Panificação Mecânica Limitada
1902 é a primeira data que aparece no processo de obras, referente a este edifício, sendo seu proprietario a Companhia de Panificação Lisbonense. Em 1915 o locatário da padaria é a Companhia Nacional de Moagem e em 1941 é proprietaria a Companhia Industrial de Portugal e Colónias. Em 1958 são locatários a Panificação Mecânica Limitada e em 1961 um estudo urbanistico desta zona, onde o edifício se localiza, levado a cabo pela CML, revela que o mesmo será destruído. Na década de 80, segundo testemunho oral, a padaria sofreu algumas modificações, nomeadamente, a substituição dos balcões primitivos por balcões de vidro e metal. Trata-se de um edifício de arquitectura civil comercial, arte nova. O edifício cuja fachada bastante simples, quase sem volumetria, é rasgado por um número significativo de vãos. O revestimento a azulejo dá sua fachada uma certa dinâmica pelo desenho dos mesmos e pelo seu colorido. Nesta fachada há a destacar a estrutura em ferro da padaria num desenho de curvas e rectas, de sabor modernista do princípio do século, embora denote um gosto néoclassizante nas pilastras e na composição formal. O seu interior, é bastante interessante, com uma profusão de materiais (madeira, vidro, azulejo, ferro) numa articulação estética entre uma decoração ligada a conceitos de Arte Nova e conceitos anteriores a esta. No interior da padaria, os panos de parede entre os vãos das portas de acesso e das montras são revestidos a azulejo policromado tendo como motivos borboletas e espigas. As aberturas das paredes de fundo, têm molduras de azulejos com motivos vários conjuntos florais, troncos, espigas, insectos e pássaros, todos eles Arte Nova da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro.
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