Quinta de Nossa Senhora do Carmo
Em 1514, Mendo Afonso deixa em testamento algumas terras que viriam a formar mais tarde a quinta de Nossa Senhora do Carmo.Em 1713, João Pereira Cardozo e sua mulher, D. Catarina Maria de Brito e Amaral, vendem a quinta a D. Maria Madalena da Conceição, viúva do capitão Adrião Domingues Loureiro, que cinco anos depois a vende ao padre Inácio Ferreira, da Congregação do Oratório. Por falecimento deste, a quinta é mencionada no seu testamento e em 1736, o seu testamenteiro, o padre José Troiano vende a quinta a D. Joana Joséfa Baptista.
Em 1743 a proprietária vendeu-a a Francisco Baptista Soares. Com a sua morte a viúva, D. Maria Madalena Soares casa em Manuel Lourenço Souto e vende a quinta a João Alves de Aguiar. Este, vende-a ao padre José Nunes Vieira, reitor da Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação; o novo proprietário planta um novo jardim, ficando a quinta conhecida como "Jardim do Reitor".
Em 1773, por testamento a quinta é legada ao seu sobrinho, o Dr. Manuel Correia Nunes que veio a falecer em 1783, ficando a quinta para a sua criada, Maria Gertudes do Coração de Jesus.
Maria Gertrudes morre em 1831 e herda a quinta o pedreiro Joaquim José dos Santos que mais tarde vende a Miguel António Trancoso.
Em 1843, primeira referência da quinta individulaizada da quinta de Sant' Anna, no inventário dos bens de António Cypriano Eleutherio da Costa Trancoso.
De 1909 a 1926, morou na quinta o Dr. Roberto de Almeida, a sua mulher D. Beatriz Vieira da Silva e as suas filhas. De 1942 a 1975, a quinta é alugada a uma família alemã. Em 1984 a quinta é vendida pelo Dr. António Trancoso ao Dr. João Pinto
dos Santos Pacheco Rebello de Carvalho.A Quinta de Nossa Senhora do Carmo apresenta-se como um dos poucos elementos que retrata e evoca o que foi a Ameixoeira antiga, antes de toda a pressão imobiliária. Além disso, este sítio mantém-se como símbolo de importantes factores sociais que tiveram épocas muito próprias e vincadas no tempo. São estes a fuga ao centro constituíndo uma coroa urbana de recreio e cultivo, a decadência dos sistemas rurais junto às cidades e a contínua edificação nessas zonas de antigas quintas. Carregando uma forte componete histórica urbana e arquitectónica é ainda de salientar o facto de a quinta ser actualmente propriedade do descedente directo do seu primeiro proprietário. Neste lugar é possível reviver uma zona histórica da cidade de Lisboa, que veio a ter reprecursões em muitas cidades vizinhas.
Comentários