Casa dos Bicos
Em 1506 D. Afonso de Albuquerque já possuía, neste sítio, casas ou pelo menos terrenos.
Em 1521 Afonso Brás de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido do rei D. Manuel, vai a Itália na esquadra que conduziu a Sabóia a Infanta D. Beatriz, onde terá tido contacto com o novo gosto dos palácios "dei diamanti". De regresso a Portugal fez erguer a sua "Casa dos
Diamantes" em 1523 na Ribeira Velha (actual Campo das Cebolas), para sua habitação.
Em 1581 morre o seu fundador e a posse da casa passou para as mãos de João Afonso de Albuquerque, de 1620 a 1642, depois de um longo período de litígio entre a família.
Em 1755 ainda estava na posse da família, Menezes e Albuquerque. O terramoto causou grandes estragos, deitando abaixo a fachada principal (dava para a então R. Afonso de Albuquerque) e 2 andares da fachada da actual R. dos Bacalhoeiros.
Em 1827 D. Francisco Menezes e Albuquerque, por dívidas, deixou que a casa fosse vendida em praça. Arrematou-a Caetano Lopes da Silva, negociante de bacalhau, e então já seu inquilino mas em 1838, por sentença, foi compelido a entregar a casa à família Melo e Albuquerque.
Em 1873 o 11º Senhor e último Albuquerque, em consequência de dívidas vendeu a casa ao negociante de bacalhau Joaquim C. Lopes da Silva (neto), depois utilizada como armazém de bacalhau, ficando a servir de depósito deste peixe até ser adquirida em 1960 pela CML.
Em 1968 a Câmara Municipal de Lisboa encomenda ao arquitecto Raul Lino um projecto de adaptação da Casa dos Bicos a museu - "Casa de Goa" e em 1979 encomenda de novo projecto ao arquitecto Santa Rita.
Em 1981 o Comissariado da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, promovida pelo Conselho da Europa, decidiu encomendar a este arquitecto novo projecto, de recuperação da Casa dos Bicos.
Em 1982 iniciaram os trabalhos sob a orientação da DGEMN. Uma equipe de arqueólogos começou por fazer escavações sistemáticas na área de construção. Ao edifício foi restituído os 2 andares que caíram aquando do terramoto.
Em 1983 foi um dos núcleos da Exposição. Nela se expuseram os retratos de família da Dinastia de Avis.
A sua decoração, os "bicos", demonstra uma clara influência italiana, provavelmente do Palácio dos Diamantes em Ferrara, ou do Palácio Bevilacqua em Bolonha.
Amália Rodrigues teve o projecto de transformar aquela casa no seu retiro fadista, mas o preço pedido pelos proprietários de então fê-la desistir da ideia.
Em 1521 Afonso Brás de Albuquerque, presidente do Senado em Lisboa e protegido do rei D. Manuel, vai a Itália na esquadra que conduziu a Sabóia a Infanta D. Beatriz, onde terá tido contacto com o novo gosto dos palácios "dei diamanti". De regresso a Portugal fez erguer a sua "Casa dos
Diamantes" em 1523 na Ribeira Velha (actual Campo das Cebolas), para sua habitação.Em 1581 morre o seu fundador e a posse da casa passou para as mãos de João Afonso de Albuquerque, de 1620 a 1642, depois de um longo período de litígio entre a família.
Em 1755 ainda estava na posse da família, Menezes e Albuquerque. O terramoto causou grandes estragos, deitando abaixo a fachada principal (dava para a então R. Afonso de Albuquerque) e 2 andares da fachada da actual R. dos Bacalhoeiros.
Em 1827 D. Francisco Menezes e Albuquerque, por dívidas, deixou que a casa fosse vendida em praça. Arrematou-a Caetano Lopes da Silva, negociante de bacalhau, e então já seu inquilino mas em 1838, por sentença, foi compelido a entregar a casa à família Melo e Albuquerque.
Em 1873 o 11º Senhor e último Albuquerque, em consequência de dívidas vendeu a casa ao negociante de bacalhau Joaquim C. Lopes da Silva (neto), depois utilizada como armazém de bacalhau, ficando a servir de depósito deste peixe até ser adquirida em 1960 pela CML.
Em 1968 a Câmara Municipal de Lisboa encomenda ao arquitecto Raul Lino um projecto de adaptação da Casa dos Bicos a museu - "Casa de Goa" e em 1979 encomenda de novo projecto ao arquitecto Santa Rita.
Em 1981 o Comissariado da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura, promovida pelo Conselho da Europa, decidiu encomendar a este arquitecto novo projecto, de recuperação da Casa dos Bicos.

Em 1982 iniciaram os trabalhos sob a orientação da DGEMN. Uma equipe de arqueólogos começou por fazer escavações sistemáticas na área de construção. Ao edifício foi restituído os 2 andares que caíram aquando do terramoto.
Em 1983 foi um dos núcleos da Exposição. Nela se expuseram os retratos de família da Dinastia de Avis.
A sua decoração, os "bicos", demonstra uma clara influência italiana, provavelmente do Palácio dos Diamantes em Ferrara, ou do Palácio Bevilacqua em Bolonha.
Amália Rodrigues teve o projecto de transformar aquela casa no seu retiro fadista, mas o preço pedido pelos proprietários de então fê-la desistir da ideia.
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