Cruzeiro das Laranjeiras
O Séc.16 é a época provável da sua construção, originariamente conhecido por Cruz de Pedra, mandada fazer por Pedro Eanes, segundo conteúdo da inscrição, e, em data indeterminada, levada para a Quinta de Santo António, depois denominada Quinta das Laranjeiras, pertença do Conde de Farrobo, daí a designação de Cruzeiro das Laranjeiras.Em 1903 a Quinta é adquirida pelo Conde de Burnay, passando o Cruzeiro a ser propriedade da família.
Em 1904, segundo descrição de Sousa Viterbo o monumento estava localizado junto ao gradeamento confinante com a Est. de Benfica, na proximidade do Chafariz da Convalescença, erguendo-se sobre dois degraus de calcário lioz, o inferior com 1,55m de lado e o 2º com 1 m,
ambos com 0,18m de altura, onde assenta uma base com 0,41m de altura por 0, 45m de largo, seguindo-se o fuste de mármore com 1,25m encimado por capitel com inscrição, rematado por cruz de calcário brando, florenciada, tendo numa das faces imagem de Cristo (mutilada) e na oposta, sobre mísula, a Virgem com o Menino; Viterbo nota ainda que o crucifixo está embutido e fixado com parafusos de metal.
ambos com 0,18m de altura, onde assenta uma base com 0,41m de altura por 0, 45m de largo, seguindo-se o fuste de mármore com 1,25m encimado por capitel com inscrição, rematado por cruz de calcário brando, florenciada, tendo numa das faces imagem de Cristo (mutilada) e na oposta, sobre mísula, a Virgem com o Menino; Viterbo nota ainda que o crucifixo está embutido e fixado com parafusos de metal.Em 1914 faleceu a última proprietária da Quinta, a Condessa de Burnay, ficou o cruzeiro a pertencer a sua neta D. Teresa Melo Breyner, filha do 4º Conde de Mafra.
Em 1917, D. Teresa casa com Eduardo Valdez Pinto da Cunha, dono do antigo Palácio Marqueses de Valença, no Campo Grande que colocou o cruzeiro no jardim, após ter sido desmontado com vista ao seu restauro e recolocação, mas sem os degraus origiuinais, entretanto desaparecidos.
Em 1966 / 1967, a construção de um prédio destruiu parte do logradouro do Palácio onde se encontrava o Cruzeiro, tendo este sido, uma vez mais, deslocado e implantado defronte da fachada O. do referido Palácio.
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