Modernização de Lisboa com novo modelo
A proposta, subscrita pelo presidente da Câmara de Lisboa, para mudança de modelo jurídico da empresa Agência para a Modernização Económica de Lisboa (Ambelis) foi ontem aprovada na reunião do executivo. Ou seja, a agência para a modernização económica de Lisboa, da qual a autarquia lisboeta é accionista maioritária, deixará de ser uma sociedade anónima e passará a ser uma associação sem fins lucrativos. Isto porque, "a empresa apresenta um prejuízo permanente", explicou Carmona Rodrigues. O também presidente do conselho-geral da Ambelis adiantou que esta "está em falência técnica". Segundo Carmona Rodrigues a Ambelis "nunca deu lucro o que tem causado algum desconforto aos accionista privados. Tem sido a autarquia a sustentar esta sociedade". Porém, a mudança de estatuto terá de ser discutida na assembleia-geral da Ambelis, onde a câmara "irá sugerir a passagem a associação sem fins lucrativos", explicou o responsável. Na reunião semanal, a autarquia contestou também o aumento da capacidade de carga de contentores pretendida pela Administração do Porto de Lisboa (APL) sem que estejam garantidos os acessos ao local e sem os estudos económicos e ambientais. A câmara reclama a existência de infra-estruturas rodoviárias, nomeadamente o fecho da CRIL e do Eixo Norte/Sul, a nível ferroviário, com o soterramento da linha de mercadorias em Alcântara e a nível marítimo, com a existência de infra-estruturas que garantam uma maior operacionalidade. Carmona Rodrigues justifica que o porto sofre de falta de competitividade. Por seu turno, a APL defendeu que o plano estratégico para a frente ribeirinha da cidade prevê a optimização da área do terminal de Alcântara já dedicada à movimentação de cargas.
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