos Martins, Do Outro Lado. No Parque Mayer pode encontra-se a peça Negócios Estrangeiros (1 de Dezembro), construída a partir de textos originais deJosé Eduardo Agualusa, Nuno Artur Silva e José Luís Peixoto, e Lis-Nave (2 de Dezembro), um espectáculo musical inédito criado como um DJ Set que ‘navega’ por Amália, Kussondulola, Cool Hipnoise, Cartola e UHF, entre outros.
«Há uma nova cena artística na cidade. Lisboa vive, actualmente, um fenómeno de criação musical com características particulares dentro do contexto europeu e global», assinala a Sons da Lusofonia, responsável (em conjunto com a EGEAC) pelo evento, em comunicado. O Lisboa Mistura pretende afirmar-se como o reflexo dessa nova realidade e como «ponto aglutinador de culturas, nacionalidades, cores e mentalidades».
«Este projecto deverá crescer como um evento de forte impacto mediático, envolvendo as várias culturas dos países lusófonos na sua ligação com outras culturas urbanas de Lisboa», lê-se no sítio oficial da Sons da Lusofonia, que reconhece ainda nas mesmas linhas «a riqueza da sua diversidade» e afirma apostar na «celebração do património comum que é a língua portuguesa». O texto diz ainda que a instituição se «propõe renovar a imagem da lusofonia, enquadrando-a numa perspectiva de contemporaneidade das vivências culturais».
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