Torre do Tombo
Datam do século XVI as primeiras notícias deste arquivo que nesses anos recuados se achava instalado numa das torres do Castelo S. Jorge. Soterrado pelos tremendos abalos do terramoto grande, transferiu-se para o actual Palácio de São Bento onde por mais de dois séculos vai "repousar" em condições totalmente inadequadas à guarda e conservação do seu espólio.Em 1990, a Casa da Memória Nacional vê, finalmente, a sua residência definitivamente alterada para edifício próprio ali descobrindo a segurança, o adequado espaço e o assegurado bom trato do seu raro e único acervo.Produto de risco do Arq. Arsênio Core foi erguido sob a responsabilidade da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, espraiando-se a construção por sete andares, quatro deles reservados à valiosa herança de que é tutor.137 km de prateleiras, anfiteatro, salas de tradução, reunião e leitura bem como galeria de exposição são algumas das potencialidades oferecidas por este equipamento cultural da alfacinha Capital que nos pisos cobertos de pedra deixa observar fósseis e até estalactites.
Possuindo o maior abrigo anti-sísmico do País, do seu espólio merece referência: o primeiro documento escrito em português, Actos da Memória, o Livro das Aves. Apocalipse, o Tratado de Tordesilhas, o Livro das Horas de Duarte, o Atlas de Fernão Vaz Dourado, os Livros de Marinharia de João de Lisboa, a Bíblia dos Jerónimos, o livro dos Brasões, o Tratado das Alcáçovas, o Tratado de Paz com Espanha e tantos outros que gratuitamente nos dão nota da evolução das mentalidades, das classes, das representações do mundo natural e humano, dos medos e anseios de todo um povo.
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